quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

saudade

Sentada junto à lareira, com a manta que pediste à tua avó para bordar especialmente para mim e com o nosso álbum de fotografias na mão, não consigo deixar de pensar em ti. Os momentos que passámos juntos passam-me pela memória como flashes rápidos, mas bastante precisos. Consigo recordar com exactidão cada toque, cada palavra e cada olhar que partilhámos. A batida do meu coração tornou-se mais forte, de repente, e não consigo deixar de sentir saudades. Saudades da tua pele, do cheiro do teu perfume, da suavidade da tua roupa e da intensidade da tua voz. Saudades de chegar do trabalho e ter alguém a quem contar o meu dia, com quem desabafar. Saudades de ir às compras e de criticar a roupa deste ou a roupa daquela, de dizer "gosto disto" e ter alguém que, dias depois, me aparecia em casa com essa peça. Saudades de ter alguém com quem falar durante horas e horas ao telefone e com quem trocar mensagens. Saudades de te ouvir chamar pelo meu nome. Saudades de ter alguém que me compreendesse só através de um olhar, alguém que, apenas por me abraçar, tornasse o meu dia mais feliz. Saudades de chegar a casa todos os dias e ter uma orquídea, a minha flor preferida, em cima do balcão da cozinha, junto com um post-it a dizer "Adoro-te!". Saudades dos nossos passeios à beira-mar e das nossas saídas à noite para beber um copo e dançar. Saudades de sentir os teus lábios suaves na minha testa e o teu hálito fresco na minha boca. Saudades de ter uma mão que nunca largava a minha e dois braços que me agarravam com força.
Saudades ... de ti, de nós, da pessoa que eu era quando estava contigo. Sinto a tua falta, meu amor. Onde estás? Volta para mim, volta. Eu sei que agora estou mudada, mas prometo que, se voltares, tudo vai ser como era.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

letter

Carta de amor de um rapaz para a rapariga:
«Meu amor,
Nem sei como começar esta carta. Bem sei que as cartas saíram de moda há alguns anos e que neste século o que se usam são as mensagens e os e-mails, mas tu sabes que eu sou como o meu avô, sou da velha guarda, e por isso te mando este papel escrito por mim. Talvez na tentativa de que me percebas melhor quando reparares na minha letra escrita à mão, ou sintas melhor cada palavra que eu escrevi com toda a minha alma.
Eu nem sei se vais ler esta carta. Certamente vais queimá-la ao atirá-la para a lareira mal vejas o remetente. Ainda assim, eu tenho esperança de que tu vais ter coragem de abrir o envelope e ler aquilo que eu escrevi. Não porque eu mereça, mas porque foste capaz de ultrapassar o nosso Passado e todo o mal que te fiz.
A verdade é que eu não mereço o teu perdão, não mereço uma resposta tua e muito menos que abras o envelope. Eu não te amava como devia (pelo menos, achava que não). Comecei a namorar contigo pela tua simpatia e pelo teu bom aspecto. Não há rapariga mais bela, acredita. As coisas foram evoluindo e o nosso relacionamento tornou-se sério, mas eu fartei-me. Cansei-me de ver os meus amigos irem "curtir" a noite e eu tinha de ficar colado a ti. Cansei-me da falta de liberdade, cansei-me de ser gozado por todos porque nunca saía de casa porque tinha de estar contigo. Quando resolvi pôr um fim a tudo, não me apercebi do erro que tinha cometido, acredita. Nunca pensei no mal que te estava a fazer, no quanto poderias estar a sofrer. Mais uma vez, fui um egoísta porque só quis pensar em mim. E agora, passados não sei quantos meses, tu foste capaz de seguir em frente e estás com outra pessoa. E só agora é que eu fui capaz de perceber o quanto preciso de ti, só agora é que me apercebi da gravidade do erro que cometi. Deitei tudo a perder e deixei escapar a pessoa mais importante que alguma vez apareceu na minha vida. Nunca ninguém me fez tão feliz, nunca ninguém me compreendeu tão bem, nunca ninguém se sacrificou tanto por mim e me deu tanto. Eu sei que é tarde demais. Não sabes o que eu faria para poder voltar atrás e fazer tudo de maneira diferente. Eu sei que é tarde, mas eu já não sei viver sem ti. A minha vida está um caos e perdi tudo aquilo que tinha, inclusive a ti. Eu já não sei viver, meu amor. Eu não sei estar sem ti.
Lembra-te duma coisa, sempre: tu foste, és e sempre serás o meu único e grande amor.
Adeus

domingo, 26 de dezembro de 2010

15 ways to keep relationship work

1 - Love each other
2 - Don't lie
3 - Keep communication open
4 - Stay sweet
5 - When you get hurt just forgive and forget
6 - Never talk about break-ups
7 - Never say it's ok when it's not
8 - Forget about "Pride"
9 - If you say sorry, mean it
10 - Don't compare your past with your present
11 - Don't talk about your stupid ex's
12 - Give and take process
13 - Beware of his/her feelings
14 - Whe you had a fight, don't let the day pass
15 - Don't be the perfect one, BE THE RIGHT ONE

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

escolhas

Eu escolho ser feliz. Escolho não me preocupar mais com as pessoas que não querem estar a meu lado, não pensar mais nelas e naquilo que dei por elas. Escolho não sofrer por quem não merece. Escolho deixar de lutar sozinha por laços que criei e que considerava importantes. Escolho seguir em frente. Escolho conhecer pessoas novas e dar-me a conhecer novamente. Escolho sorrir e soltar gargalhadas sinceras. Escolho falar e desabafar apenas para quem está disposto a escutar-me. Escolho abrir o meu coração e entregar-me de corpo e alma a quem acho que vai valer realmente a pena. Escolho viver a MINHA vida, sem me preocupar em demasia com os outros porque afinal sou eu que decido, sou eu que TENHO de decidir. No final, tudo se resume às minhas opções, aos caminhos que decidi e decido percorrer. 
Escolho ser eu a escolher o futuro que quero para mim. E, acima de tudo, escolho não odiar o meu passado, escolho não odiar aqueles que me largaram a mão. Escolho passar por cima de tudo porque eles nem sabem aquilo que desperdiçaram, não imaginam sequer como seria o futuro a meu lado. Escolho viver e seguir os meus sonhos. Se há quem não queira enfrentar os desafios comigo, arranjarei quem esteja disposto a isso.


