terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Família...

Segundo a Wikipédia, "família é a unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos"... Sim, isto pode ser a noção social desta palavra e até pode ser o que isso significa para muitas pessoas, mas eu não sou da mesma opinião. Quando me perguntam pela minha família a minha primeira reação é torcer o nariz ... "Hummm, a minha não é a melhor". Tendo perfeita noção de que nenhuma núcleo familiar é perfeito e de que em todos os lugares há pessoas problemáticas e com as quais não nos conseguimos identificar, não consigo chamar à maior parte das pessoas cujos laços de sangue partilho de família. Porque razão tenho de aturar certas atitudes e engolir certos devaneios de pessoas que não me dizem nada? Pessoas das quais sempre me tentei distanciar, pessoas que acompanharam a minha vida mas que me fizeram querer crescer diferente delas. Somos unidas pelo mesmo sangue, nada mais. Não consigo chamar família a quem me repugna, a quem eu desprezo... A pessoas que me desiludem e pelas quais já não consigo ter o mínimo de respeito. Já só espero o pior daquilo que vem daquele lado e, ainda assim, fazem questão de conseguir mostrar um lado ainda mais sombrio. "A família é o mais importante", "só podemos contar com a família". Pois, que se dane tudo isso! A minha família é a minha mãe, são os meus irmãos e pouco mais da minha verdadeira família se integra neste conceito. A minha família são os meus amigos, pessoas que eu "escolhi" (e desculpem o termo) e que me escolheram. Pessoas que gostam de mim e que estão presentes, independentemente de tudo o resto. Isso sim, é família!

(E assim só para nós... Família eras tu, és tu e sempre serás tu! O grande chefe, o rei da selva, o cabeça de cartaz.. E sem ti, a palavra família já não faz grande sentido para mim).

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Good person

O meu problema é mesmo este: ser boa pessoa. Há quem diga que sou fria, que me distancio das pessoas e que não dou confiança. Sim, tudo isso é verdade mas as pessoas que dizem isso são também as pessoas que me conhecem menos bem. Pessoas que não sabem o que sou capaz de fazer por aqueles de quem gosto verdadeiramente. Não fazem ideia o quanto sofro quando estou mal com alguém importante para mim, o quão a sério levo uma crítica vinda daqueles que amo. A verdade é mesmo essa: penso demasiado, sinto em demasia também. Rebaixo-me perante aqueles que pensam que se podem aproveitar da minha boa vontade porque prendo-me excessivamente aos momentos bons, àquilo que as pessoas fizeram por mim de bom. É incrível a facilidade que tenho de esquecer o quanto sofri, o quanto me magoaram e como me deixaram em mil pedaços para que outros os tentassem colar. A saudade sobrepõe-se a todos os outros sentimentos e agarro-me à falta que aquela pessoa me faz e ao quanto gostaria que ela voltasse a fazer parte da minha vida. Mas não é tempo de começar a ter algum bocadinho de orgulho próprio e perceber que não posso permitir que me maltratem desta maneira? 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

E se um dia for demasiado tarde para dizeres tudo aquilo que querias?

É verdade quando dizem que só damos valor às pessoas no dia em que as perdemos... E é nesse mesmo dia que não fica a restar mais nada, a não ser o arrependimento: de ter dito mais, de ter feito melhor, de não ter ficado com as palavras presas dentro da boca porque fomos demasiado orgulhosos para as deitar cá para fora. É com isto que nos limitamos a viver? Com um pedido de desculpa eternamente suspenso ou uma vírgula que nunca passou a ser ponto final? Vivemos todos os dias com uma amargura que só nos deixa mais frios e com uma raiva que nos consome de dentro para fora e tudo isso para quê? Para, no final de contas, ficar tudo por dizer. Para ser tarde demais. Para ficarmos com o peso na consciência e com o arrependimento de não ter dito uma única palavra que pudesse ter mudado tudo. Porque razão não somos capazes de pôr tudo para trás das costas, de ser sinceros com o nosso coração e de esclarecer todas as perguntas para as quais nunca tivemos resposta? Massacramo-nos todos os dias com o que este ou aquele nos fez passar, espezinhamos os nossos próprios sentimentos ao passar aqueles cenários vezes sem conta pela nossa cabeça... Quando tudo seria muito mais fácil se, ao menos, calássemos o nosso orgulho durante uns momentos e agíssemos contra o que nos manda a razão. 
Vai chegar um dia em já não vamos ter oportunidade de fazer tudo que sempre tivemos vontade de fazer e não fizemos porque fomos demasiado teimosos. E, nesse dia, será tarde demais...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

