quarta-feira, 30 de junho de 2010

Vês essa faca pousada em cima do balcão? Foi essa que ela espetou na carótida, e por tua culpa. Porque não suportava os dias sem ti, porque sofria demasiado com os teus olhares constantes de desprezo. Faz alguma coisa! Tenta estancar o sangue com os dedos ou com pedaços da tua camisola, como costumavas fazer sempre que ela se cortava. Não podes deixar que ela continue ali assim, a esvair-se em sangue, enquante aquela enorme mancha vermelha se alastra. Impede o seu coração de deixar de bater e tenta reparar o miocárdio com essas tuas milagrosas habilidades de cirurgião. Força o oxigénio a entrar nas fossas nasais, faz-lhe respiração boca-a-boca. Eu não sei, afinal, aqui o médico és tu, não eu. Mas sabes, por um lado, até preferia que não o fosses. Foi esse curso e essa profissão idiotas que te deram essa confiança em demasia e criaram esse teu distanciamento para com ela.
Por isso, já que és o culpado do seu estado, vê se ao menos aproveitas a única coisa em que és realmente bom e a ajudas. Não te peço mais nada, salva-a apenas.


Um bocado sádico, admito. Era para variar, peço desculpa :)

terça-feira, 29 de junho de 2010

i'm such an idiot

Hoje dei por mim a ver fotografias tuas, com os teus amigos, na tua página do facebook. Não sei que sensação foi aquela que me percorreu o corpo, mas foi bastante estranho, garanto-te. Saudade, talvez? Revolta, desilusão? Não sei como é que chegámos a este ponto. Ou talvez saiba, mas prefiro negá-lo pois chego sempre à conclusão que fui eu que estraguei tudo, fui eu que transformei aquelas reticências, que estavam à espera da continuação da nossa história, num gigantesco ponto final. Sem direito a uma nova frase, sem direito a um parágrafo. Fui eu que ditei o nosso fim (que não foi um "felizes para sempre"), fui eu e sou eu a orgulhosa e a culpada.
E tudo isto se tornou estupidamente irónico pois já tentei escrever sobre nós tantas vezes e acabei sempre por amarrotar e deitar fora todas aquelas folhas onde rascunhava estas emoções. Creio que se torna bastante mais fácil escrever sobre um amor impossível ou sobre uma relação perdida, devido a outras circunstâncias, pois são coisas que acabam por não estar ao nosso alcance. O pior de tudo, é que eu sei que podia mudar a nossa situação e sinto-me mais do que idiota por não o fazer. Talvez seja o meu enorme ego, ou o orgulho ou até mesmo o coração que me dizem para não o fazer. Seja o que for, algo me diz que o nosso destino não era permanecermos ligadas para sempre. Eu eu que lhes dei ouvidos... E eu continuo aqui, estupidamente estúpida, porque me sinto culpada, porque desperdicei uma oportunidade, deitei fora a nossa amizade e ignorei uma pessoa como tu.

És uma idiota, Diana.

domingo, 27 de junho de 2010

esquecer?

Esquecer? Sim, eu vou tentar esquecer o quanto és bonito, o quanto eu adoro o teu sorriso. Vou tentar esquecer o quão suave a tua pele é e a maneira arrepiada como o teu corpo reage ao meu toque. Vou tentar esquecer-me dos teus olhos castanhos escuros - que não seriam tão perfeitos se fossem de outra cor - e da maneira estranha e intrigante como eles me conseguem ler o pensamento e olhar-me por dentro. Vou tentar não me lembrar da tua barba ainda por fazer a deixar-me cheia de cócegas no pescoço. Vou tentar apagar a lembrança do som melódico e forte da tua voz, que me deixa enfeitiçada sempre que o oiço. Vou tentar esquecer-me da magnífica silhueta que os nossos corpos compõem quando se juntam. Vou tentar obrigar a minha mente a não pensar mais no teu cheiro entranhado nos meus lençóis e na minha roupa. Talvez me esqueça do teu abraço forte e das tuas mãos no meio do meu cabelo. Quem sabe me esqueça também do sabor dos teus beijos e do toque dos teus lábios. 
Mas a única coisa que eu realmente vou tentar não me lembrar é que tu és um dez, um dez perfeito e rechonchudo, enquanto eu sou um cinco, talvez um seis. Já olhaste bem para ti? Todos te admiram, todos simpatizam contigo, todos gostam de ti e falam de ti. Tal como eu. Todos querem ser como tu e todos te vêem como um dez, tal como eu. Vou esquecer que nem dois pontos chegariam para compensar esta distância entre os nossos números, porque eu sei que gostas de mim, mesmo eu sendo um cinco, ou um seis. Porque sei que também sou um dez aos teus olhos.

