Viver na dúvida, viver com a nostalgia de saber que tudo acaba por mudar, que as pessoas se vão embora e que tudo fica perdido. Desistir? Não sou uma desistente. Lutar? Talvez. Mas afinal, para quê? Para quê, se tudo muda?
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
luggage

Vou buscar aquela mala azul enorme ao sótão e coloco-a aberta sobre a cama. Estou farta. Farta de viver numa casa onde tudo me faz voltar a ti, onde tudo me recorda de ti. Não, não são as tuas fotografias emolduradas dispostas na sala que me perturbam. É tudo o resto. Os armários que abro no teu quarto e que ainda têm as tuas roupas, com o teu cheiro (incrível, depois de tantos anos); as estantes repletas de livros que tu compraste e nos quais deixaste a tua marca, a tua assinatura; os CDs gravados e escolhidos por ti. São os quadros pendurados que tu pintaste, as telas e tintas guardaste que tu usaste. Estou cansada. Cansada de viver numa casa da qual tu quase não usufruíste, numa casa onde tudo te pertence, até eu mesma. Até este coração que tu deixaste.
A mala começa a ficar demasiado cheia. Vou buscar outra. E outra. E outra. Todas ficam facilmente cheias. Não de roupa, não de objectos, mas de recordações, de sentimentos e de lágrimas. No fundo, sei que não passo de uma fraca, de uma covarde. Não consigo, não conseguirei abandonar esta casa, exactamente pelo mesmo motivo pelo qual fui tentada a fazê-lo: tudo me lembra de ti. Não quero deixar as tuas memórias para trás e então, desfaço as malas e volta a guardá-las no sótão.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
«Podemos suportar as desgraças que vêm do exterior: são acidentes. Mas sofrer pelas nossas próprias faltas... Ah!, é esse o tormento da vida.»
Oscar Wilde
Oscar Wilde
É engraçado. É engraçado como simples gestos, meros actos podem estragar toda uma vida construída ao lado de alguém. É engraçado como, nas alturas em que achamos que estamos a agir correctamente, em prol de uma pessoa que amamos, somos capazes de arruinar o seu mundo e de desfazer o seu coração em pedaços. Não sei como o fiz (ou talvez saiba minimamente), não sei porque razão o fiz. Sei que fiz o errado, o que não queria ter feito, o que me arrependo seriamente de ter feito. Mas fi-lo e sei que voltar atrás será impossível e dificilmente será remediado. Desiludi-te, magoei-te, atraiçoei-te. Chama-lhe o que quiseres. Traí e destruí a confiança que depositavas em mim, rompi com a nossa ligação que tão forte havia se tornado em tão pouco tempo. Bem me parecia que era bom demais. Talvez se fosse com outra pessoa, ela fosse capaz de me perdoar. Tu não, tu nunca. Mas não te culpo, quem sabe eu não faria bem pior.Eu sei. Sei que agi mal, agi instintivamente. Disse que não me queria intrometer mas, como sempre, acabei por fazê-lo e arruinei tudo. E, como sempre, no final fui eu quem saiu magoada, fui eu quem saiu com as culpas, fui em quem fez asneiras. Não posso pensar mais no assunto e tenho noção de que tenho que seguir em frente. Talvez a nossa amizade não fosse assim tão forte, talvez a futilidade e a superficialidade sempre tenham estado presentes e eu sempre tive a esperança de que fosse algo mais. Talvez não me seja assim tão difícil viver sem ti. Mas é difícil saber que te magoei e ver a tua expressão de desapontamento todos os dias, tudo porque eu errei.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Para falar verdade, ainda não te esqueci. Acho que pessoas assim não se esquecem. Pessoas que marcaram a minha vida como tu marcaste, não se esquecem não. Tenho saudades tuas. Eras tu que sabias exactamente como me arrancar um sorriso, eras tu que sabias exactamente como falar e agir comigo.