Não sei se voltei, ainda. Não voltei, tenho a certeza. Por isso não responderei aos vossos comentários e, desde já, mil perdões por isso. Tenho de estudar para os exames e não tenho tempo. Quero apenas voltar ao meu refúgio para poder voltar a desabafar. Só isso.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

até um dia

Minha gente,

obrigada pela paciência durante os últimos meses, obrigada pelas palavras carinhosas e reconfortantes, obrigada por todo o apoio e por me seguirem.
Agora existem outras prioridades e torna-se difícil visitar o blog. Por isso, decidi ausentar-me por uns tempos. Talvez um dia volte, talvez não. Quem sabe ... podem manter contacto pelo facebook, se quiserem.


 Obrigada por tudo. Um beijo,
Diana Alba

segunda-feira, 19 de julho de 2010

tears

(...) subo as escadas, cambaleando de um lado para o outro, enquanto tento manter o equilíbrio, agarrando-me às paredes e ao corrimão. Chego ao quarto e o meu corpo e as minhas mãos movem-se automaticamente para trancarem a porta à chave. Não tenho sequer oportunidade de me aproximar da cama e me deitar nela, afagando a cara na almofada (como é costume). Em vez disso, as minhas pernas (já) enfraquecidas deixam de suportar o peso do meu corpo e fazem-me cair no chão, onde acabo por me sentar, encostada à porta. As lágrimas nunca deixaram de cair neste longo percurso e mesmo aqui, no meu próprio refúgio, ponho as mãos na cara e encosto-me aos joelhos, tentando fazer com que o silêncio das minhas lágrimas vença o som dos meus soluços. E escondo-me, de todos eles. De mim mesma. Eu quero que estas lágrimas me purifiquem a alma e levem daqui todos estes pensamentos, todas estas emoções.

Junho de 2010


(desculpem a ausência, mas andei em exames e agora estou de férias . tenho mais é de aproveitar! vou tentar responder aos comentários assim que possível)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Broken dreams

O que é que fazemos quando, de repente, o nosso mundo é abalado e os nossos sonhos são destruídos? Passamos uma vida inteira a lutar por um objectivo, a dar tudo de nós...e de repente, tudo desaparece. Eu não quero fórmulas mágicas, eu sei que não há respostas certas. Mas eu quero algumas respostas para as minhas dúvidas porque, sinceramente, não sei o que fazer agora. Qualquer coisa que seja. Sabem o que é sonhar com algo desde que somos crianças e não conseguirmos concretizar isso, mesmo tendo esgotado todos os recursos e utilizado todos os esforços? Foi isso que acabou de acontecer. Ainda estou a lutar, mas fiquei tão desiludida. Tenho medo de não conseguir, medo de ser tarde demais. É difícil agora.
 

Um sonho (quase) por água abaixo.

terça-feira, 6 de julho de 2010

match

Tal como um fósforo, acabado de acender, tu chegaste e iluminaste a minha vida. A tua presença aquecia-me a alma e enchia-me o ego, nas medidas certas. De repente, os meus dias começaram a fazer mais sentido e já não me sentia mais abandonada, já não estava sozinha no escuro. Tu eras a minha luz de presença, sem a qual eu não era capaz de adormecer à noite; eras a vela sempre acesa que me guiava pela casa fora quando a luz falhava. 
E agora...agora que o fogo consumiu toda a madeira e não tem mais nada para queimar, a chama apagou-se. Assim como tu te apagaste dos meus dias. Se calhar a culpa foi minha (como sempre). Não consigo deixar de pensar que foi esse o motivo que te levou a ir embora e a deixares-me novamente só. Devia ter-te atirado mais lenha, devia ter-te fornecido mais papel. Fui eu que deixei que a tua chama se apagasse. E, olhando para ti, vejo uma amizade queimada por uma chama que tinha sido tão intensa, mas que agora se extinguiu. E assim como não posso guardar um fósforo que já não funciona comigo, também não te posso trazer mais no bolso. Muito menos no coração. Eu não vou esquecer que te acendeste e queimaste por mim e não vou esquecer que fui eu que te apaguei.

Um dia, quem sabe.

domingo, 4 de julho de 2010

onze

Aquela foi a noite das nossas vidas, meu amor. Foi a noite onde tudo mudou, foi a noite que nos tornou naquilo que somos hoje, foi nessa noite que nos unimos novamente. Lembro-me como se fosse ontem. Tu gostavas dela e eu suportava as vossas conversas por telefone até às tantas da manhã, ou a meio de momentos só nossos. Eu suportava a maneira como tu a elogiavas e dizias que gostavas dela, como já não te lembravas de gostar de alguém. Eu sufocava os sentimentos e ficava calada a ver tudo, imune. E naquela noite não deu mais para aguentar. Quando eu te disse «Eu acho que estou a gostar de ti, mas eu não quero. Tu gostas dela e eu não quero estragar tudo.» E não queria, no fundo queria era ver-te feliz, mesmo não sendo a meu lado. Não queria perder aquela amizade que nos tinha demorado tantos anos a construir, tanto tempo a fortalecer. Mas, meu amor, aquela foi a noite onde tudo mudou. Foi a noite onde eu me declarei, foi a noite onde tu começaste a ver que sempre tinhas gostado de mim. Foi a partir daí que voltamos a construir a nossa história e foi por causa dessa noite que estamos onde estamos agora.

Já imaginaste, se aquela noite não tivesse acontecido?

E já lá vão onze.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

I hate you

Palavra do dia: Odeio-te. Já te tinha dito que não suporto olhar para ti, que não aguento a tua atitude de arrogante e senhor do mundo? Detesto pessoas que acham que têm sempre razão. Detesto-te, ouviste? É feio de dizer, mas tenho a certeza de que se to dissesse na cara, se ouvisses todas estas palavras de desprezo e desilusão, acabarias por mudar. O problema é que tu achas que fazes e não fazes. O problema é que tu pensas que ninguém tem nada a ver com a tua vida, mas nós as duas temos. E não é pouco. O problema é que tu achas que aquilo que fazes chega, mas não chega; é preciso muito mais. É preciso esforço da tua parte. Não estás já farto de a ver a sofrer por tua (aliás, vossa) causa? Não consegues ver o que ela fez por nós, os sacrifícios que ela faz todos os dias, o quanto ela nos defende e nos ama? E isto é o que vocês lhe dão em troca: nada. E ela ainda é capaz de tomar conta de vocês, de vos sustentar, de vos amar. Eu não. Eu odeio-te. Pelas discussões que a magoam, pelas atitudes que a desiludem, pelas palavras atiradas com violência. Por seres assim, por não quereres ser melhor, por não a entenderes e continuares a magoá-la desse jeito.


