segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Hoje não

Hoje não quero abrir os olhos. Não me apetece dar importância ao despertador, mas sim desligá-lo e deixar-me ficar na cama, debaixo dos lençóis. Hoje, mais do que nos outros dias, tenho uma vontade inexistente para me levantar e fazer alguma coisa da vida. Não quero ter de pegar no telemóvel e ver uma mensagem com o teu nome como remetente. Não quero ler o que escreveste e não quero que me ligues para ter de ouvir a tua voz. Não quero falar sobre ontem, não quero falar sobre o que se passa, não te quero contar aquilo que estou (ou não) a sentir. Hoje não me apetece ouvir o teu nome nem ver fotografias em que apareças. Hoje não.
Há uma parte de mim que quer contar-te tudo. Quero poder dizer-te a estranheza que estou a sentir, como estou a achar as coisas diferentes, como acho que tudo está a voltar àqueles maus tempos que passámos os dois. E depois, há outra parte de mim, uma parte que parece falar mais alto, que diz que tenho de fingir que está tudo bem, que tenho de te omitir estes sentimentos e evitar o teu sofrimento. Essa parte diz-me que isto é só uma fase. Não imaginas como quero acreditar que desta vez vai ser para sempre, que desta vez vou ser capaz de te fazer feliz. O pior é que, às vezes, acho que já é tarde demais.

Outra vez, não!

Digam-me, por favor, o que se deve fazer quando já não se ama uma pessoa com a intensidade que ela merece? Eu não percebo o que se passa. Só peço uma coisa: outra vez não!

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lover

A música está incrivelmente alta e convidativa e eu, aqui sentada ao balcão a apreciar a minha vodka preta com limão admiro-te ao longe, a dançares com ela. Trazes vestida aquela camisa preta que eu sempre adorei e o teu cabelo flui levemente à medida que balanças o corpo entroncado e musculado. Adoro ver-te mexer dessa maneira, sempre achei que tinhas um jeito incrível e único de dançar. Dou um gole na minha bebida e desvio o olhar de cada vez que me encaras. Tu bem sabes que eu te estou a fitar de longe e fazes de propósito para te exibires e me provocares. Olho-te de soslaio e imagino-me aí a teu lado, no lugar dela. Imagino as tuas mãos na minha cintura e os teus braços a agarrarem-me com força, enquanto os teus olhos fitam os meus e a tua boca se aproxima da minha e me beija apaixonadamente. 
Mas tudo isto não passam de sonhos, porque quem está contigo é ela. É a ela que tu dás os beijos mais apaixonados, é com ela que tu andas de mão dada no meio da multidão, é ela quem tu apresentas aos teus pais e levas a jantares de família. É a ela que dás o teu amor, que te entregas com toda a tua alma. A mim restam-me aqueles beijos que te consigo arrancar de vez em quando, as noites em que tu estás podre de bêbado e te deixas cair na tentação, as mensagens que me mandas enquanto estás com ela a dizeres que tens saudades minhas, os passeios em praias desertas, onde ninguém conhecido nos pode ver, ao fim da tarde depois de lhe mentires e dizeres que ficas em casa a estudar, os dias em que ela vai de férias e tu estás carente. Para mim sobram as mentiras e uma vida de ilusões, porque sei que, na realidade, nunca serás verdadeiramente meu, só meu. Eu não te quero partilhar com ninguém, mas ao mesmo tempo não quero ter de me separar de ti. Acabo por me contentar por poder ser tua amante, por poder ter um beijo teu ou um abraço, de vez em quando. Dizes que sou eu quem amas verdadeiramente, mas não és capaz de te separar dela. Eu contento-me com isso porque quero estar contigo, porque faço tudo para te ter. Faço por acreditar nas tuas palavras, mesmo sabendo que podem não ser sinceras. Tenho a certeza de que ela tem direito a essas mesmas palavras, a esses mesmos abraços, a esses mesmos beijos. 
Eu contento-me apenas em ser tua amante, porque te amo. Esta é uma vida de cão, mas foi a vida a que tive direito, foi a vida que eu escolhi para mim.

(Mais uma vez, tirado da cabeça e não do coração :))

sábado, 29 de janeiro de 2011

Não penses, vive!