E não, nunca serei capaz de esquecer tudo o resto. Nem quero.
És tudo!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Freedom

Eu quero provar o sabor da liberdade. Quero sentir a sua brisa a bater-me no rosto, quero escutar com atenção a sua suave melodia e tocá-la com as minhas próprias mãos. Tenho vontade de fugir daqui, escapar-me e esconder-me de todos (menos de ti, claro. Levava-te comigo, para onde quer que fôssemos. Tu sabes) e agarrar a minha própria vida com as duas mãos. Quero ser eu a traçar o meu destino, percorrer os caminhos que eu quero e com quem quero, sem atalhos, sem ter nada que me impeça de realizar os meus desejos mais profundos nem ninguém que me dite as regras que tenho de cumprir. Quero soltar-me e dançar ao som de uma música alegre se me apetecer, sem pensar se será o local mais apropriado. Quero celebrar os pontos de um jogo com toda a garra e emoção. Quero gritar bem alto que sou feliz. Quero ser eu mesma, sem fingimentos, quer gostem, quer não gostem.
Eu quero é ser livre e viver a vida à minha maneira. Fora dos costumes e padrões traçados pela sociedade, fora dos comentários despropositados e dos olhares invejosos e críticos.

Eu quero e vou consegui-lo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

in love







Eu fico ainda mais apaixonada quando os nossos lábios se tocam, quando os nossos olhares se cruzam e quando as tuas palavras são exactamente as que eu gostaria de ouvir. 


Não há como não gostar de ti.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Key

Eu não consigo encontrar a saída e a culpa é toda tua, tens noção disso, certo? Estou farta. As minhas pernas estão cansadas de tanto correr e de tanto cair, os meus pés doem-me e ganharam bolhas, o meu cérebro está a entrar em parafuso e já não consigo pensar mais. Não consigo desvendar este enigma, não consigo pensar direito para encontrar a solução. Isto tornou-se bem pior que uma equação matemática, com todos aqueles logaritmos, exponenciais e incógnitas. Olha para as minhas mãos! Vês os pedaços de ramos espetados? Vês as unhas partidas e o verniz lascado? Vês toda esta sujidade entranhada? Estou farta. Farta e cansada. E quero desistir, porque não consigo encontrar a saída. Neste labirinto, sinto-me perdida de ti. Sinto-me perdida sem ti. Aposto que já conseguiste chegar ao fim e estás aí a rir-te de mim, a saborear a vitória. Eu cá prefiro acreditar que estás aí porque estás à minha espera. E gosto de acreditar que virás à minha procura, eventualmente. Por isso é que me sentei no chão, de pernas à chinês. Não porque o meu corpo e a minha mente estão exaustos, mas porque quero que me venhas salvar. Eu estou à tua espera, meu amor. Eu sempre esperei por ti. Não vês que não consigo completar o puzzle se não tiver a peça mais importante? Não posso jogar às cartas se não tiver o meu Ás de Espadas. Tu és o meu cubo perfeito. Tu és a saída deste labirinto, tu és a solução deste enigma. Tu és a chave para tudo. E por isso, vou ficar aqui, porque sei que virás buscar-me.

Meu pequeno.

terça-feira, 22 de junho de 2010

It will always hurt



«If your mom dies, you’ll feel a lot of things. First, you feel like you’ve could have done more to help her, but its not true. You did every thing you could. It won’t feel that way, but remember me telling you this. You did everything you could and it’ll hurt every time you think of her. Every time if will hurt less and less and eventually you’ll remember her and it will only hurt a little.»


Christina Yang, Grey's Anatomy






Achamos sempre que podíamos ter feito mais. Podíamos ter aproveitado mais, podíamos ter amado mais. Poder, até podíamos. Mas não podemos controlar o que não está ao nosso alcance. Longe de nós imaginar que podemos perder alguém de um dia para o outro. E só depois de perdermos quem amamos é que damos valor ao que tínhamos, é que nos arrependemos de não ter feito mais. Eu não me arrependo, sabes? Não me arrependo do que vivi contigo, mesmo que não tenha sido tanto tempo como eu queria. Hoje ainda dói muito. Dói pensar em ti, dói olhar para as tuas fotografias, dói falar de ti. Mas dói menos do que doía ontem e eventualmente doerá menos amanhã. A recordação fica e a dor nunca desaparece, mas acaba por diminuir. Eu nunca vou deixar de gostar de ti, nunca me vou esquecer de ti e serás sempre uma recordação um tanto dolorosa. Mas também serás a recordação de tempos em que fui feliz e isso nada nem ninguém irá apagar.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