Não me arrependo da forma como tudo acabou entre nós. Talvez a culpa tenha sido minha, talvez tenha sido tua. Talvez tenha sido de ambas as partes. O destino não deve ter querido que continuássemos juntas, deve ter sido isso. Não estava escrito. Mas eu sei que dei tudo de mim, se calhar até demais. Foi isso que estragou. Eu nunca te quis magoar, nunca te quis ver sofrer e, por isso, fazia tudo por ti. Toda a gente via o quanto me rebaixava para que nunca nos chateássemos. E tu, simplesmente nunca deste valor a nada. Nunca me valorizaste tanto como eu te valorizava. Nunca te importaste, sequer.
Até estive disposta a dar-te uma segunda oportunidade e foste tu que não a quiseste. Foste tu que me chamaste de desilusão. Se agora viesses atrás de mim. não sei se seria capaz de te negar a oportunidade que desperdiçaste. Apesar de tudo, ainda sinto que preciso de ti. Mas também não vou ser eu a correr por ti, não vou ser eu que vou deixar cair a jarra de vidro por ti, novamente.
Agora, quando olho para trás, sinto saudade. Às vezes o meu coração ainda aperta e sinto vontade de estar a teu lado. Mas agora sei que pessoas como tu não merecem a amizade de pessoas como eu. Posso ser como sou, mas tu não me mereces.
Não me arrependo da forma como tudo acabou entre nós. Talvez a culpa tenha sido minha, talvez tenha sido tua. Talvez tenha sido de ambas as partes. O destino não deve ter querido que continuássemos juntas, deve ter sido isso. Não estava escrito. Mas eu sei que dei tudo de mim, se calhar até demais. Foi isso que estragou. Eu nunca te quis magoar, nunca te quis ver sofrer e, por isso, fazia tudo por ti. Toda a gente via o quanto me rebaixava para que nunca nos chateássemos. E tu, simplesmente nunca deste valor a nada. Nunca me valorizaste tanto como eu te valorizava. Nunca te importaste, sequer.
Até estive disposta a dar-te uma segunda oportunidade e foste tu que não a quiseste. Foste tu que me chamaste de desilusão. Se agora viesses atrás de mim. não sei se seria capaz de te negar a oportunidade que desperdiçaste. Apesar de tudo, ainda sinto que preciso de ti. Mas também não vou ser eu a correr por ti, não vou ser eu que vou deixar cair a jarra de vidro por ti, novamente.
Agora, quando olho para trás, sinto saudade. Às vezes o meu coração ainda aperta e sinto vontade de estar a teu lado. Mas agora sei que pessoas como tu não merecem a amizade de pessoas como eu. Posso ser como sou, mas tu não me mereces.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Why do I always have to be the one who gets hurt?
Eu sei que tenho este feitio complicado e difícil de entender, eu sei. Sei-o melhor do que ninguém, fui obrigada a conviver com ele todos estes anos. Mas mesmo assim...mesmo depois de ter sido pisada tantas vezes, de ter partido o coração a tanta gente e de me terem partido tantas vezes o meu...mesmo assim ainda não consegui mudar.E é agora. Agora é que eu chego à conclusão de que te expulsei no momento errado, de que te mandei embora quando não devia e que, agora que realmente preciso de ti, não voltarás mais. Era teu direito seguir em frente e era minha obrigação saber que nunca te devia ter tomado como garantido. Rejeitava-te porque sabia (ou assim pensava eu) que ias acabar sempre por voltar; chateava-me contigo porque sabia que virias de seguida pedir-me desculpa só para ficarmos bem; magoava-te porque sabia que irias sempre pedir-me para te aceitar e amar. E assim fomos vivendo todo este tempo. Como sempre, achei que íamos ficar eternamente jovens e presos àquele tempo e àqueles momentos que partilhámos. Como sempre, esperei que nada mudasse e que fôssemos diferentes de todos os outros que foram incapazes de manter algo tão verdadeiro e sincero durante muito tempo. Pensei que tu fosses diferentes dos outros. Queria que tivesses sido incapaz de me abandonar, acontecesse o que acontecesse, e que te mantivesses fiel a mim.