Talvez não seja a pessoa mais indicada para falar de amores eternos e de finais felizes, dada esta minha inconsistência no que diz respeito a sentimentos e este meu “pensar” demasiado com a cabeça e quase nunca com o coração. Bem sei que sou uma pessoa que tenta ser demasiado lógica e coerente e por vezes me esqueço um pouco de viver o momento, de o deixar fluir e de o espremer para extrair o máximo proveito dele. Talvez não seja a melhor pessoa para fazer planos para nós, para idealizar o nosso futuro a dois. Mas, por uma vez que seja, quero viver um dia de cada vez, a teu lado, sem pensar no amanhã, sem questionar se será ou não para sempre. Talvez não seja para sempre, talvez até o seja. Quem sabe? Eu só sei que quero estar contigo agora, quero dar-te tudo aquilo a que tens direito, quero partilhar tudo o que é meu contigo. Não quero pensar se amanhã te irei amar com a mesma intensidade de hoje, se deixarás de me amar daqui a uma semana e nem mesmo quero saber se vais sair logo à noite e não vais poder estar comigo. Eu sei que iremos estar sempre juntos, mesmo que o destino se encarregue de nos separar um dia. Este ano fez-me mudar muito e há uma coisa que continua aqui, uma coisa da qual eu tenho a certeza: é a teu lado que eu quero estar AGORA. O resto deixo para depois, para quando acontecer (se acontecer). Quero deixar de me preocupar com um futuro que não posso conhecer. 


Hoje, eu vou VIVER. Contigo a meu lado. Só quero saber disso.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Unfair

Bem sei o quanto sou injusta contigo, mas é difícil não o ser, sabes? Porque tu não estás comigo, estás com os teus amigos (pior, amigas – já que elas são muitas mais do que eles) e eu estou aqui, sem fazer nada, sem falar contigo, sem saber como estás ou o que estás a fazer, sem saber se tens saudades minhas ou se me esqueceste por alguns minutos para te poderes divertir à vontade. Eu estou aqui, a pensar em coisas que não deveria. Eu já sei que deveria querer que tu te estivesses a divertir ao máximo, deveria querer a tua felicidade acima de tudo o resto, visto que é aquilo que tu sentes quando a situação se dá ao contrário e sou eu a sair, mas a verdade é que não consigo fazê-lo. Uma coisa é saber o que é certo, o que seria ideal, outra coisa é isso fazer parte da minha maneira de ser, da minha Natureza. E acredita que não faz. Só consigo sentir triste e chateada contigo…
Sabes, se calhar para o ano vai ser melhor, quando eu estiver bem longe. Já não vou poder estar contigo tantas vezes, já não vou poder andar tão em cima de ti e estou certa que não haverá tantos motivos para discussões idiotas. Estou farta! Não sei o que me aconteceu, mas estou novamente a tornar-me naquela miúda infantil, egoísta, mimada e ciumenta que era há 5 anos atrás. O que foi que me aconteceu? O que foi que NOS aconteceu? Onde estão aqueles sentimentos tão perfeitos e aquelas promessas de amor eterno e de compreensão que trocámos há 12 meses? Eu quero deixar de ser assim, eu quero que te sintas livre e quero sentir-me em paz de todas as vezes que sais até tarde e não podes estar comigo.
Eu sei que sou injusta, desculpa-me.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Daughter


De vez em quando gosto de ir até aquele parque abandonado, que costumava visitar contigo, e fingir que sou criança novamente. Sento-me no baloiço já com as correntes enferrujadas do pouco uso que lhe deram e da chuva que apanhou e imagino que estás atrás de mim a empurrar-me, como fazias antigamente. Fecho os olhos e sinto-me a voar. Sinto as tuas mãos a encostarem-se nas minhas costas levemente para me dar mais impulso e parece que te oiço cantar para mim. Continuo a ter saudades tuas, continuo a chorar por ti. E não digam que chorar por alguém que foi embora é um acto egoísta. Eu dava tudo para te poder ter aqui, sim é verdade. Mas por te ter aqui bem, saudável e não por te ter ao meu lado a sofrer. Eu bem sei que estás melhor onde estás, mas não é egoísmo ter saudades tuas. Não, porque eu passei pouco tempo contigo. Também tenho direito a uma ponta de egoísmo e de ciúme, porque queria mais recordações tuas. 
Mas hoje foi diferente. Aliás, sinto-me contente porque é em dias como o de hoje que eu consigo recordar-te sem chorar, consigo imaginar-te a meu lado e sorrir de felicidade porque te posso sentir e ver a meu lado, embora seja uma imagem pouco nítida. Em dias como este, eu fico feliz porque sei que tu me amaste e ainda me amas, embora não estejas a meu lado fisicamente. Em dias como este, sinto orgulho em ser tua filha e sorrio porque tive o privilégio de te ter na minha vida (mesmo que tenha sido por pouco tempo).

