Sentada junto à lareira, com a manta que pediste à tua avó para bordar especialmente para mim e com o nosso álbum de fotografias na mão, não consigo deixar de pensar em ti. Os momentos que passámos juntos passam-me pela memória como flashes rápidos, mas bastante precisos. Consigo recordar com exactidão cada toque, cada palavra e cada olhar que partilhámos. A batida do meu coração tornou-se mais forte, de repente, e não consigo deixar de sentir saudades. Saudades da tua pele, do cheiro do teu perfume, da suavidade da tua roupa e da intensidade da tua voz. Saudades de chegar do trabalho e ter alguém a quem contar o meu dia, com quem desabafar. Saudades de ir às compras e de criticar a roupa deste ou a roupa daquela, de dizer "gosto disto" e ter alguém que, dias depois, me aparecia em casa com essa peça. Saudades de ter alguém com quem falar durante horas e horas ao telefone e com quem trocar mensagens. Saudades de te ouvir chamar pelo meu nome. Saudades de ter alguém que me compreendesse só através de um olhar, alguém que, apenas por me abraçar, tornasse o meu dia mais feliz. Saudades de chegar a casa todos os dias e ter uma orquídea, a minha flor preferida, em cima do balcão da cozinha, junto com um post-it a dizer "Adoro-te!". Saudades dos nossos passeios à beira-mar e das nossas saídas à noite para beber um copo e dançar. Saudades de sentir os teus lábios suaves na minha testa e o teu hálito fresco na minha boca. Saudades de ter uma mão que nunca largava a minha e dois braços que me agarravam com força.
Saudades ... de ti, de nós, da pessoa que eu era quando estava contigo. Sinto a tua falta, meu amor. Onde estás? Volta para mim, volta. Eu sei que agora estou mudada, mas prometo que, se voltares, tudo vai ser como era.
Saudades ... de ti, de nós, da pessoa que eu era quando estava contigo. Sinto a tua falta, meu amor. Onde estás? Volta para mim, volta. Eu sei que agora estou mudada, mas prometo que, se voltares, tudo vai ser como era.









