No fundo, sei que nunca foste meu, nunca me pertenceste, embora parte de mim sentisse que isso fosse, de certa forma, verdade. Não tenho muitas esperanças de que, a partir deste momento e depois de tudo o que se passou, as coisas melhorem. Já estou alerta para o pior. Mas sei que ainda não me sinto preparada para te dizer adeus de vez.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
OTH
«Every song has a CODA, a final movement. Whether it fades out or crashes away. Every song ends. Is that any reason not to enjoy the music? The truth is, there is nothing to be afraid of. It's just life.»
One Three Hill
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Chained
Continuo agarrada a ti. Por mais que não queira, por mais que o negue. A verdade é que continuo presa, acorrentada a ti. Eu sei que não posso fazê-lo. Para quê? Sou sempre eu a sair magoada, no final de contas. Mas porque é que insisto em agarrar-me tanto às pessoas, porque é que me sinto tão agarrada a ti?Diz-me, como é que conseguiste chegar tão fundo? Como é que me tocaste de tal maneira que não te consigo mandar embora, que não te consigo apagar? As minhas lágrimas continuam a correr de tal forma que já me dói a cabeça. Mas elas insistem e não consigo fazê-las parar.
Eu quero mudar, tu sabes que quero. Sempre o soubeste. Mas porque é que sou assim? Porquê este medo enorme de perder quem me rodeia, porquê esta insistência em pensar em coisas que não interessam a ninguém, porquê sofrer por quem não vale a pena?
A verdade é que continuo presa, acorrentada a ti.
domingo, 12 de julho de 2009
Us

O que somos nós? Diz-me, o que somos NÓS agora? Diz-me porque eu não sinto que tu queiras continuar a ser o que sempre fomos, como sempre fomos. Diz-me porque eu não te posso seguir mais, já não posso percorrer este caminho atrás de ti. Tenho de tomar um atalho e regressar à estrada que nunca deveria ter abandonado. Não posso estar sempre agarrada a ti, tenho de me soltar. Não aguento com esta incerteza, não aguento viver na dúvida. Diz-me. Diz-me se me queres do teu lado ou se queres seguir sem mim.
Eu não posso abdicar mais do que é meu. Não te tomarei mais por garantido. E assim te deixo, com este adeus fraco e amargo. Não sei se será para sempre. Desta vez, terás de ser tu a vir procurar-me, terás de ser tu a seguir-me.
Eu não posso abdicar mais do que é meu. Não te tomarei mais por garantido. E assim te deixo, com este adeus fraco e amargo. Não sei se será para sempre. Desta vez, terás de ser tu a vir procurar-me, terás de ser tu a seguir-me.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Persigo-te
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Para sempre, talvez
"A vida é engraçada, não é? Mesmo quando pensamos que já temos tudo delineado, mesmo quando, finalmente, começamos a planear qualquer coisa, mesmo quando estamos entusiasmados e sentimo-nos como se já soubéssemos a direcção que vamos tomar, o caminho muda, os sinais mudam, o vento sopra no outro sentido, o norte torna-se subitamente sul, o este é o oeste e acabamos perdidos. É tão fácil perdermo-nos no nosso caminho, perdermos a direcção."
