(...) subo as escadas, cambaleando de um lado para o outro, enquanto tento manter o equilíbrio, agarrando-me às paredes e ao corrimão. Chego ao quarto e o meu corpo e as minhas mãos movem-se automaticamente para trancarem a porta à chave. Não tenho sequer oportunidade de me aproximar da cama e me deitar nela, afagando a cara na almofada (como é costume). Em vez disso, as minhas pernas (já) enfraquecidas deixam de suportar o peso do meu corpo e fazem-me cair no chão, onde acabo por me sentar, encostada à porta. As lágrimas nunca deixaram de cair neste longo percurso e mesmo aqui, no meu próprio refúgio, ponho as mãos na cara e encosto-me aos joelhos, tentando fazer com que o silêncio das minhas lágrimas vença o som dos meus soluços. E escondo-me, de todos eles. De mim mesma. Eu quero que estas lágrimas me purifiquem a alma e levem daqui todos estes pensamentos, todas estas emoções.
Junho de 2010
(desculpem a ausência, mas andei em exames e agora estou de férias . tenho mais é de aproveitar! vou tentar responder aos comentários assim que possível)