domingo, 23 de janeiro de 2011

I'll wait for you

Acordo e olho para o relógio da mesinha de cabeceira. Cinco e meia da manhã. Desligo rapidamente o despertador, que não teve oportunidade de começar a tocar, pois sei que não vou voltar a adormecer. Não até à próxima noite, espero. Ainda continuo com estas pseudo-insónias que só me deixam dormir três a quatro horas por noite e que me consomem a energia. Agito-me um pouco na tentativa de movimentar o meu corpo fatigado e volto-me para o lado oposto da cama, onde costumavas ficar tantas noites. Mais uma vez, passaste a noite fora. Faço um esforço por me levantar, vou até ao quarto de banho e lavo a cara. Não deixa de ser a mesma rotina, todas as manhãs. Dirijo-me à cozinha e ponho o café a fazer. Quando este está pronto, pego numa chávena bem larga e encho-a desta bebida viciante, deitando-lhe uma grande colher de açúcar. Nunca gostei de coisas amargas, na verdade. Sento-me no parapeito da janela da sala de estar com a minha caneca na mão, enquanto vou bebendo curtos tragos de café e ponho-me a admirar as pessoas lá fora. Os meus olhos perseguem-nas a todas, numa tentativa de tentar identificar-te em algum lugar. Eu estou à tua espera, como estive sempre. Nunca consegui deixar de te esperar. Nunca sequer me passou pela cabeça chegar o dia em que não viesses. Eu sei que tu virás sempre ter comigo, de uma maneira ou de outra. E hoje não é excepção: a campainha toca de repente e dou um sobressalto de emoção, enquanto o meu coração dispara e atinge velocidades inacreditáveis. Pouso a minha chávena e abro-te a porta com o maior dos sorrisos estampado no rosto. Salto para os teus braços e tento abraçar-te com toda a força, enquanto me estico e me ponho em bicos de pé. Como sempre, tu não me dizes onde passaste a noite, não me desejas um bom dia, não me retribuis o abraço. Apenas ficas ali de pé, como um manequim, a ser abraçado pela rapariga idiota que te perdoa todos os dias. Entras no meu apartamento, pousas a tua mala em cima da mesa da cozinha e diriges-te ao quarto onde, em tempos, partilhámos tantas noites de amor. Eu observo-te, enquanto reflicto se hei-de ou não ir ter contigo. Pego na minha chávena de café, lavo-a rapidamente e direcciono o meu corpo para o quarto, onde me deito a teu lado e abraço o teu tronco nu e frio, sem que me envolvas nos teus braços (mais uma vez). Nunca te pedi nada em troca, também. Tu só és assim porque eu deixei e continuo a deixar, porque sabes que vou continuar aqui, incondicionalmente. Tu nunca irás mudar e eu vou perdoar-te sempre. Irei sempre abrir-te a porta e irei sempre abraçar-te com força e dar-te o maior dos sorrisos. Irei sempre oferecer-te a minha cama para dormires, irei sempre deitar-me a teu lado, mesmo que não consiga adormecer. Eu vou sempre esperar por ti, mesmo que tu chegues tarde durante a noite e te deites na ponta da minha cama, bem longe de mim. Mesmo que não passes a noite comigo e não me dês explicações de manhã. Mesmo que nunca me digas que me amas, eu vou esperar por ti.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Não me és indiferente