Eu odeio-te.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vês essa faca pousada em cima do balcão? Foi essa que ela espetou na carótida, e por tua culpa. Porque não suportava os dias sem ti, porque sofria demasiado com os teus olhares constantes de desprezo. Faz alguma coisa! Tenta estancar o sangue com os dedos ou com pedaços da tua camisola, como costumavas fazer sempre que ela se cortava. Não podes deixar que ela continue ali assim, a esvair-se em sangue, enquante aquela enorme mancha vermelha se alastra. Impede o seu coração de deixar de bater e tenta reparar o miocárdio com essas tuas milagrosas habilidades de cirurgião. Força o oxigénio a entrar nas fossas nasais, faz-lhe respiração boca-a-boca. Eu não sei, afinal, aqui o médico és tu, não eu. Mas sabes, por um lado, até preferia que não o fosses. Foi esse curso e essa profissão idiotas que te deram essa confiança em demasia e criaram esse teu distanciamento para com ela.
Por isso, já que és o culpado do seu estado, vê se ao menos aproveitas a única coisa em que és realmente bom e a ajudas. Não te peço mais nada, salva-a apenas.


Um bocado sádico, admito. Era para variar, peço desculpa :)

terça-feira, 29 de junho de 2010

i'm such an idiot

Hoje dei por mim a ver fotografias tuas, com os teus amigos, na tua página do facebook. Não sei que sensação foi aquela que me percorreu o corpo, mas foi bastante estranho, garanto-te. Saudade, talvez? Revolta, desilusão? Não sei como é que chegámos a este ponto. Ou talvez saiba, mas prefiro negá-lo pois chego sempre à conclusão que fui eu que estraguei tudo, fui eu que transformei aquelas reticências, que estavam à espera da continuação da nossa história, num gigantesco ponto final. Sem direito a uma nova frase, sem direito a um parágrafo. Fui eu que ditei o nosso fim (que não foi um "felizes para sempre"), fui eu e sou eu a orgulhosa e a culpada.
E tudo isto se tornou estupidamente irónico pois já tentei escrever sobre nós tantas vezes e acabei sempre por amarrotar e deitar fora todas aquelas folhas onde rascunhava estas emoções. Creio que se torna bastante mais fácil escrever sobre um amor impossível ou sobre uma relação perdida, devido a outras circunstâncias, pois são coisas que acabam por não estar ao nosso alcance. O pior de tudo, é que eu sei que podia mudar a nossa situação e sinto-me mais do que idiota por não o fazer. Talvez seja o meu enorme ego, ou o orgulho ou até mesmo o coração que me dizem para não o fazer. Seja o que for, algo me diz que o nosso destino não era permanecermos ligadas para sempre. Eu eu que lhes dei ouvidos... E eu continuo aqui, estupidamente estúpida, porque me sinto culpada, porque desperdicei uma oportunidade, deitei fora a nossa amizade e ignorei uma pessoa como tu.

És uma idiota, Diana.

domingo, 27 de junho de 2010

esquecer?

Esquecer? Sim, eu vou tentar esquecer o quanto és bonito, o quanto eu adoro o teu sorriso. Vou tentar esquecer o quão suave a tua pele é e a maneira arrepiada como o teu corpo reage ao meu toque. Vou tentar esquecer-me dos teus olhos castanhos escuros - que não seriam tão perfeitos se fossem de outra cor - e da maneira estranha e intrigante como eles me conseguem ler o pensamento e olhar-me por dentro. Vou tentar não me lembrar da tua barba ainda por fazer a deixar-me cheia de cócegas no pescoço. Vou tentar apagar a lembrança do som melódico e forte da tua voz, que me deixa enfeitiçada sempre que o oiço. Vou tentar esquecer-me da magnífica silhueta que os nossos corpos compõem quando se juntam. Vou tentar obrigar a minha mente a não pensar mais no teu cheiro entranhado nos meus lençóis e na minha roupa. Talvez me esqueça do teu abraço forte e das tuas mãos no meio do meu cabelo. Quem sabe me esqueça também do sabor dos teus beijos e do toque dos teus lábios. 
Mas a única coisa que eu realmente vou tentar não me lembrar é que tu és um dez, um dez perfeito e rechonchudo, enquanto eu sou um cinco, talvez um seis. Já olhaste bem para ti? Todos te admiram, todos simpatizam contigo, todos gostam de ti e falam de ti. Tal como eu. Todos querem ser como tu e todos te vêem como um dez, tal como eu. Vou esquecer que nem dois pontos chegariam para compensar esta distância entre os nossos números, porque eu sei que gostas de mim, mesmo eu sendo um cinco, ou um seis. Porque sei que também sou um dez aos teus olhos.

E não, nunca serei capaz de esquecer tudo o resto. Nem quero.
És tudo!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Freedom

Eu quero provar o sabor da liberdade. Quero sentir a sua brisa a bater-me no rosto, quero escutar com atenção a sua suave melodia e tocá-la com as minhas próprias mãos. Tenho vontade de fugir daqui, escapar-me e esconder-me de todos (menos de ti, claro. Levava-te comigo, para onde quer que fôssemos. Tu sabes) e agarrar a minha própria vida com as duas mãos. Quero ser eu a traçar o meu destino, percorrer os caminhos que eu quero e com quem quero, sem atalhos, sem ter nada que me impeça de realizar os meus desejos mais profundos nem ninguém que me dite as regras que tenho de cumprir. Quero soltar-me e dançar ao som de uma música alegre se me apetecer, sem pensar se será o local mais apropriado. Quero celebrar os pontos de um jogo com toda a garra e emoção. Quero gritar bem alto que sou feliz. Quero ser eu mesma, sem fingimentos, quer gostem, quer não gostem.
Eu quero é ser livre e viver a vida à minha maneira. Fora dos costumes e padrões traçados pela sociedade, fora dos comentários despropositados e dos olhares invejosos e críticos.

Eu quero e vou consegui-lo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

in love







Eu fico ainda mais apaixonada quando os nossos lábios se tocam, quando os nossos olhares se cruzam e quando as tuas palavras são exactamente as que eu gostaria de ouvir. 