Para Sempre, Talvez
Cecelia Ahern
Cecelia Ahern
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Paths

Percorro aqueles caminhos vezes sem conta, à espera de te encontrar. As minhas sandálias estão gastas do tanto que corri; o meu vestido está agora estragado do tanto que eu caí. Continuo a correr, ofegante, esperançosa de te ver mais uma vez, de alguma forma. Tropeço num ramo e caio novamente. As minhas mãos estão esfoladas, a minha cara arranhada e todo o meu corpo sujo e coberto de nódoas negras. Não sei se parti alguma coisa, não consigo sentir o meu próprio corpo de tão dorido e cansado que está. Faço por me levantar, mas não tenho mais forças. Não tenho forças para lutar por ti, pelo nosso amor. Amor esse que ficou algures perdido no tempo e no espaço; amor esse que tu abandonaste e rejeitaste. As imagens dos momentos que passámos juntos passam-me pela cabeça como slides rápidos e precisos. Apercebo-me agora que nada vai voltar a ser como era, que não voltarás para mim, nunca mais. Enterro a cabeça no meio das mãos, ainda deitada no chão sujo, e choro como nunca tinha feito. Toda a minha esperança se desvanece e prometo a mim mesma que não voltarei a procurar-te, não voltarei a percorrer estes caminhos.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Goodbye
Aqui estou eu, a implorar-te de joelhos que não te vás embora, que não me deixes sozinha. Tu olhas para mim com esse jeito doce e carinhoso, afagas-me o cabelo, piscas-me o olho e largas-me a mão. Beijas-me a testa e então aí trocamos um último olhar e dizemos adeus. Começo a soluçar baixinho quando viras as costas, mas tu nem olhas para trás. Continuas a andar até que a tua imagem desaparece no horizonte.Sei que te vais lembrar de mim, sei que vou ficar na tua memória para sempre. Como poderia não ficar? Mas sei também que sem ti nada vai ser o mesmo.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Wanting
Eu quero. Quero ser a flor mais bonita do teu jardim. Aquela que tu regas e adubas com mais cuidado, aquela a quem tu dás todo o carinho e atenção, aquela que tu, atentamente, vês crescer. Eu quero. Quero ser a pedrinha que tu apanhas enquanto passeias na praia, junto ao mar. Aquela que tu levas para casa, envernizas, pões à mesinha de cabeceira e usas como um amuleto da sorte.
Eu quero. Quero ser a única estrela no teu céu. E se não puder ser a única, então deixa-me ser a mais brilhante, a que mais se destaca, a maior de todas. Aquela em que tu reparas, aquela que tu olhas fixamente enquanto divagas e sonhas acordado.
Quero ser as páginas que tu marcas no teu livro preferido, as palavras e expressões sublinhadas com toda a atenção. Quer ser o início, o enredo e o fim de cada capítulo. Quero ser a protagonista de cada história que tu inventas, a imagem que tu pintas nos teus quadros.
Eu quero. Eu quero acompanhar-te dia e noite, noite e dia. Quero que penses em mim, só em mim.
Não deixes esta flor murchar, não lhe arranques a raiz, não a guardes na escuridão. Deixa-a germinar e crescer dentro de ti.
Eu quero, eu queria...mas sei que não podes. Nem tu, nem eu.
domingo, 21 de junho de 2009
Fake
É aquela minha parte possessiva, é o querer ter tudo para mim e não poder. É aquele medo do futuro e de deixar o presente tornar-se passado. É o medo da cápsula do tempo, da caixinha de recordações guardada no sótão abandonada e esquecida, do álbum de fotografias velho e poeirento, de um monte de diários empilhados de alturas em que os "i"s ainda levavam um coraçãozinho em vez de um ponto. É aquele sentimento que me invade e me traz memórias de alguém que já fui mas que tentei deixar de ser. É daqueles momentos em que volto a ser quem era e tudo o que construí é destruído lentamente. Eu jurei. Eu jurei a mim mesma que mudava. E por isso fico calada e engulo. Engulo tudo e finjo que tudo está normal. Fingidora, é o que sou.
sábado, 6 de junho de 2009
empty
E depois...quando tu finalmente te começas a sentir em casa, quando te habituas ao que te rodeia, quando começas a amar aqueles que entraram na tua vida...és obrigada a abandonar tudo isso. E, novamente, sentes aquele sentimento angustiante e vazio.
Vazio. Vazio. Vazio.