Tudo bem, eu admito: não me és indiferente. De vez em quando, ainda trago à memória alguns momentos que passámos juntas. De cada vez que falo contigo, não consigo deixar de imaginar no que nos teríamos tornado se nunca nos tivéssemos afastado, ainda sinto um friozinho no estômago de todas as vezes que vejo fotografias nossas ou até mesmo quando vejo fotografias tuas, com os teus amigos e ainda gosto de receber mensagens tuas, mesmo que não sejam exclusivas. Não, ainda não me és indiferente e estaria a mentir se dissesse o contrário. Seria difícil esquecer tudo aquilo que passámos, diria até mesmo impossível. Acho que isso nunca vai acontecer, porque, de certa forma, marcaste a minha vida e foste muito importante para mim. Hoje, já não guardo mais rancor nem mágoa. A vida é como é e temos de fazer uma salada de fruta com os frutos que ela nos dá, sejam muito variados ou não. Se ela só nos der limões, não nos podemos limitar a usá-los apenas para fazer limonada. Eu dei-te segunda oportunidade, dei-te terceira. Se não quiseste aproveitar, eu tenho de o aceitar, não é verdade? Fica para quem quiser, para quem (me) merecer verdadeiramente. Não, não me és indiferente. E ainda sorrio, espontaneamente, quando falo contigo. Sim, podemos falar, podemos aparvalhar uma com a outra, podemo-nos ajudar mutuamente, mas ambas sabemos que nada vai (nem pode) voltar a ser como era antes.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Decisões

É tão fácil distinguir o bem do mal, o gostar do detestar, o certo do errado. É ainda mais fácil estar de fora, apontar o dedo, fazer juízos de valor e mandar a nossa crítica (tanto ou nada construtiva) para o ar, porque não somos nós, porque não se passou connosco. Todos somos capazes de dizer "devias fazer isto" ou "devias fazer aquilo", sabemos perfeitamente qual é a decisão mais correcta, o que é ideologicamente certo. Conseguimos analisar que consequências irá ter e o que é necessário concretizar, assim como quem irá afectar. Difícil é quando tudo isso se transfere para nós, quando se trata de uma história narrada na primeira pessoa. Aí é que o caso muda de figura. Não conseguimos estudar os processos com a clareza necessária, tornamo-nos incapazes de canalizar os nossos sentimentos que tanto interferem com as nossas escolhas e aquelas duas hipóteses iniciais (tão simples e claras como a água) multiplicam-se, baralhando por completo todo o sistema. Torna-se demasiado difícil e, por vezes, impossível. Até porque, muitas das vezes, a decisão "certa" é aquela que nos vai doer mais, aquela que tem mais obstáculos, aquela que vai acabar por magoar alguém, qualquer que seja o rumo que tome, se não mesmo a nós próprios. Queremos sempre pôr os outros em primeiro lugar e acabamos nós por sair prejudicados da situação. 
As decisões não podem, de maneira alguma, ser tomadas de ânimo leve e, sabem, ninguém tem nada que se meter no nosso caminho e opinar sobre as nossas escolhas. Porque é a NOSSA vida e somos nós que teremos de viver com as implicações e consequências que essas escolhas irão trazer para o nosso futuro. E depois de termos decidido tudo, não há volta atrás.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Tell me .. why?


Era suposto teres-me visto a crescer, teres-me ajudado nos trabalhos da escola, teres-me obrigado a ir estudar para ter boas notas nos testes e teres-me chamado à razão quando falava mal dos professores ou dos colegas. Era suposto teres-me ajudado a escolher as melhores faculdades para concorrer e teres-me abraçado a felicitar por ter entrado naquele curso que eu sempre quis. Era suposto teres-me visto a chorar por amor e teres-me consolado a dizer que tudo ia ficar bem e que esse rapaz não me merecia e que iria aparecer um que me amasse de verdade. Era suposto seres tu a levar-me ao altar quando fosse o momento de me casar com a pessoa certa. Era suposto teres-me visto a ser feliz na minha casa, com o meu marido e com os meus filhos, depois de ter terminado o curso e arranjado um emprego na profissão que me fazia mais feliz. Era suposto teres ficado a cuidar dos teus netos para eu poder ir trabalhar sossegada, teres passado muitos Natais connosco, em família, e teres comemorado muitos aniversários a meu lado. Era suposto só teres ido embora depois de estares muito velhinho, depois de teres vivido muito comigo, com eles e, sobretudo, com ela. 
Há dias em que acho que tudo foi tão injusto. Há momentos em que se torna muito mais difícil superar tudo isto, mesmo depois de passados tantos anos - estranho, não achas? Há dias em que sinto a tua falta de uma maneira quase insuportável. Tu não merecias, foi tão injusto. Porquê? Diz-me, porquê? Porquê tu, porquê tão cedo?

