terça-feira, 15 de outubro de 2019

Happiness

Por esta altura já queria ter-te esquecido há algum tempo... Gostava de poder passar um dia inteiro sem que me aparecesses de surpresa no pensamento, adorava conseguir chegar ao fim da semana sem te ter procurado incessantemente nas redes sociais a todas as horas que tenho disponibilidade para o fazer. Queria deixar de sentir este vazio no peito de cada vez que me lembro que nunca mais te vou ter ao meu lado e que a nossa história teve um ponto final. Por uma vez, gostava que a resposta a todas as pessoas que me perguntam "Como estás" pudesse ser "Bem", sem ter de mentir com todos os dentes que tenho na boca. Bem sei que sempre tive alguma dificuldade com o conceito de "felicidade". Não é que eu não "seja" feliz. Tenho perfeita consciência que tenho uma boa vida. Tenho pessoas que gostam de mim à minha volta, tenho o emprego que sempre desejei, tenho possibilidades financeiras para viajar e para viver sem grandes preocupações... Não sou "infeliz" no verdadeiro sentido da palavra. Mas a verdade é que também não "estou" feliz. Há dias em que me sinto numa montanha-russa de emoções, com as lágrimas à flor da pele, sempre sem saber quando vai aparecer aquele momento em que vou voltar a cair e a bater no fundo. Outros simplesmente me sinto anestesiada, como se a minha vida estivesse estagnada. Acordo sem sentir que tenho propriamente um objetivo, vejo as horas do dia a passarem por mim e não me sinto viva. É estúpido como um coração destroçado nos pode fazer alterar completamente a forma de vermos e sentirmos as coisas. 
Quero que este ano chegue ao fim. Sempre achei ridículo que as pessoas definissem o fim de um ano e o começo do ano seguinte quase como se fosse o capítulo de um livro, porque o tempo não funciona exatamente assim. Os dias continuam a ser isso mesmo, dias. Mas preciso de algo que me faça encerrar este capítulo de vez. Preciso que faças o exame e que eu perceba, de uma vez por todas, que a minha vida não é um conto de fadas e que tu não és o príncipe encantado que eu (ainda) acho seres. Que não vais voltar para mim, que já seguiste a tua vida há muito tempo e que eu só estou a ser a maior burra à face do universo por ainda me dar ao trabalho de estar "à tua espera". Preciso tanto de seguir em frente. Só ainda não sei como o fazer...

(Mas o que eu precisava mesmo, mesmo? De voltar atrás no tempo... De te voltar a ter comigo. Tenho saudades tuas e não sei quando é que isso vai mudar) 

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Tenho mesmo de te deixar partir, seguir o teu caminho. Há muito que ando numa luta para o tentar fazer e, apesar de inúmeras tentativas em mostrar ao resto do mundo que isso é o que está a acontecer, a verdade é que ainda estou à espera. Incrível como é que com 27 anos ainda me consigo comportar como uma miúda de 10. Como se os contos de fadas existissem de verdade ... Embora não tivesse nada com que a alimentar, esta ínfima esperança foi sobrevivendo dentro de mim. Provavelmente não fiz o suficiente para acabar com ela de vez. Não lhe dei adubo para crescer mas não fui capaz de a expulsar de dentro de mim. Por medo? Sei que estou ainda demasiado agarrada ao passado, às memórias que tenho contigo e isso faz-me pensar em todos os planos que tínhamos juntos e no quanto eu ainda gostava que eles se pudessem concretizar. Só que eu estou a fazer isto a mim mesma. Estou a impedir-me de seguir verdadeiramente em frente. E com que pretexto? Quando eu sei.. eu sei que tu não vais voltar. Eu sei que tu não és como eu. Tu segues em frente sem olhar para trás. Tu levas o teu orgulho contigo e não cedes por ninguém. Tu estás bem assim. Sem mim. Enquanto eu continuo despedaçada sem ti. Enquanto tento sobreviver a mais um dia na tua ausência. E continuo a auto-mutilar-me por me deixar lembrar de ti, por deixar que invadas os meus pensamentos a cada segundo do meu dia, por ainda acreditar que tu talvez sejas a pessoa que me fizeste acreditar seres e que talvez não tenha tudo sido dito da boca para fora. Porque é que eu tive de me apaixonar por uma pessoa como tu? E porque é que continuo sem este amor-próprio que me impede de ver que não preciso de ninguém na minha vida que me faça sentir desta forma? Eu tenho de te deixar partir. 