This time



Deixa-me pedir-to, só desta vez. Eu sei que me queres acalmar com as tuas palavras, sei que queres que eu oiça a tua voz, para me sentir um pouco melhor. Mas, desta vez, eu não quero um "Vai ficar tudo bem" ou um "Estou aqui para ti". O que eu quero, o que eu preciso é que me envolvas no teu abraço e me apertes com muita força. Preciso que me segures, pois sei que falta pouco para perder as forças que me restam e cair. Preciso do calor do teu corpo e dos teus braços musculados para me protegerem. Não digas nada e fica aqui comigo.
É em alturas como esta que eu preciso de ti. Fisicamente. Não quero frases, não quero elogios, não quero esperanças ditas da boca para fora. Não quero nem saber que me amas, porque nem isso é capaz de me salvar hoje. Talvez ajudasse noutro dia, noutra ocasião. Não hoje. Só quero que fiquemos os dois abraçados. Quero me me prendas com a tua força e que não me deixes fugir. Porque se eu fugir, não sei o que me irá acontecer, não sei o que serei capaz de fazer.



Deixa-me ficar assim, só desta vez.




p.s - o exame de Matemática correu bem, e agora tenho mais tempo para isto :) e o texto não tem a ver com o meu actual estado de espírito (:

sexta-feira, 18 de junho de 2010

desafio

A Marta colocou-me este Desafio - "Contar 6 coisas sobre mim que provavelmente não saibam" (desde já, um obrigada)

1. Sou MUITO colada em computadores e em jogos.
2. Quando era pequena e ficava triste ou chateada..forçava para não chorar e começava a rir-me muito. E acabava por chorar na mesma --'
3. Em todos estes anos, só tive dois namorados. Nunca tive curtes nem nada do género.
4. Não aprecio muito fast-food.
5. Choro em tudo o que é filme romântico ou livro.
6. Digo que não me importo com aquilo que os outros pensam mas, sinceramente...deve ser aquilo a que dou mais importância.

Desafio também:
- Annie [ http://pesdescalcosnaareia.blogspot.com/ ]
- Neechee [ http://thetrickisto-keepbreathing.blogspot.com/ ]
- Sara Mendes [ http://semnome-cemcoisas.blogspot.com/ ]
- Sofia [ http://fantacomursinhos.blogspot.com/ ]
- Silvia [ http://silvia-liliana.blogspot.com/ ]
- Sandra [ http://love-is-permanent.blogspot.com/ ]


Não sabia muito bem o que responder, mas se tiverem alguma pergunta que gostassem de colocar, também adoraria responder (:

(eu tenho uns textos prontos para postar, mas não tenho tido muito tempo. Segunda-feira, depois do rico exame de Matemática talvez :p)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Someday

- Eu quero crescer, deixa-me crescer. Vá lá. Estou farta que me tratem como uma miúda e que me chamem de pequena. Eu não quero mais ser pequena.

E um dia crescerás. Cada coisa tem o seu tempo, sabes? E mais tarde, quando tiveres idade e maturidade suficientes para perceber, aprenderás que a vida não é como nos contos de fadas que te leio à noite ou que vês nas tuas cassetes de vídeo. A realidade é bem mais dura do que parece, entendes? Um dia aprenderás a escolher os teus amigos verdadeiros e descobrirás que nem todos são aquilo que aparentam ser. Aprenderás que todos temos os nossos problemas, mas que ninguém os pode resolver por nós. Ninguém pode fazer escolhas por nós. Aprenderás que, por vezes, temos de lutar por aquilo que queremos e nos faz felizes, mas que também temos de saber qual a altura indicada para desistir, para não nos rebaixarmos. Aperceber-te-às que mais vale arriscar e arrependermo-nos de algo que fizemos do que ficar a imaginar o que poderia ter sido se tivéssemos tentado. Aprenderás que todos temos uma vida inteira pela frente, mas que ela pode durar anos ou apenas dois curtos dias. E por isso mesmo, tens de aproveitar e saborear todos os momentos que ela te proporciona, sendo adulta ou apenas uma miúda. E tu agora não passas disso mesmo querida, lamento. E lamento que sejas nova demais para perceberes estas coisas. Tudo isto...são coisas que apenas aprenderás com o tempo.