Não há como não gostar de ti.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Key

Eu não consigo encontrar a saída e a culpa é toda tua, tens noção disso, certo? Estou farta. As minhas pernas estão cansadas de tanto correr e de tanto cair, os meus pés doem-me e ganharam bolhas, o meu cérebro está a entrar em parafuso e já não consigo pensar mais. Não consigo desvendar este enigma, não consigo pensar direito para encontrar a solução. Isto tornou-se bem pior que uma equação matemática, com todos aqueles logaritmos, exponenciais e incógnitas. Olha para as minhas mãos! Vês os pedaços de ramos espetados? Vês as unhas partidas e o verniz lascado? Vês toda esta sujidade entranhada? Estou farta. Farta e cansada. E quero desistir, porque não consigo encontrar a saída. Neste labirinto, sinto-me perdida de ti. Sinto-me perdida sem ti. Aposto que já conseguiste chegar ao fim e estás aí a rir-te de mim, a saborear a vitória. Eu cá prefiro acreditar que estás aí porque estás à minha espera. E gosto de acreditar que virás à minha procura, eventualmente. Por isso é que me sentei no chão, de pernas à chinês. Não porque o meu corpo e a minha mente estão exaustos, mas porque quero que me venhas salvar. Eu estou à tua espera, meu amor. Eu sempre esperei por ti. Não vês que não consigo completar o puzzle se não tiver a peça mais importante? Não posso jogar às cartas se não tiver o meu Ás de Espadas. Tu és o meu cubo perfeito. Tu és a saída deste labirinto, tu és a solução deste enigma. Tu és a chave para tudo. E por isso, vou ficar aqui, porque sei que virás buscar-me.

Meu pequeno.

terça-feira, 22 de junho de 2010

It will always hurt



«If your mom dies, you’ll feel a lot of things. First, you feel like you’ve could have done more to help her, but its not true. You did every thing you could. It won’t feel that way, but remember me telling you this. You did everything you could and it’ll hurt every time you think of her. Every time if will hurt less and less and eventually you’ll remember her and it will only hurt a little.»


Christina Yang, Grey's Anatomy






Achamos sempre que podíamos ter feito mais. Podíamos ter aproveitado mais, podíamos ter amado mais. Poder, até podíamos. Mas não podemos controlar o que não está ao nosso alcance. Longe de nós imaginar que podemos perder alguém de um dia para o outro. E só depois de perdermos quem amamos é que damos valor ao que tínhamos, é que nos arrependemos de não ter feito mais. Eu não me arrependo, sabes? Não me arrependo do que vivi contigo, mesmo que não tenha sido tanto tempo como eu queria. Hoje ainda dói muito. Dói pensar em ti, dói olhar para as tuas fotografias, dói falar de ti. Mas dói menos do que doía ontem e eventualmente doerá menos amanhã. A recordação fica e a dor nunca desaparece, mas acaba por diminuir. Eu nunca vou deixar de gostar de ti, nunca me vou esquecer de ti e serás sempre uma recordação um tanto dolorosa. Mas também serás a recordação de tempos em que fui feliz e isso nada nem ninguém irá apagar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

This time



Deixa-me pedir-to, só desta vez. Eu sei que me queres acalmar com as tuas palavras, sei que queres que eu oiça a tua voz, para me sentir um pouco melhor. Mas, desta vez, eu não quero um "Vai ficar tudo bem" ou um "Estou aqui para ti". O que eu quero, o que eu preciso é que me envolvas no teu abraço e me apertes com muita força. Preciso que me segures, pois sei que falta pouco para perder as forças que me restam e cair. Preciso do calor do teu corpo e dos teus braços musculados para me protegerem. Não digas nada e fica aqui comigo.
É em alturas como esta que eu preciso de ti. Fisicamente. Não quero frases, não quero elogios, não quero esperanças ditas da boca para fora. Não quero nem saber que me amas, porque nem isso é capaz de me salvar hoje. Talvez ajudasse noutro dia, noutra ocasião. Não hoje. Só quero que fiquemos os dois abraçados. Quero me me prendas com a tua força e que não me deixes fugir. Porque se eu fugir, não sei o que me irá acontecer, não sei o que serei capaz de fazer.



Deixa-me ficar assim, só desta vez.




p.s - o exame de Matemática correu bem, e agora tenho mais tempo para isto :) e o texto não tem a ver com o meu actual estado de espírito (:

sexta-feira, 18 de junho de 2010

desafio

A Marta colocou-me este Desafio - "Contar 6 coisas sobre mim que provavelmente não saibam" (desde já, um obrigada)

1. Sou MUITO colada em computadores e em jogos.
2. Quando era pequena e ficava triste ou chateada..forçava para não chorar e começava a rir-me muito. E acabava por chorar na mesma --'
3. Em todos estes anos, só tive dois namorados. Nunca tive curtes nem nada do género.
4. Não aprecio muito fast-food.
5. Choro em tudo o que é filme romântico ou livro.
6. Digo que não me importo com aquilo que os outros pensam mas, sinceramente...deve ser aquilo a que dou mais importância.

Desafio também:
- Annie [ http://pesdescalcosnaareia.blogspot.com/ ]
- Neechee [ http://thetrickisto-keepbreathing.blogspot.com/ ]
- Sara Mendes [ http://semnome-cemcoisas.blogspot.com/ ]
- Sofia [ http://fantacomursinhos.blogspot.com/ ]
- Silvia [ http://silvia-liliana.blogspot.com/ ]
- Sandra [ http://love-is-permanent.blogspot.com/ ]


Não sabia muito bem o que responder, mas se tiverem alguma pergunta que gostassem de colocar, também adoraria responder (:

(eu tenho uns textos prontos para postar, mas não tenho tido muito tempo. Segunda-feira, depois do rico exame de Matemática talvez :p)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Someday

- Eu quero crescer, deixa-me crescer. Vá lá. Estou farta que me tratem como uma miúda e que me chamem de pequena. Eu não quero mais ser pequena.