sábado, 15 de janeiro de 2011

Different

Não, não gosto de ti da mesma maneira que gostava há quatro anos atrás. Não gosto de ti da mesma maneira que gostava há dez meses atrás. É diferente, sabes? E só eu sei como gostava que pudesses entender isso. Não é gostar mais nem gostar menos, é gostar de uma forma diferente. No início era uma paixão, um amor quase platónico, era o começo do primeiro capítulo de um livro novo, a primeira nota de uma canção. Era a ânsia de te querer, a alegria de te ter a meu lado depois de ter esperado tanto por ti, por te ter só para mim. Era o ter estado tanto tempo a olhar-te de longe e saber que não podias ser meu e ter estado tantos anos ao teu lado e saber que não te podia tocar. Agora mudou. Passamos os dias a abrir novos capítulos, mas sempre dentro da mesma história, já estamos embalados nesta música. Agora já não há tanto para descobrirmos, porque nos conhecemos como ninguém, mas há ainda muito para vivermos. É um amor mais pacífico, um sentimento mais seguro e uma relação mais estabilizada. Não significa que não goste de ti, que já não tenhas importância para mim. É amor, não é paixão. E tem muito mais significado. Trata-se de pequenos gestos, como andar contigo de mão dava, planearmos viagens até Londres, passar a noite a teu lado, no sofá a ver televisão. Mas significam tanto!

Eu quero passar o resto da minha vida a teu lado, não vês?
Eu quero que estejas seguro dos meus sentimentos.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Studies

Estou há horas a tentar estudar e tudo o que fiz foram duas páginas de resumos. Conclusão, hoje não foi um dia nada produtivo em termos de estudo. Tenho a cabeça a andar à roda, mal dormi esta noite e não comi quase nada porque estou sem fome. O meu corpo sente a falta de proteínas e de açúcar e sinto que estou a ficar com as tensões muito baixas, mas nem me consigo levantar da cadeira. A sério, tinhas mesmo de me pôr perdida de amores por ti antes da minha época de exames? Não podias mesmo ter escolhido outra altura para invadires os meus pensamentos, pois não? Típico da tua parte. Entras sem pedir, invades o meu espaço e a minha privacidade e roubas o meu coração. Não consigo estudar e a culpa é tua. Porque me fizeste apaixonar por ti, novamente.  

(Agora vou pegar numa chávena de café e numa boa dose de inspiração e acabar o estudo para amanhã. Wish me luck!)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Camisola

Enquanto espero pela tua chegada, peço baixinho para que tragas aquela tua camisola com carapuço que eu tanto adoro vestir. Não é por ela ser mesmo bonita. Não é por ela ser mesmo quentinha e me fazer sentir aconchegada. É só mesmo por ser tua. E por cheirar a ti.

(ai, continuo doente e tenho exame de Biologia Celular e Molecular I na sexta-feira. Ainda tenho tanto que estudar!)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Too Late

(...)
E, através de um sorriso tímido e tremido, fui capaz de esconder toda a tristeza e frustração. Sempre tive aquela mania estúpida de sorrir quando estava nervosa para não desatar a chorar. Não podia chorar. Não à tua frente, pelo menos. Não naquele momento. Eu só queria mostrar-te que podias ir embora e deixar-me sozinha, porque eu iria ficar bem. Tudo estava bem. Queria que soubesses que eu ia saber tratar de mim, dali para a frente. E, acima de tudo, queria que soubesses que eu ia ser responsável e não iria cometer nenhuma loucura, nenhum disparate. Além disso, eu tinha a certeza que, por muitas palavras de sofrimento que saíssem da minha boca, por muito que eu te implorasse, tu nunca irias ficar. E eu tenho o meu orgulho, nunca seria capaz de me “baixar a esse nível”, muito menos depois de tudo o que se passou (ou não passou) entre nós. Mas agora já não há um nós, já não há um “tu e eu”. Há sim um “tu e ela”.
E foi naquele momento que eu percebi que nunca mais irias ser meu. Se eu quisesse mudar de ideias, seria tarde demais. E então, quando viraste costas e deixei de te poder ver, uma lágrima caiu pelo meu rosto, fechei o punho e encostei-o com força contra o meu peito. E, baixinho, sussurrei "Adeus, agora é para sempre.".