Vazio. Vazio. Vazio.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
friendship

Talvez aches que não há nada que possas fazer. Talvez aches que tu e aquilo que dizes/fazes para tentar ajudá-la são insignificantes, comparados à sua dor, àquilo por que ela passou e está a passar. Talvez isso tudo seja verdade, mas esquece-o. Esquece-o porque ela precisa de ti e to teu apoio mais do que ninguém. Esquece-o porque, para ela, ter a tua mão para aquecer a dela e o teu ombro para afagar as suas lágrimas significa tudo. Por isso, esquece os teus receios e dúvidas. Liga-lhe, manda-lhe uma mensagem ou um e-mail a dar o teu apoio. Apanha um autocarro, um comboio ou vai a pé se tiver de ser. Mas vai ter com ela, o mais rapidamente possível. Compra-lhe gelado ou uns bombons pelo caminho (dizem que fazem bem à alma). "E depois?" perguntas. Depois corre. Corre com toda a força que ainda te resta, até à última gota de suor e até não conseguires inspirar um único cm3 de ar. Corre, vai ter com ela. Dá-lhe o teu apoio, conforta-a. Abraça-a com força e deixa-a chorar com tudo aquilo que lhe resta. Agarra-a e não a largues mais. Não a deixes fugir. Promete-lhe o mundo e a felicidade eterna. Deixa-te ficar em silêncio e leva-a contigo para onde quer que vás. Não precisas de dizer nada, mas o simples facto de não largares a sua mão...vais ver! Vais ver a importância que tem.
sábado, 16 de maio de 2009
Life
E assim, num curto espaço de tempo, as coisas parecem recompor-se aos poucos. Tudo deixa de ser cinzento e ganha uma cor. Cor essa que te dá alegria, esperança, coragem e forças para continuar.
A minha vida ganha outro significado, mesmo não te tendo a meu lado. E, mais uma vez, os obstáculos foram superados e as dificuldades ajudaram-me a crescer, mesmo não se notando.
A vida. A vida pode ser complicada, mas também pode ser tão simples.
« A vida não é complicada, nós é que a complicamos. »
A minha vida ganha outro significado, mesmo não te tendo a meu lado. E, mais uma vez, os obstáculos foram superados e as dificuldades ajudaram-me a crescer, mesmo não se notando.
A vida. A vida pode ser complicada, mas também pode ser tão simples.
« A vida não é complicada, nós é que a complicamos. »
terça-feira, 12 de maio de 2009
Come back
Eu não consigo. Sempre que tento, não consigo. Não consigo odiá-los da maneira que queria (não consigo odiar sequer um bocadinho). Queria odiá-los por tudo o que têm feito, queria esquecer que são tão próximos de mim.Volta. Volta para mim, volta para nós. E se não puderes voltar, estejas onde estiveres, faz alguma coisa por favor. Lança pózinhos mágicos, faz o que quiseres. Mas remedeia isto, porque desde que foste embora tudo ficou um caos. Faz com que tudo volte ao que era.
Põe um fim a isto por favor. Não te peço mais nada, nada mais.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Perfeição?
Eles nem sabem. Não sabem aquilo que tenho passado, aquilo que sinto, o que me vai na alma. Não fazem ideia por que razão ando assim. E por isso deixo-os passarem por cima de mim, deixo-os rebaixarem-me quando sei que, noutras circunstâncias nunca o permitiria, deixo-os gozarem comigo e falarem de mim. Digam, digam o que quiserem. Não quero saber sequer. Nunca me achei melhor que vocês, melhor que ninguém. Querem ficar por cima, querem mostrar que são melhores do que eu? Força, até vos ajudo se for preciso.
Disseste-me que te desanimo. Desanimar? O que é isso? Posso ter um papel importante, embora eu não ache que tenha mais importância que todas vocês. Mas tudo bem, pode ser importante. E depois? É por isso que não tenho direito a falhar? Não tenho direito a estar em baixo, em ter os meus maus momentos? Tenho de ser perfeita?
Não percebo. Não percebo porque toda a gente continua a exigir-me ou a esperar de mim a perfeição quando sabem que esta não existe. Não percebo porque continuam a exigir-me que seja perfeita quando sabem que estou tão longe de o ser. Tão, mas tão longe.
Disseste-me que te desanimo. Desanimar? O que é isso? Posso ter um papel importante, embora eu não ache que tenha mais importância que todas vocês. Mas tudo bem, pode ser importante. E depois? É por isso que não tenho direito a falhar? Não tenho direito a estar em baixo, em ter os meus maus momentos? Tenho de ser perfeita?