E um dia crescerás. Cada coisa tem o seu tempo, sabes? E mais tarde, quando tiveres idade e maturidade suficientes para perceber, aprenderás que a vida não é como nos contos de fadas que te leio à noite ou que vês nas tuas cassetes de vídeo. A realidade é bem mais dura do que parece, entendes? Um dia aprenderás a escolher os teus amigos verdadeiros e descobrirás que nem todos são aquilo que aparentam ser. Aprenderás que todos temos os nossos problemas, mas que ninguém os pode resolver por nós. Ninguém pode fazer escolhas por nós. Aprenderás que, por vezes, temos de lutar por aquilo que queremos e nos faz felizes, mas que também temos de saber qual a altura indicada para desistir, para não nos rebaixarmos. Aperceber-te-às que mais vale arriscar e arrependermo-nos de algo que fizemos do que ficar a imaginar o que poderia ter sido se tivéssemos tentado. Aprenderás que todos temos uma vida inteira pela frente, mas que ela pode durar anos ou apenas dois curtos dias. E por isso mesmo, tens de aproveitar e saborear todos os momentos que ela te proporciona, sendo adulta ou apenas uma miúda. E tu agora não passas disso mesmo querida, lamento. E lamento que sejas nova demais para perceberes estas coisas. Tudo isto...são coisas que apenas aprenderás com o tempo.


p.s - novo quizz (:

sábado, 12 de junho de 2010

Speachless

E mesmo quando estávamos os dois juntos e a noite estava a ser aborrecida e fria, deste-me o teu casaco e envolveste-me nos teus braços. Os teus lábios encontraram sempre maneira de ir ao encontro dos meus e as tuas mãos não largaram as minhas nem por um segundo. Fomos conversando com outras pessoas e puxavas-me de vez em quando para ti para me dizeres um "gosto de ti". Fizeste de todos os minutos os melhores.
Agora, finalmente em casa, não posso evitar sentir saudades tuas. E já que me forçaste a trazer o teu casaco vestido para não ter frio, visto-o uma vez mais e inalo a fragância do teu perfume, o teu cheiro. Que eu tanto gosto e que te traz para junto de mim, sempre que eu quero.

Fico sem palavras para ti, sabes?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Boat

Eu peço desculpa por ter posto todas as tuas esperanças num barco e tê-lo posto a navegar sem rumo, sem saber para onde ir, sem bússola nem mapa para se orientar (como quando pomos aqueles barquinhos de brincar na água da banheira e eles ficam lá a boiar). Peço desculpa por ter mandado chuvas, ventos e tempestades para as coordenadas geográficas exactas do local onde te encontravas. Os mastros da tua caravela ficaram partidos, as velas rasgadas e aquela sereia na proa do barco desapareceu. Já não tens mais tripulantes e não és mais capaz de velejar sozinha, de pegar no volante e orientar o navio, de usar os remos do barco salva-vidas para te safares. Peço desculpa por ter feito com que a tua caravela naufragasse, juntamente com todos os teus sonhos e esperanças para nós, e ficasse no fundo dos oceanos, onde será degradada e esquecida por todos. Até por mim.

Eu sei que sou horrível. Eu quero mudar tudo. Mas não sei como.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Hero

Ninguém sabe a falta que me fazes, ninguém faz ideia das saudades que tenho tuas. De certa forma, sempre me senti um pouco injustiçada por ter partilhado tão pouco da minha vida contigo, por ter feito parte da tua vida tão pouco tempo. Não te conheci como queria, não vivi contigo tanto como queria, não te amei tanto como devia. Eu queria mais, muito mais. Aliás, queremos sempre mais. Mas aqueles anos souberam-me a pouco. Porque não chegaram a ser onze anos inteiros, foram menos três, pelo menos. Os primeiros três dos quais nem me recordo sequer. E agora restam-me apenas fotografias guardadas cuidadosamente em álbuns velhos e sujos juntamente com algumas guardadas no computador, tiradas nos teus últimos anos (sim, porque sempre adoraste fotografia. Arte). Mas ninguém ousa pegar nesses álbuns, ninguém ousa abrir essas pastas do computador, porque tu estás lá. E dói voltar a pegar em ti, sabes?
No entanto, de certa forma, gosto de me considerar uma miúda cheia de sorte. Porque fui e sempre serei tua. E posso afirmar, com todo o orgulho, que tu me criaste e fizeste de mim aquilo que eu sou hoje. Aprendi com a tua presença e aprendi com a tua ausência. E só eu sei o quanto gostava que ainda estivesses aqui, ao pé de mim. E só eu sei como eu te amo e como sempre te amarei. Sempre.

Tu sim, és o meu ídolo. O meu herói.

domingo, 6 de junho de 2010

É incrível como pessoas tão diferentes partilham os mesmos sentimentos. Para vos ser completamente sincera, fui vivendo em agonia, em sofrimento, em solidão durante muito tempo (de certa forma). Nunca fui pessoa de abrir o meu coração para qualquer um, sempre achei que não iam conseguir perceber-me, que me iriam julgar ou chamar-me de complicada. Não gosto que sintam pena de mim. Aliás, sinto-me contente quando me descrevem como uma pessoa feliz e divertida. Mas eles não vêem o que está cá dentro. Ninguém vê, na verdade. A minha estrutura não é feita de vidro, mas de plástico, daquele bem escuro que absorve cem porcento da luz incidente, sem deixar que alguma dela saia reflectida. Na escrita encontrei uma forma de desabafar com alguém, mesmo sendo comigo própria. Gosto de pensar que algures, há uma pessoa muito especial para mim que se sente orgulhosa e que admira os meus textos. Também é essa a razão deste meu refúgio. Eu escrevo para ti, porque gosto que ainda faças parte da minha vida. Quero que saibas exactamente aquilo que sinto, mais do que qualquer pessoa. Neste espaço encontrei pessoas que partilham os mesmos sentimentos que eu, a mesma desilusão, a mesma forma de pensar nos acontecimentos e mudanças da vida. E foi aqui que me apercebi de que, afinal, não somos assim tão diferentes uns dos outros. E, afinal, nunca estive assim tão sozinha.



(vai ser difícil vir actualizar isto, porque estão os exames aí à porta. Desculpem)

sábado, 5 de junho de 2010


Acabo sempre por afastar aqueles que mais amo. Tu foste mais uma, no meio de tantos outros.
Fui eu a culpada, sou eu a culpada. Eu sei. 



Realmente, não valho nada.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

dez



Se algum dia ouvires alguém dizer que não te amo ou que nunca te amei, finge que não ouviste. Se, em algum momento, achares que não sou feliz a teu lado, lembra-te que também tenho os meus problemas. Lembra-te que és quem me conheceu e me conhece melhor, que seria incapaz de te mentir e que consigo ser bastante complicada.