(Não, não reflecte a realidade)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Rain

Em dias como o de hoje, apetece-me vestir um casaco, sair de casa e ir passear com a chuva a cair. Sair sem guarda-chuva, sem carteira, sem telemóvel, sem sentimentos nem emoções. Apetece-me levar apenas o meu corpo e deixar a minha alma trancada numa gaveta do meu quarto. Adorava caminhar no meio do nada, no meio de ninguém, enquanto sentia a chuva a penetrar na minha pele e a ensopar cada peça do meu vestuário. Mas hoje, garanto-vos, nem a chuva seria capaz de me parar. Eu iria continuar a mexer as minhas pernas, levando este corpo frágil, molhado e frio para lado nenhum, sem pensar na possibilidade de apanhar uma constipação ou uma gripe. Iria apenas acalmar as ideias, deixar a cabeça arrefecer e esvaziar-me de frustrações e de tristezas. Tenho a certeza de que, hoje, a chuva seria capaz de me lavar o cérebro (bem que estou a precisar de ser preenchida com o nada) e de me purificar. Eu não gosto de chuva, não imaginam o quanto a detesto. Mas, neste momento, aquilo que mais queria era pôr-me debaixo dela e ficar lá até não ter mais nada em que pensar. 

domingo, 9 de janeiro de 2011

- Eu sonhei com ele, foi tão estranho. Eu mal o conheço e ele aparece-me assim a meio da noite, sem pedir autorização. Invade-me os pensamentos e deixa-me sem jeito.
- Tu gostas dele. Vê-se pela maneira como falas dele.
- Não, isso é impossível.
- Já toda a gente percebeu que andas babada por ele. Não dá para não reparar.
- Mas ele é um idiota, não pode ser.
- Emily, tu apaixonas-te sempre pelos idiotas.

(para ser diferente)

sábado, 8 de janeiro de 2011

Let's run away from here

“Sabes o que me apetece? Pegar em ti e nas nossas malas e fugir, ir para algum lado só contigo.”

Então vamos, meu amor! Vamos largar tudo, vamos fugir dos problemas e de tudo aquilo que nos aborrece ou entristece. Vamos deixar esta sociedade e esta cidade para trás e voar até um local mágico, mais agradável e calmo.
Lembras-te daquele campo cheio de orquídeas e lírios, onde nos sentamos à sombra de uma cerejeira? Lembras-te das histórias que recordamos de há doze anos atrás e dos risos que partilhámos? Lembras-te do som do riacho que ouvíamos ao longe e que era abafado pelo suave chilrear dos pássaros? Lembras-te de andarmos descalços naquela erva fresca e naquela terra seca? Lembras-te do quão simples a vida era nesse local, do quanto fomos felizes nesses breves momentos? Não tínhamos preocupações, não tínhamos mais ninguém à nossa volta, não havia problemas, não havia ruídos ensurdecedores.
Vamos voltar para lá e fugir daqui. Eu quero estar só contigo, longe de tudo e de todos. Vamos?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Fracasso

Todos os minutos servem para me recordar do fracasso em que me transformei nestes últimos tempos. Sim, bem sei que me esforcei e que dei o meu melhor (já todos estão fartos de mo dizer), e depois? De que me serve tudo isso, se o meu melhor não foi suficiente, se, afinal, eu chego à conclusão de que nunca fui assim tão especial, com tanta potencialidade? Não fui eu que desperdicei as minhas capacidades, elas é que nunca existiram realmente e eu andei iludida todos estes anos a ponto de acreditar que seria capaz de chegar tão longe, de atingir metas tão elevadas. Chegando a este ponto, tenho de desistir e admitir que era muito difícil para mim, não era o meu destino mas sim o de outras pessoas. Foi por isso que elas conseguiram e eu não. Elas tiveram direito a concretizar o seu sonho e eu não. Não era a altura indicada para mim, não era o sonho certo para mim.
Eu sei que não te desiludi, mas desiludi-me a mim mesma e, agora, é-me cada vez mais difícil voltar a confiar em mim. Eu não sei se é a vida que me rouba as poucas oportunidades que me surgem ou se sou eu que não sou forte o suficiente para realizar os meus objectivos. Eu não quero entrar em depressão (se bem que já estive mais longe). Não agora. Mas quando é que eu posso ter direito àquilo que eu quero, quando é que a vida deixa de me pregar rasteiras e me deixa ser feliz?