The struggle

Por vezes, torna-se difícil estar por cá... Estranho, não é? Para aquela que nunca quis ir embora, que chorou baba e ranho por ir viver para outra cidade... Agora custa-me estar de volta. Entristece-me ver que nada muda. Eles estão iguais, continuam sem ajudar em nada, permanecem estáticos enquanto ela se desmorona cada vez mais. A cada dia que passa, parece-me que a vejo mais triste. "Só me dá vontade de arrumar tudo e fugir!". Eu sei. E compreendo, mas dói tanto ouvir aquelas palavras. Tento fazer o meu melhor para não a deixar sozinha, contudo também tenho noção de que nem sempre tenho sucesso. Sei bem que ela nunca iria querer que deixasse de viver a minha vida por causa dela, só que custa-me demasiado deixá-la. Principalmente quando sou a única a remar contra a maré. Como se já não tivéssemos todos passado por sofrimento suficiente... Não consigo compreender o que vai naquelas cabeças e só queria uma poção mágica que, pelo menos, me ajudasse a entender. Parece que eles só sabem dificultar... E embora eu sinta sempre a tua falta, sei que é nestes momentos que tu és mais preciso. Não consigo deixar de tentar imaginar como seria a nossa vida se nunca tivesses partido para longe de nós. Parte-me o coração. Ela é a pessoa mais importante da minha vida e não sou capaz de a auxiliar nestes momentos. Diz-me, onde é que isto nos vai levar? Quando é que isto vai mudar?

domingo, 6 de julho de 2014

Twisted

Uma pessoa pensa sempre que a coisas acontecem como nos filmes dramáticos com finais felizes ou como nos romances que lemos. Mas a verdade é que as coisas não são assim tão lineares. É difícil encontrar personagens tão verdadeiras e tão fiéis a si mesmas como aquelas com as quais nos deparamos em tantas histórias de amor. Hoje em dia, ninguém é assim tão honesto. Ninguém se quer dar ao trabalho de conhecer alguém verdadeiramente, ninguém se esforça para descobrir os nossos segredos mais íntimos. Porque o fariam? A oferta é tanta e tão variada... Mas para ser franca, também cansei de estar à espera. Se pessoas como essas são praticamente inexistentes, porque razão hei-de deixar a minha vida toda passar-me pela frente sem dar por isso? Na eventualidade de essa pessoa nem sequer existir, nem chegar chegar... Hoje em dia, já ninguém anda "à procura" de nada... E eu sei que tenho demasiados segredos, sei que estou demasiado "partida" para que alguém se dê ao trabalho de colar todas as peças novamente. Quem é que quer estar ao lado de alguém com uma vida como esta? Com este lado negro, com esta carga de pressão e de emoção incontrolável? Sou demasiado complexa, sou demasiado difícil de compreender, sou demasiado eu.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Come back, please...

A verdade é que escolheste a altura errada para ir embora. Eu sei... Eu sei que tu não tiveste culpa. Provavelmente, se tivesses tido oportunidade de escolher, tinhas escolhido ficar connosco. Mas a verdade é que tu foste embora, deixaste de sofrer mas nós ficamos aqui a sofrer por ti, na tua ausência. E Pior do que as saudades que sinto tuas, é vê-la assim... Sozinha! Porque todas as pessoas do mundo não seriam suficientes para compensar a tua ausência. E por muito que eu tente deixá-la feliz, nunca serei capaz de te substituir. Muito menos agora que estou tão longe. Sinto-me fraca, sinto-me inútil, sinto-me impotente. Tenho medo do rumo que as coisas possam tomar. Receio não ser capaz de a segurar, receio não ser suficiente para ela. É nestes momentos que és mais preciso. Volta para mim, volta para nós, volta para ela.

domingo, 9 de março de 2014

True love

Enquanto somos crianças, não temos a capacidade de perceber a relação dos nossos pais. Eu própria, durante todos estes anos, não compreendia verdadeiramente a dimensão do sentimento que os meus pais sempre nutriram um pelo outro e só ontem, depois de ter acesso a provas concretas disso mesmo, é que fui capaz de o fazer. Fiquei encantada, como qualquer outro filho ficaria, até porque agora tenho a certeza que o relacionamento que eles tiveram é e sempre foi aquilo que eu algum dia poderia idealizar para mim...
O verdadeiro problema nisto tudo foi eu me ter apercebido que já senti aquilo por alguém. Já me senti perdida de amores, com vontade de escrever histórias de amor sem fim, concebi planos ao lado dessa pessoa e imaginei-me ao lado dela o resto da vida, independentemente do que o futuro nos pudesse trazer. Mas foi sol de pouca dura, é verdade. Talvez ainda fosse demasiado imatura e não tenha passado de um devaneio, de algo que eu queria muito, mas que nunca existiu. Ou talvez eu tenha sentido de verdade por aquela pessoa o que o meu pai sentiu pela minha mãe. É triste, é verdade. Porque embora eu goste de imaginar que ainda vou ser muito feliz ao lado de outro homem, não sei até que ponto acredito que serei capaz de amar verdadeiramente alguém outra vez. E já não se prende sequer com a questão de não saber se encontrarei uma pessoa como ele (pelo contrário, melhor do que ele é o que não falta por aí), mas sim com o facto de o meu coração ter esta insistência de ser tão fiel ao que sente. Olhando para trás, mesmo após estes anos todos, tenho a certeza daquilo que senti e sei que foi Amor. E agora, cada vez mais, existe um medo crescente que me atormenta a alma e me consome o espírito. Queria tanto ser capaz de continuar a acreditar...