Uma coisa te prometo, aqui e agora: Eu amo-te. E digo-o quantas vezes forem precisas, a quem for preciso. Mas eu não quero que os outros o saibam, não quero torná-lo banal. Para mim, basta-me mesmo que o sintas. Só tu. E sei que, aconteça o que acontecer, nunca vou conhecer ninguém como tu. Nunca ninguém me fará tão feliz como só tu o sabes fazer. Não quero e não preciso de mais ninguém.


Parabéns, meu pequeno. A ti e a nós. E obrigada pelos melhores dez meses da minha vida.
Vai ser para Sempre.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

time machine

"Todos nós temos as nossas máquinas do tempo. Algumas trazem-nos de volta, e a essas chamamos recordações. Algumas levam-nos adiante, a essas chamamos sonhos."



Ninguém está preparado para perder quem ama, para deixar para trás aquilo que é verdadeiramente satisfatório e que nos traz tanta felicidade. Ninguém gosta (ou pelo menos não deveria gostar) de mexer e de mudar aquilo que está bem, perfeito da maneira que sempre esteve. As mudanças (radicais ou não) dão-nos cabo do sistema, põem-no a funcionar de pernas para o ar.
«Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu». Talvez. Mas sabem o que é fácil? Passar por alguma desilusão e sofrimento. Eu sei que nos dói, mas depois torna-se mais acessível passarmos por cima e apenas ficam as recordações daquilo que foi uma fase menos boa da nossa vida. E acaba por passar, acabamos por crescer. Difícil mesmo é experimentar a verdadeira felicidade, aquela pura e espontânea, e ela acabar por nos fugir das mãos. Difícil é superar esses momentos, porque queríamos saboreá-los um pouco mais. E resta-nos então uma memória dolorosa de algo que nos fez tão felizes mas que não voltará mais. E todos sabemos que não podemos voltar atrás e reviver os melhores momentos. E sabemos que, infelizmente, por culpa do destino, as coisas mudam.
Depois...depois só nos restam os sonhos. O idealizar uma vida melhor, mais feliz. Que nos concretize de alguma maneira. Mas a angústia e a nostalgia, as saudades do passado continuam lá.

Eu não gosto desta máquina que é o tempo. Não gosto de pensar no quanto fui feliz no passado e compará-lo com o meu Presente. Sabe-me a amargo. Nunca voltará a ser tão bom, ou pelo menos, igual. E sim. Também tenho um medo excessivo do futuro porque não sei o que me espera e tenho medo da mudança. Essa maldita, melhor amiga do nosso maior inimigo, o tempo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Despercebida

Há pessoas que dão nas vistas, que foram destinadas para revolucionar o mundo. Cheias de conhecimentos e de amizades aqui e ali, sabem sempre o que dizer e a maneira mais correcta de agir. Nasceram com o dom da palavra, da política ou até mesmo do desporto. Não são inibidas. E outras pessoas, como eu, não nasceram num berço de ouro. Passam por despercebidas durante o decorrer de uma vida inteira. Fazem amizades fortes aqui e ali, esporadicamente. Dão a sua opinião mal possam, mas rapidamente são esquecidas e aparece alguém que lhes passa por cima e faz com que os outros se esqueçam dela. Eu invejo-os, é verdade. Invejo-os porque não tenho a coragem deles, a força para lutar que eles demonstram. Não sou desinibida o suficiente para criar laços assim tão facilmente e arranjar conhecimentos. Eu passo por despercebida e invejo tanto aqueles que dão nas vistas.


( Desculpem, foi só mesmo para actualizar. Não ando com muito tempo. )

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Listen

Porquê? Porque é que não me ouves? Porque é que não consigo arranjar maneira de projectar a minha voz o suficiente para que ela te possa alcançar? Nem de microfone na mão, nem com o amplificador mais potente eu consigo. Eu quero gritar. Quero gritar bem alto, mas as minhas cordas vocais não aguentam esta amplitude durante muito mais tempo. A minha voz começa a tornar-se demasiado aguda e ambos sabemos que eu não vou conseguir manter-me de pé. Não posso ser eu. Não posso. Estou a ver as pessoas a taparem os ouvidos, não posso estar a falar assim tão baixo. Tens de me ouvir, meu amor. Por favor, tira esses phones dos ouvidos e ouve a minha música. Eu estou a gritar e tu é que não ouves. Imploro-te, ouve-me.

domingo, 30 de maio de 2010

Há dias em que nem as pessoas que mais amamos nos conseguem fazer sorrir.

É em dias como este que me chego a sentir inútil. Estás triste, estás desiludido e chateado. A tua voz está fraca e os teus olhos estão fixos no chão. Nem consegues erguer a cabeça enquanto andas. Foi um mau jogo (e ainda por cima, um dos últimos que farás), ambos sabemos. Aliás, todos o sabem. Eu olho-te da bancada, tentando imaginar o que estará a passar pela tua cabeça, o que estarás a sentir, pensando no que te ei-de dizer quando estiver contigo, se chegar a estar contigo. Na realidade, não me ocorre nada. É por isso que não chamo por ti, não te peço para vires ter comigo nem corro para te abraçar. Eu tenho a perfeita noção de que nenhuma das minhas palavras te vai fazer sorrir, nenhum dos meus gestos te vai deixar menos triste. Chamam-te e pedem-te para vires ter connosco. Tu caminhas desengonçadamente, ainda com a cabeça baixa, e encontramos-te com lágrimas nos olhos. Não dizes nada e eu dirijo-me a ti e envolvo-te nos meus braços, não me importando com o teu suor. Mantenho-me agarrada a ti e pronuncio uma ou outra palavra de apoio espontânea, mesmo sabendo que não servirá de nada. Tu continuas igual e olhas-me com aquela expressão triste que eu tanto detesto. Eu quero-te fazer sorrir, meu amor. Mas eu sei que hoje é difícil e juro que te compreendo. E por isso mesmo me sinto tão impotente. Aqui, agarrada a ti. Dou-te um beijo e deixo-te ir embora. Talvez amanhã sorrias para mim de novo. Amanhã, de certeza.