 
Estou cansada.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Love stories

Não estás já cansado de escrever sobre histórias de amor, sobre príncipes encantados e sobre finais felizes? Não é por falta de imaginação (essa ainda há que chegue, já deu para perceber). Acho incrível a facilidade com que as palavras surgem na tua cabeça, formando frases coerentes, simplistas e concisas. Sempre foste capaz de transmitir tudo aquilo que pretendes, dar a emoção e expressividade que são necessárias a cada personagem e criar o mais belo dos cenários, descrevendo-o detalhadamente. Olho para ti e vejo os teus dedos deslizarem rapidamente e com bastante fluidez no teclado e as frases escritas ganham vida subitamente. Quando me pedes para ler as tuas histórias, entro num mundo completamente novo e desconhecido. Cada capítulo é um novo desafio, uma nova aventura e sinto-me sempre entusiasmada e enfeitiçada pelos romances que és capaz de criar. A vontade de chegar ao fim é enorme e a verdade é que as tuas últimas palavras de cada livro nunca me decepcionaram.
Não estás já cansado de escrever sobre histórias de amor, sobre príncipes encantados e sobre finais felizes? Onde vais buscar toda essa imaginação? Como é que consegues empenhar-te tanto em histórias tão bonitas e cativantes e nunca foste capaz de te envolveres dessa mesma maneira na nossa própria história de amor? Tudo aquilo que escreves é falso, porque não representa a pessoa que tu és nem aquilo que tu fazes na vida real. Nunca amaste (e penso que nunca serás capaz de amar) ninguém tão intensamente como descreves nos teus livros. Nunca foste tão romântico, tão fiel, tão honesto e tão bondoso como os homens dos teus romances. Nunca terias a coragem suficiente para te sacrificares da mesma forma que os personagens que tu inventas se sacrificam pelo amor da sua vida. Eu não sei onde vais buscar todas essas ideias, não sei como é que uma pessoa como tu escreve frases tão bonitas e inventa histórias tão mágicas, quando nunca passou por uma experiência semelhante. Não sei de onde surge tanta emoção.
Eu não seria capaz de deixar de ler aquilo que escreves porque, no fundo, há uma parte de mim que desejava que tu fosses uma das personagens dos teus livros. Gosto de me envolver em cada capítulo e imaginar que somos nós: que és tu a sofrer por mim, a lutar pelo nosso amor, a sacrificares-te para me salvares. Gosto de tentar imaginar como seria se uma das tuas histórias tivesse sido a nossa história. Eu sei que não passam de ilusões. E odeio-te por tudo isso. Porque tu nunca serás um príncipe encantado (o meu príncipe encantado), nunca irás olhar para mim da maneira que eu gostaria. E nós nunca iremos partilhar uma história de amor.

sábado, 1 de janeiro de 2011

second chance

Não foi a amizade que me custou mais perder em todos estes anos. Nem era a mais importante. Mas magoou-me na mesma, fez-me sofrer. Quando olho para as nossas fotografias tiradas em 2009 e me lembro dos bons momentos que passámos juntas e daquilo que partilhámos, juro que sinto saudades. Não sabes como gostava que pudéssemos voltar a falar-nos e, quem sabe, começássemos a ser amigas novamente. Mas eu sei que isso não vai ser possível. Não, porque eu te magoei e desiludi muito e porque tu nunca serás capaz de encontrar algo que te faça perdoares-me. Eu queria uma segunda oportunidade, queria tanto! Mas eu não me vou iludir porque sei que não ma irás dar. Porque ainda olhas para mim com esse olhar de desilusão e desprezo, desvias o olhar quando te encaro. Porque ainda falas comigo de uma forma seca e através de monossílabos. Eu pedi-te desculpa, embora soubesse que não haveria perdão. Foi grave o que fiz, mas podia ter sido pior. Eu gostava tanto que as coisas pudessem ser como antes. Mas tu nunca serás capaz de me perdoar, pois não?