domingo, 15 de setembro de 2019

Acho que me deixei iludir. Passei tanto tempo à espera de alguém que me fizesse acreditar novamente no amor verdadeiro, demorei tantos anos para poder voltar a confiar em alguém e entregar-lhe o meu coração que, quando tu apareceste, me esqueci um bocadinho da pessoa que era para passar a ser a pessoa por quem tu estavas apaixonado. Talvez a paixão me tenha ofuscado um pouco a realidade e claramente depositei demasiada esperança em ti e criei demasiadas expectativas para a nossa relação. No início disse-te que me fazias sentir como uma adolescente de 16 anos... Acho que nunca deixei de o ser durante toda a relação. O meu mundo girava à tua volta e tudo parecia lindo e maravilhoso como se se tratasse da primeira vez que estava apaixonada por alguém. E agora que tudo acabou, ainda me sinto-me como uma adolescente a sofrer o seu primeiro desgosto amoroso.
É verdade que ainda gosto de ti. Não sei se da mesma forma que gostava há uns meses atrás, mas pelo menos ainda duma forma que faz com que continue a pensar em ti todos os dias, numa grande parte do tempo. Ainda te amo de um jeito que me força a derramar uma lágrima quando falo em ti e me faz sentir um aperto gigante no peito quando recordo os momentos que passámos juntos. Estaria a mentir se dissesse que já não desejo que as coisas pudessem voltar a ser como eram. Mas provavelmente não é isso que a vida tem reservada para mim. Tenho tentado continuar a acreditar que as coisas efetivamente acontecem por um motivo e se nós não demos certo é porque não tinha de ser. A verdade é que eu preciso de alguém que cuide de mim e tu nem de ti próprio consegues cuidar. Preciso de uma pessoa que me mostre todos os dias que é comigo que quer estar, alguém que não tenha medo de assumir um compromisso e de dizer não a uma saída com os amigos para passar mais tempo comigo. Encaremos os factos: tu nunca irias ser essa pessoa. Ou talvez um dia sejas, só não comigo.
Neste momento ainda dói muito mais do que eu gostaria que doesse. Ainda sinto a tua falta de forma excessiva. Mas as pessoas dizem que o tempo cura tudo, não é? A mim cabe-me esperar que ele passe e te leve com ele.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Eu sei que no fundo ainda estou à tua espera. Ainda acredito que te vais arrepender e vais querer voltar a ter o que tínhamos, vais ter saudades minhas e vais querer voltar para mim. E sei  perfeitamente que a culpa disso é tua. Porque foste covarde para admitir que já não sentias o mesmo por mim, porque foste egoísta em tentar manter a porta aberta (e sabe-se lá porquê!) e me fizeste acreditar que estavas a acabar comigo porque não era a altura certa para resultarmos mas que o sentimento ainda continuava lá. E eu fui (e sou!) cega... cega de amores por ti como fui desde o primeiro dia em que te conheci e tenho-me deixado viver nesta ilusão. Tenho tentado atirar areia para os olhos de todos, inclusive para mim própria, a dizer que mereço melhor e que não vou esperar por ti quando no fundo sei que ainda imagino inúmeros cenários na minha cabeça onde voltamos a ficar juntos. 
É triste pensar em nós. Não sei o que aconteceu. Dou voltas e voltas à minha cabeça e não consigo perceber porquê. A verdade é que a ideia de que tu afinal já não me amavas da mesma forma se está a começar a entranhar na minha cabeça e começo a perceber que se calhar essa é que é a verdade e não aquela que tu me tentaste vender no dia em que nos despedimos. E dói. Porque tentaste tranquilizar-me como se o problema não fosse eu. Tu ainda gostavas de mim, simplesmente tinhas outras coisas em que pensar no momento. Mas a verdade não é essa pois não? Tu estás bem sem mim porque não gostas de mim, porque já não me queres na tua vida, porque já não consegues idealizar um futuro a meu lado. O que é que aconteceu para que isso mudasse? Onde estão os "eu quero casar contigo e ter filhos contigo", os "nunca vamos ter um cão" ou os "vamos ter dois filhos e não três"? Para onde foram os "eu nunca gostei de ninguém como de ti", "esta é a mulher da minha vida" ou os "eu estou completamente apaixonado por ti". Fui eu? Foi algo que eu fiz? Ou foste tu? Ou foi a situação em que te encontras? Ou será que de facto tudo isso nunca foi verdadeiro? Já dei tantas voltas à cabeça e não consigo obter respostas. E tu sabes quanta dificuldade eu tenho em aceitar algo que não compreendo. 
Estou farta, sinto-me cansada de continuar a gostar de alguém que não merece. Que nunca mereceu tudo aquilo que eu dei, todo o esforço que eu fiz e o quanto me entreguei. Quero tanto que o meu coração se cale de uma vez por todas e que a cabeça tome as rédeas. Chega de me sentir assim, chega de ficar à espera de uma pessoa que nunca vai voltar atrás. Só quero encontrar alguém que me faça olhar para tudo isto e perceber porque é que não resultou porque tu conseguiste quebrar todas as promessas que me fizeste e romper a pouca segurança que já tinha em mim própria. Pedi-te para não estragares o resto que sobrava intacto do meu coração e tu fizeste precisamente o contrário e agora sinto que não sobrou nada.