Tu sabes, eu só te quero ver bem.

sábado, 29 de maio de 2010


O gira-discos continua a tocar a nossa canção. Vem, meu amor. Vamos dançar os dois em sintonia, enquanto a música toca. Vamos dar as mãos, unir os nossos corpos e tornarmo-nos num só. Deixa-me olhar para ti e admirir a tua beleza (nem que seja por breves instantes) uma última vez. Vamos aproveitar esta melodia e viver este momento, enquanto dura.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Feitiço


Entraste e dirigiste-te de imediato ao balcão, onde cumprimentaste o empregado e pediste o teu habitual whisky, com aquele trago amargo, pelo qual sempre tiveste uma imensa apreciação. Passaste por mim e, mais uma vez, nem reparaste em mim. Não desviaste os olhos para me olhar, mesmo tendo acabado de me empurrar. É a tua maneira de ser. Sempre foi. Preocupado com o seu próprio umbigo, com as suas preferências e hábitos. Nunca olhaste em teu redor, nunca te deste ao trabalho de te preocupares com os outros. E, ainda assim, eu é que ainda não consegui desviar o olhar. Tu enfeitiçaste-me, naquele dia em que nos conhecemos. Lembras-te? Eu estava caída no chão, debaixo daquela trovoada arrepiante, à chuva. E tu deste-me a mão, abrigaste-me da chuva, falaste comigo, levaste-me a casa, sem nunca me falares de ti. Sem nunca me dizeres o teu nome. Foi a única vez em que te importaste verdadeiramente comigo. Hoje, eu conheço-te. Sei quem és, o que fazes, quem são as tuas companhias. Sei tudo sobre ti (pelo menos gosto de pensar que sim), mas pouco foi saído da tua boca, proferido pela tua voz forte e insensível. Tu pouco sabes sobre mim. Continuas igual, sem te interessares pelas coisas que me dizem respeito. Continuas sem me olhar. Nunca mais me deste a mão, depois daquele dia. Nunca mais foste gentil comigo.
Estamos os dois no mesmo bar, em lugares opostos. Eu fito-te de longe e tu nem dás pela minha presença. Estranho, da maneira que te olho, qualquer um conseguia sentir. Mas tu não. Tu nunca. E eu continuo aqui, sem me demover, sem lutar pelos meus interesses. E continuo a olhar-te.

Deu-me vontade de vaguear .

terça-feira, 25 de maio de 2010

Organismo

Ainda não consegui entender o que se passa comigo. Estes neurónios, estes impulsos nervosos carregados de mensagens electroquímicas andam a dar cabo do meu sistema nervoso. Quando te vejo, algo manda o meu coração bater freneticamente. Não sei ao certo qual é a velocidade máxima que ele tem conseguido atingir nos últimos tempos, mas a verdade é que conseguiu rebentar com os fusíveis. É por isso que às vezes ele não palpita quando te vejo. Ele simplesmente deixa de bater. E é por essa razão que me vês tão pálida. O sangue deixa de ser bombardeado e não consegue chegar a todas as células. (E eu que pensava que pensava que ele batia sempre demasiado depressa quando estamos apaixonados). É para veres. O quanto eu gosto de ti. O meu organismo até reage de maneira diferente.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

I need you


Eu preciso de ti. Ontem, hoje, amanhã e todos os restantes dias da minha vida. Sem ti, não sei quem sou.
Quem me irá proteger das gotas pesadas e grossas da chuva? Quem me irá buscar à escola com um guarda-chuva na mão, para eu não me molhar e apanhar uma constipação? Quem me deixará agarrar a camisola e abafar os gritos no seu peito, enquanto me desfaço em lágrimas? Quem me irá limpar essas lágrimas? Quem irá apaziguar a fúria do meu coração? Quem virá a correr para mim quando já não aguentar de saudades? A quem é que ligarei quando quiser desabafar? Quem é que me irá preparar uma caneca de chocolate bem quente (que até me queima a língua) às tantas da manhã, para me fazer sentir melhor? Quem é que me irá oferecer o casaco, mesmo estando um frio de rachar, só para eu ficar quentinha? Quem me irá avisar para usar protector solar, de forma a não apanhar uma insolação? Quem me irá amparar as quedas? Quem me irá socorrer quando me magoar? Quem irá buscar água oxigenada e betadine para me desinfectar as feridas e pensos para estancar o sangue? Quem irá buscar a linha e a agulha para voltar a coser os pedaços do meu coração? Quem irá procurar os meus óculos para a minha visão deixar de estar turva? Quem me irá dar a mão e caminhar a meu lado, independentemente do rumo e da direcção?
(...) Não fujas. Não me deixes. Eu sem ti não sou nada, não sou ninguém. Eu sem ti fico desamparada e não sei o que fazer à minha vida. O que fazer com ela. Fica aqui, pertinho.

domingo, 23 de maio de 2010

weekend, beach

Sem dúvida que a praia é o melhor sítio para se estar (pelo menos para mim). Não vivo sem este calor, sem este sol e muito menos sem ir até à praia. Gosto de sentir a areia quente nas palmas dos pés. Gosto de caminhar de mãos dadas contigo até à beira-mar e mergulhar os pés na água gélida que me refresca as pernas e molha as pontas das calças arregaçadas à pressa. Gosto de fechar os olhos e sentir o cheirinho a maresia e levar com aquela brisa salgada no rosto, iluminado pelos raios solares. Gosto de estender a toalha na areia e de me sentar a teu lado, enquanto partilhamos histórias e curiosidades. Adoro que olhes para mim como se me estivesses a admirar e que me faças sorrir, de uma maneira que só tu sabes. Fico feliz por partilhar aquela paisagem do pôr-do-sol contigo. Gosto, sobretudo, da sensação de calma e conforto que sinto naquele lugar. Não há nada como a praia, a sério. E, estando lá contigo, ainda melhor.

Este fim-de-semana, que bem que me soube.

sexta-feira, 21 de maio de 2010


(...)
- Olha, e de que é feito o nosso coração?
- Sinceramente, nem sei bem. O meu, pelo menos, é feito de remendos, de pedaços de diferentes tecidos e de costuras atrás de costuras. Já não me lembro de que material foi feito, em tempos.
- Mas isso é bom. Se fosse de vidro ou até mesmo de plástico, podia partir com facilidade.
- Tens razão, não o conseguem quebrar. Mas conseguem rasgá-lo ou voltar a cortá-lo aos pedacinhos.
- E também é mais fácil juntar esses pedaços e voltar a cosê-los. Se tivesses de os colar, nunca ficariam tão perfeitos.