Não percebo. Não percebo porque toda a gente continua a exigir-me ou a esperar de mim a perfeição quando sabem que esta não existe. Não percebo porque continuam a exigir-me que seja perfeita quando sabem que estou tão longe de o ser. Tão, mas tão longe.
Yuuki-chan
sexta-feira, 8 de maio de 2009
sometimes

Às vezes penso se valerá mesmo a pena; se todo o esforço e todas as forças que utilizamos para sobreviver, para ultrapassar as dificuldades serão algum dia compensadas.
Hoje disseram-me "Não desistas!". Ri-me para dentro, ironicamente. Eu ando a não desistir há imenso tempo e a verdade é que não vejo a razão de o fazer. Não vejo a minha macieira a dar maçãs, não vejo as flores a crescerem no meu jardim. Para quê lutar com unhas e dentes? Para quê toda a garra, coragem e determinação? Para quê tudo isso quando tudo aquilo que queremos que mude é o que não podemos controlar? Para quê, se as condições são sempre adversas, se tudo se vira sempre contra nós? Para quê?
Às vezes penso se valerá mesmo a pena. E a verdade, é que às vezes chego à conclusão de que, afinal, nem sempre vale a pena.
Hoje disseram-me "Não desistas!". Ri-me para dentro, ironicamente. Eu ando a não desistir há imenso tempo e a verdade é que não vejo a razão de o fazer. Não vejo a minha macieira a dar maçãs, não vejo as flores a crescerem no meu jardim. Para quê lutar com unhas e dentes? Para quê toda a garra, coragem e determinação? Para quê tudo isso quando tudo aquilo que queremos que mude é o que não podemos controlar? Para quê, se as condições são sempre adversas, se tudo se vira sempre contra nós? Para quê?
Às vezes penso se valerá mesmo a pena. E a verdade, é que às vezes chego à conclusão de que, afinal, nem sempre vale a pena.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Vai onde te leva o coração
“Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raízes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e de frutos. E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera. Respira com a mesma profundidade confiante com que respiraste no dia em que vieste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera a volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar”
Susanna Tamaro
Vai Onde Te Leva o Coração
Vai Onde Te Leva o Coração
terça-feira, 28 de abril de 2009
Remendos
domingo, 26 de abril de 2009
Stars
Já é muito tarde, nem sei que horas serão, mas também...pouco me interessa. Estou sentada no chão frio do meu quarto, encostada à parede, com os phones nos ouvidos a passar umas músicas antigas que passei para o meu telemóvel há umas horas atrás. Mais uma vez ponho-me a pensar em ti e, mais uma vez, o meu coração enche-se de tristeza, solidão e saudade. Não sei quantas vezes já repeti este serão, tornou-se de tal forma parte da minha rotina que lhes perdi a conta. Abro a persiana sem me importar com o barulho que ela faz ao abrir. Olho lá para fora e inclino a cabeça para o céu. Quero ver as estrelas e admirá-las enquanto estás no meu pensamento, quero sentir-te perto de mim. Continuo à procura e a minha busca parece não ter fim. O céu está tão escuro e carregado, nem uma única luz. Que aperto! Parece que é a desvantagem de viver na cidade, a poluição impede-nos de desfrutar das melhoras coisas que existem. Quem me dera estar lá, naquele sítio onde costumava deitar-me de barriga para cima e olhava para aquele céu tão estrelado, tão bonito e mágico. Onde não existia mais ninguém, só as estrelas e eu...só TU e eu!Então, limito-me a carregar novamente no botão para baixar a persiana e deito-me na cama, ainda com os phones postos. Estou exausta. Estou cansada de chorar e cansada de sofrer. Mas sei que não é um desperdício sofrer por ti. Se isso significar nunca te esquecer, então desejo sofrer desta maneira todos os dias. Já que não podemos estar juntos, ao menos que te possa trazer sempre comigo, que te possa sentir a meu lado.
E assim, acabo por adormecer, enquanto as lágrimas me caem pelo rosto e molham a almofada, e a música me tenta reconfortar.