Odeio-te

Quero tanto odiar-te neste momento. Pela forma como fizeste as coisas, por teres deixado o meu coração partido em mil pedaços, por me teres feito mil e umas promessas que não foste capaz de cumprir. Por me teres deixado agarrar-me tanto a ti, por me teres mostrado uma pessoa que claramente não eras, por teres feito planos comigo que puseste de lado em 2 segundos. Queria poder olhar para ti e perceber que claramente não mereces as lágrimas que tenho derramado e a dor que tenho sentido, e acreditar que as coisas aconteceram desta forma para que eu pudesse encontrar alguém que me mostrasse verdadeiramente o que é amar e ser amado de volta. Gostava de conseguir pensar em ti e já não ver a pessoa que eu conheci e pela qual eu me apaixonei e esquecer que algum dia me disseste que ainda gostavas de mim e que talvez a nossa relação voltasse a funcionar no futuro. Estou cansada de tentar largar esta esperança idiota que me tem feito sofrer tanto e de não conseguir fazê-lo. Sinto-me cada vez mais cansada, cada vez mais no poço e tenho a certeza que tudo isto só vai piorar quando novembro chegar e eu finalmente me aperceber que tu não vais voltar atrás. Porque muito provavelmente tu já nem sequer pensas em mim, já não sentes a minha falta e seguiste em frente com a tua vida. E eu odeio-te por me teres deixado a porta aberta e me teres impedido de seguir em frente com a minha. E odeio-me ainda mais a mim por isso. 

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Homens

Alguém nos devia ter ensinado, desde pequeninas, que não precisamos de um homem para sermos felizes, para nos sentirmos completas. Deviam ter-nos feito acreditar em nós desde o primeiro minuto, que somos mulheres fortes e independentes e que não dependemos da aprovação do sexo oposto para gostarmos de nós próprias. Os homens são parvos, são imaturos e demoram demasiado a crescer. Preferem viver no seu próprio mundo, acreditam que estão melhor solteiros e que só dessa forma é que conseguem aproveitar a vida, saindo à noite com os amigos sem terem ninguém a quem têm de dar satisfações. E nós perdemos tanto tempo com eles, não é verdade? Tentamos protegê-los das dificuldades, estamos lá para oferecer o nosso ombro para chorar, aturamos os seus devaneios e as suas atitudes egoístas e tudo em prol de quê? No fim eles esquecem-se sempre das promessas que fizeram, dos planos que idealizaram connosco e de tudo aquilo em que nos fizeram acreditar, porque estar numa relação é muito trabalhoso. Exige tempo, exige dedicação e empenho, capacidade para aturar determinadas coisas e enfrentar imensos desafios. É mais fácil desistir e dizer "agora não dá" ou "não és tu, sou eu". Sabem o que digo a isso? Bullshit. Os homens são uns egoístas e uns egocêntricos de todo o tamanho, só são capazes de olhar para o seu próprio umbigo e quando vêm que têm alguém que possa depender deles fogem com o rabinho entre as pernas porque, de repente, se apercebem que não são crescidos o suficiente para lidar com tamanha responsabilidade. É mais fácil estar-se sozinho seguramente, porque não temos ninguém que possamos desiludir a qualquer minuto. Podemos fazer aquilo que bem nos apetece sem pensar que há alguém do outro lado que espera algo de nós, que conta connosco para alguma coisa e que pode ficar magoado com a nossa atitude. E continua a ser ridículo, mesmo apesar de sermos magoadas e espezinhadas tantas vezes, voltamos sempre ao mesmo. Voltamos a afeiçoar-nos, voltamos a entregar o nosso coração a 100%, voltamos a ceder e a aceitar tanta coisa que não aceitaríamos de mais ninguém tudo porque gostamos daquela pessoa e não a queremos perder. É ridículo, não entendo..

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Eu sempre soube. No fundo eu sempre tive perfeita noção que este traço neurótico um dia ia dar cabo de algo bom, de algo genuíno. Já tentei analisar esta particularidade (há quem lhe chame uma parte de mim, eu apenas lhe chamo de defeito) vezes e vezes sem conta e não consigo perceber o porquê de ser assim para que possa pôr um fim a isto de uma vez por todas. Esta incapacidade de estar sozinha e necessidade constante de me rodear de pessoas, de ocupar o meu tempo com alguma coisa. Esta dependência doentia de alguém para me fazer companhia. Não sei se tenho medo de acabar como ela. Ou talvez por te ter perdido tão cedo queira aproveitar todos os segundos ao máximo. E eu sabia que algum dia alguém ia acabar por reparar e por me apontar o dedo. Por me julgar e me dizer "tens de mudar", quando mal sabem o quanto eu me repreendo por ser assim. A verdade é que o tentei esconder durante tanto tempo e até nem era difícil porque repartia o meu tempo por várias pessoas e todas elas eram suficientes para não me sentir tão só. Mas contigo é diferente: porque parece que já ninguém é suficiente, que só tu é que és capaz de preencher este vazio gigante que nunca desaparece. E por isso me custa tanto não poder estar contigo. Por isso dói tanto imaginar uma vida sem ti. E eu sabia que tu um dia ias reparar. Agora resta saber se mesmo assim tu consegues ficar.