p.s - novo quizz (:

sábado, 12 de junho de 2010

Speachless

E mesmo quando estávamos os dois juntos e a noite estava a ser aborrecida e fria, deste-me o teu casaco e envolveste-me nos teus braços. Os teus lábios encontraram sempre maneira de ir ao encontro dos meus e as tuas mãos não largaram as minhas nem por um segundo. Fomos conversando com outras pessoas e puxavas-me de vez em quando para ti para me dizeres um "gosto de ti". Fizeste de todos os minutos os melhores.
Agora, finalmente em casa, não posso evitar sentir saudades tuas. E já que me forçaste a trazer o teu casaco vestido para não ter frio, visto-o uma vez mais e inalo a fragância do teu perfume, o teu cheiro. Que eu tanto gosto e que te traz para junto de mim, sempre que eu quero.

Fico sem palavras para ti, sabes?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Boat

Eu peço desculpa por ter posto todas as tuas esperanças num barco e tê-lo posto a navegar sem rumo, sem saber para onde ir, sem bússola nem mapa para se orientar (como quando pomos aqueles barquinhos de brincar na água da banheira e eles ficam lá a boiar). Peço desculpa por ter mandado chuvas, ventos e tempestades para as coordenadas geográficas exactas do local onde te encontravas. Os mastros da tua caravela ficaram partidos, as velas rasgadas e aquela sereia na proa do barco desapareceu. Já não tens mais tripulantes e não és mais capaz de velejar sozinha, de pegar no volante e orientar o navio, de usar os remos do barco salva-vidas para te safares. Peço desculpa por ter feito com que a tua caravela naufragasse, juntamente com todos os teus sonhos e esperanças para nós, e ficasse no fundo dos oceanos, onde será degradada e esquecida por todos. Até por mim.

Eu sei que sou horrível. Eu quero mudar tudo. Mas não sei como.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Hero

Ninguém sabe a falta que me fazes, ninguém faz ideia das saudades que tenho tuas. De certa forma, sempre me senti um pouco injustiçada por ter partilhado tão pouco da minha vida contigo, por ter feito parte da tua vida tão pouco tempo. Não te conheci como queria, não vivi contigo tanto como queria, não te amei tanto como devia. Eu queria mais, muito mais. Aliás, queremos sempre mais. Mas aqueles anos souberam-me a pouco. Porque não chegaram a ser onze anos inteiros, foram menos três, pelo menos. Os primeiros três dos quais nem me recordo sequer. E agora restam-me apenas fotografias guardadas cuidadosamente em álbuns velhos e sujos juntamente com algumas guardadas no computador, tiradas nos teus últimos anos (sim, porque sempre adoraste fotografia. Arte). Mas ninguém ousa pegar nesses álbuns, ninguém ousa abrir essas pastas do computador, porque tu estás lá. E dói voltar a pegar em ti, sabes?
No entanto, de certa forma, gosto de me considerar uma miúda cheia de sorte. Porque fui e sempre serei tua. E posso afirmar, com todo o orgulho, que tu me criaste e fizeste de mim aquilo que eu sou hoje. Aprendi com a tua presença e aprendi com a tua ausência. E só eu sei o quanto gostava que ainda estivesses aqui, ao pé de mim. E só eu sei como eu te amo e como sempre te amarei. Sempre.

Tu sim, és o meu ídolo. O meu herói.

domingo, 6 de junho de 2010

É incrível como pessoas tão diferentes partilham os mesmos sentimentos. Para vos ser completamente sincera, fui vivendo em agonia, em sofrimento, em solidão durante muito tempo (de certa forma). Nunca fui pessoa de abrir o meu coração para qualquer um, sempre achei que não iam conseguir perceber-me, que me iriam julgar ou chamar-me de complicada. Não gosto que sintam pena de mim. Aliás, sinto-me contente quando me descrevem como uma pessoa feliz e divertida. Mas eles não vêem o que está cá dentro. Ninguém vê, na verdade. A minha estrutura não é feita de vidro, mas de plástico, daquele bem escuro que absorve cem porcento da luz incidente, sem deixar que alguma dela saia reflectida. Na escrita encontrei uma forma de desabafar com alguém, mesmo sendo comigo própria. Gosto de pensar que algures, há uma pessoa muito especial para mim que se sente orgulhosa e que admira os meus textos. Também é essa a razão deste meu refúgio. Eu escrevo para ti, porque gosto que ainda faças parte da minha vida. Quero que saibas exactamente aquilo que sinto, mais do que qualquer pessoa. Neste espaço encontrei pessoas que partilham os mesmos sentimentos que eu, a mesma desilusão, a mesma forma de pensar nos acontecimentos e mudanças da vida. E foi aqui que me apercebi de que, afinal, não somos assim tão diferentes uns dos outros. E, afinal, nunca estive assim tão sozinha.