O nosso coração é mais forte, por causa desses remendos. Eles marcam as fases de mudança da nossa vida, uns têm o símbolo de momentos felizes estampado e outros recordam-nos dos erros, das fases menos boas. E as costuras? Bem, quando elas rompem tratamos de ir buscar uma linha mais espessa, mais resistente, que não seja tão fácil de ser cortada. E vamos fortalecendo o nosso coração, aos poucos. Não seremos para sempre umas fracas.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Vulgar



- Eu amo-te. De que é que precisas mais?
- Preciso que o sintas e não que o digas, apenas por dizer. E preciso que não ames mais quinhentas pessoas, mas que apenas me ames a mim.



Tornou-se tão vulgar.
Ainda acho incrível a facilidade com que as pessoas conjugam o verbo amar.

Tu não és o meu príncipe encantado e não me vieste salvar do dragão, juntamente com o teu cavalo branco. Esses são só em contos de fadas. E tu...Tu és bem real.

Chama-me princesa, outra vez. Chama.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Masterpiece


Foste tu que me desenhaste. À tua maneira, ao teu gosto. Fizeste-me para poderes dizer que te pertenço, para poderes afirmar que foste tu quem me criou, eu bem sei. E, assim como executaste aqueles movimentos rápidos e bruscos no papel e me desenhaste, voltas a apagar-me. Com a maior das facilidades. É isso que significo para ti. Um esboço que tu elaboras, apagas e voltas a retocar...quando te apetece. E eu fico aqui, ansiosa que chegue o dia no qual tu me desenhes a caneta e não me possas voltar a fazer desaparecer, continuando a anunciar que sou a tua obra-prima, a tua melhor criação.

Apeteceu-me.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Boneca


- Pareces uma bonequinha. Daquelas de porcelana.
- Ei, porque dizes isso?
- Porque pareces tão delicada. Como se te fosses partir a qualquer momento.
- Só sou delicada por fora. Por dentro sou extremamente forte. Mais do que muitos.
- Eu sei. Mas ainda assim, tenho necessidade de te agarrar com força e tomar muito bem conta de ti para não te deixar cair. Eu nunca vou deixar que te partas.
- E não ei-de partir. Desde que estejas sempre comigo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

velocidade da luz

«Sendo a velocidade da luz superior à do som, é normal que algumas pessoas pareçam brilhantes, até abrirem a boca.»


Oh Brás, tens tanta razão .

'The Notebook'

«Quando olho para ti e vejo a tua beleza e graça, sei que cresceram mais fortes com cada dia que viveste. E sei que gastei todas as vidas antes desta à tua procura. Não de alguém como tu, mas de ti, porque a tua alma e a minha têm que andar sempre juntas.»

The Notebook,
Nicholas Sparks


Eu disse-te. Mesmo que o destino se encarregue de nos separar fisicamente, seja qual for o motivo, nunca nada nem ninguém vai conseguir separar os nossos corações. Nós somos um puzzle e os nossos corações são algumas das peças sem as quais o jogo nunca estará completo. Se não estivermos juntos, nunca estaremos completos. Os nossos corações foram feitos a partir do mesmo pedacinho de barro e são como os transplantes de órgãos ou tecidos: só resultam se forem compatíveis. Os nossos não são apenas compatíveis. Encaixam perfeitamente um no outro.

(desculpem, mas não me canso deste autor)


sábado, 15 de maio de 2010

Eu sempre soube. No fundo, sempre tive a certeza e tu sabes o quanto tentei esconder. De ti. De todas as outras pessoas. E até de mim mesma. Não sei porque não queria tentar, não sei porque deixei passar tanto tempo até me aperceber disto. Foi preciso tu estares ali pendurado, em direcção ao abismo, segurando-me a mão e eu estar prestes a perder-te, para sempre. Foi preciso que tu quase escorregasses para eu acordar e ganhar forças para te puxar para mim. Como é que a luz do sol me pode turvar a visão durante tanto tempo? Eu acho que na altura só não te queria perder. Não queria perder aquela amizade especial que todos invejavam e falavam. Não queria que voltassem a criticar-nos, a apontar-nos o dedo e a julgar-nos como sempre tinham feito. Não queria ser alvo de mexericos, novamente. 
Mas depois de te revelar que estava a apaixonar-me novamente por ti e ver os teus olhos a brilharem...Acho que foi aí que não tive mais dúvidas. Foi aí que eu me apercebi de que sempre soubera que tínhamos sido feitos um para o outro. Eu sei que, aconteça o que acontecer, nunca vou conhecer ninguém que faça o meu coração bater tão depressa, que faça o meu dia tão brilhante. Eu sei que vou ficar contigo para sempre. 

Desculpa ter sido cega durante tanto tempo.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Give up

A vida cria-nos obstáculos, é verdade. Há dias melhores do que outros, há momentos menos bons, há situações desconfortáveis. Há dias de chuva, há céus cinzentos, há florestas escuras e casas abandonadas. Há flores sem pétalas, há árvores sem fruto, há jardins sem vegetação e praias quase sem areia. Há amizades desfeitas, amores impossíveis e pessoas que se perdem. Há troféus que não são conquistados, há más notas, há caminhos que mudam de direcção. Há desilusões, facadas nas costas e mexericos. Há páginas rasgadas, palavras esborratadas, livros deixados a meio, cofres que nunca se abrem, cartas que nunca chegam ao seu destino, músicas que não se suportam e espelhos partidos. Há escadas que parecem só servir para descer. Há guitarras partidas, bonecas abandonadas, cafés amargos e laranjas mais azedas. Há lágrimas derramadas, gritos abafados e sorrisos falsos. Há abraços sem carinho e beijos por compaixão. Há ainda rasteiras e pisadelas pelo meio.
A vida é difícil, é verdade. Mas nós é que temos de estabelecer uma fronteira. Entre o continuar a lutar e o saber quando desistir. (...) Tudo bem que é preferível viver com a desilusão de não ter tido sucesso do que com a ilusão do que poderia ter sido se tivessemos arriscado. Só que, às vezes, o melhor é deixarmos certas coisas irem com o vento. Nem sempre vale a pena lutar contra a maré. Não quando esta é demasiado forte. Não quando esta nos faz sentir fracos e miseráveis. Não quando esta nos rebaixa e acaba por nos deixar infelizes.  

À pressão.