Escrito num dia destes.
happiness
"Maybe we're not supposed to be happy. Maybe gratitude has nothing to do with joy. Maybe being grateful means recognizing what you have for what it is. Appreciating small victories. Admiring the struggle it takes simply to be human. Maybe we're thankful for the familiar things we know. And maybe we're thankful for the things we'll never know.
At the end of the day, the fact that we have the courage to still be standing is reason enough to celebrate."
At the end of the day, the fact that we have the courage to still be standing is reason enough to celebrate."
Grey's anatomy
Para ser diferente.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
fight
Luta, faz-te à vida! Tira as pedras da tua estrada que te deixam cansada e com os pés doridos. Aproveita-as e constrói um passeio, onde possas andar sem medo de seres atropelada, sem receio de caíres e não teres forças para te levantar. Pega na tua guitarra e numa pauta vazia. Deixa de tocar as músicas que toda a gente conhece e canta; cria a tua própria melodia, elabora a música da tua vida. Quando o tiveres feito, agarra a guitarra e percorre o teu passeio, enquanto cantas e tocas. Aí então vais perceber o que tens andado a perder durante todo este tempo, enquanto te trancavas na cave, com as mãos a cobrir a cara e esta encostada aos joelhos, com o mp3 nas alturas a passar aquelas badaladas deprimentes. Aí vais perceber que a vida não é uma jóia nem uma moeda de ouro; a vida é o tesouro inteiro. Tesouro esse que não vais querer desperdiçar nem dar a ninguém de mão beijada.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
all you can do is just wait
Eu não percebo o que vai naquelas cabeças. Não percebo a quem é que eles saíram assim. São tão diferentes de mim, o completo oposto. Não têm objectivos na vida, não têm sonhos, não têm força para lutar
, desistem de tudo a meio, só pensam neles sem pensarem no mal que lhe fazem (a ela), no mal que me fazem, no quanto o desiludiriam. Há dias em que não aguento, não dá para aguentar. Torna-se demasiado doloroso. O pior é que às vezes acho que cada vez é mais frequente este tipo de situações. Como é que eles conseguem? Como é que conseguem passar por cima dela, por cima de toda a gente, rejeitar as opiniões dos outros e achar que são os donos da verdade? Como é que não lhes pesa a alma e lhes dói o coração depois de todas as más coisas, depois de tudo aquilo que já fizeram? Não consigo compreender.
Há dias, como os de hoje, que não existe mais vontade de lutar. Fico tão cansada. Ainda mais por saber (ou tentar imaginar) aquilo que ela passa. Sei que se sente demasiado frustrada. Ela não merecia isto, aliás...não merecia nada do que já lhe aconteceu. "Se não fosse por ela, tenho a certeza que já não estaria aqui", ouvi-a dizer uma vez. Tudo isso me corrói por dentro.
Tenho vontade de fugir, para bem longe de tudo isto. Tenho esperança que mude, um dia. Mas quando é que chega esse dia? Não vejo a hora de isso acontecer.
E estou aqui a escrever, enquanto ouço discussão atrás de discussão, à espera que pare e se desvaneça.
, desistem de tudo a meio, só pensam neles sem pensarem no mal que lhe fazem (a ela), no mal que me fazem, no quanto o desiludiriam. Há dias em que não aguento, não dá para aguentar. Torna-se demasiado doloroso. O pior é que às vezes acho que cada vez é mais frequente este tipo de situações. Como é que eles conseguem? Como é que conseguem passar por cima dela, por cima de toda a gente, rejeitar as opiniões dos outros e achar que são os donos da verdade? Como é que não lhes pesa a alma e lhes dói o coração depois de todas as más coisas, depois de tudo aquilo que já fizeram? Não consigo compreender.Há dias, como os de hoje, que não existe mais vontade de lutar. Fico tão cansada. Ainda mais por saber (ou tentar imaginar) aquilo que ela passa. Sei que se sente demasiado frustrada. Ela não merecia isto, aliás...não merecia nada do que já lhe aconteceu. "Se não fosse por ela, tenho a certeza que já não estaria aqui", ouvi-a dizer uma vez. Tudo isso me corrói por dentro.