(vai ser difícil vir actualizar isto, porque estão os exames aí à porta. Desculpem)

sábado, 5 de junho de 2010


Acabo sempre por afastar aqueles que mais amo. Tu foste mais uma, no meio de tantos outros.
Fui eu a culpada, sou eu a culpada. Eu sei. 



Realmente, não valho nada.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

dez



Se algum dia ouvires alguém dizer que não te amo ou que nunca te amei, finge que não ouviste. Se, em algum momento, achares que não sou feliz a teu lado, lembra-te que também tenho os meus problemas. Lembra-te que és quem me conheceu e me conhece melhor, que seria incapaz de te mentir e que consigo ser bastante complicada.

Uma coisa te prometo, aqui e agora: Eu amo-te. E digo-o quantas vezes forem precisas, a quem for preciso. Mas eu não quero que os outros o saibam, não quero torná-lo banal. Para mim, basta-me mesmo que o sintas. Só tu. E sei que, aconteça o que acontecer, nunca vou conhecer ninguém como tu. Nunca ninguém me fará tão feliz como só tu o sabes fazer. Não quero e não preciso de mais ninguém.


Parabéns, meu pequeno. A ti e a nós. E obrigada pelos melhores dez meses da minha vida.
Vai ser para Sempre.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

time machine

"Todos nós temos as nossas máquinas do tempo. Algumas trazem-nos de volta, e a essas chamamos recordações. Algumas levam-nos adiante, a essas chamamos sonhos."



Ninguém está preparado para perder quem ama, para deixar para trás aquilo que é verdadeiramente satisfatório e que nos traz tanta felicidade. Ninguém gosta (ou pelo menos não deveria gostar) de mexer e de mudar aquilo que está bem, perfeito da maneira que sempre esteve. As mudanças (radicais ou não) dão-nos cabo do sistema, põem-no a funcionar de pernas para o ar.
«Não chores porque acabou, sorri porque aconteceu». Talvez. Mas sabem o que é fácil? Passar por alguma desilusão e sofrimento. Eu sei que nos dói, mas depois torna-se mais acessível passarmos por cima e apenas ficam as recordações daquilo que foi uma fase menos boa da nossa vida. E acaba por passar, acabamos por crescer. Difícil mesmo é experimentar a verdadeira felicidade, aquela pura e espontânea, e ela acabar por nos fugir das mãos. Difícil é superar esses momentos, porque queríamos saboreá-los um pouco mais. E resta-nos então uma memória dolorosa de algo que nos fez tão felizes mas que não voltará mais. E todos sabemos que não podemos voltar atrás e reviver os melhores momentos. E sabemos que, infelizmente, por culpa do destino, as coisas mudam.
Depois...depois só nos restam os sonhos. O idealizar uma vida melhor, mais feliz. Que nos concretize de alguma maneira. Mas a angústia e a nostalgia, as saudades do passado continuam lá.

Eu não gosto desta máquina que é o tempo. Não gosto de pensar no quanto fui feliz no passado e compará-lo com o meu Presente. Sabe-me a amargo. Nunca voltará a ser tão bom, ou pelo menos, igual. E sim. Também tenho um medo excessivo do futuro porque não sei o que me espera e tenho medo da mudança. Essa maldita, melhor amiga do nosso maior inimigo, o tempo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Despercebida

Há pessoas que dão nas vistas, que foram destinadas para revolucionar o mundo. Cheias de conhecimentos e de amizades aqui e ali, sabem sempre o que dizer e a maneira mais correcta de agir. Nasceram com o dom da palavra, da política ou até mesmo do desporto. Não são inibidas. E outras pessoas, como eu, não nasceram num berço de ouro. Passam por despercebidas durante o decorrer de uma vida inteira. Fazem amizades fortes aqui e ali, esporadicamente. Dão a sua opinião mal possam, mas rapidamente são esquecidas e aparece alguém que lhes passa por cima e faz com que os outros se esqueçam dela. Eu invejo-os, é verdade. Invejo-os porque não tenho a coragem deles, a força para lutar que eles demonstram. Não sou desinibida o suficiente para criar laços assim tão facilmente e arranjar conhecimentos. Eu passo por despercebida e invejo tanto aqueles que dão nas vistas.


( Desculpem, foi só mesmo para actualizar. Não ando com muito tempo. )