Tenho vontade de fugir, para bem longe de tudo isto. Tenho esperança que mude, um dia. Mas quando é que chega esse dia? Não vejo a hora de isso acontecer.
E estou aqui a escrever, enquanto ouço discussão atrás de discussão, à espera que pare e se desvaneça.
domingo, 19 de abril de 2009
Pain
Custa-me pensar que daqui a uns anos nada vai ser como é agora. Custa mesmo.
Eu gosto do agora. Eu gosto da minha juventude, gosto de estar com os meus amigos, gosto dos amigos que tenho, das pessoas que me rodeiam, gosto das actividades que faço e dos momentos que passo. Gosto das gargalhadas que dou e das lágrimas que deixo cair. Gosto da minha vida tal como ela é, no agora. Gosto de viver o presente, relembrar o passado mas temo em imaginar um futuro. Sei que nada vai ser como é agora e isso deixa-me com aquele friozinho no estômago.
Custa-me saber que as pessoas que amo vão deixar de fazer parte da minha vida, que as vou "perder" para outras. Custa-me olhar para o lado e ver toda a gente a crescer e a traçar o rumo, enquanto eu fico agarrada ao passado.
É, mas estes sentimentos que me angustiam ficam dentro de mim. A minha força de vontade é superior à minha vontade de chorar e por isso engulo tudo. Deixo as tristezas dentro do cofre, fechado a sete chaves e saio da casa com o maior dos sorrisos.
Eu gosto do agora. Eu gosto da minha juventude, gosto de estar com os meus amigos, gosto dos amigos que tenho, das pessoas que me rodeiam, gosto das actividades que faço e dos momentos que passo. Gosto das gargalhadas que dou e das lágrimas que deixo cair. Gosto da minha vida tal como ela é, no agora. Gosto de viver o presente, relembrar o passado mas temo em imaginar um futuro. Sei que nada vai ser como é agora e isso deixa-me com aquele friozinho no estômago.
Custa-me saber que as pessoas que amo vão deixar de fazer parte da minha vida, que as vou "perder" para outras. Custa-me olhar para o lado e ver toda a gente a crescer e a traçar o rumo, enquanto eu fico agarrada ao passado.
É, mas estes sentimentos que me angustiam ficam dentro de mim. A minha força de vontade é superior à minha vontade de chorar e por isso engulo tudo. Deixo as tristezas dentro do cofre, fechado a sete chaves e saio da casa com o maior dos sorrisos.
fairy tails
Quando somos crianças passamos a vida a ouvir histórias de contos de fadas. Nas nossas brincadeiras, fingimos ser princesas com longos vestidos cor-de-rosa e uma tiara na cabeça, no cimo de uma torre, à espera que o nosso príncipe encantado chegue, derrote o dragão e nos salve. Todos os dias inventamos um novo enredo, mas o final nunca muda "E viveram felizes para sempre!". E toda a gente à nossa volta insiste em continuar a criar-nos esse tipo de ilusões, a contar-nos histórias de encantar onde tudo é perfeito!
Mas a verdade é que depois acabamos por crescer e deixamos de ser aquelas crianças inocentes que acreditam em tudo. Somos obrigados a encarar a dura e cruel realidade e tudo aquilo que pensávamos conhecer parece desabar sobre nós. E a atitude das outras pessoas, que em tempos nos contavam contos de fadas, também muda. Agora dizem-nos que esse tipo de coisas são para crianças e que nada disso existe.
Pois bem...já soube o que era acreditar nesse tipo de sonhos e também já soube ser completamente céptica em relação a esse assunto, tal era a desilusão. Actualmente, não se trata de acreditar ou não; trata-se de uma pontinha de esperança e penso que provém da parte de mim que ainda é criança. Esperança que haja um príncipe encantado algures adequado a mim, o Meu Príncipe que chegue e me salve do dragão. A pessoa que me saiba amar da maneira que eu mereço e que me faça feliz para sempre. Sei bem que príncipes, princesas e dragões só existem em contos de fadas, mas gosto de pensar que existe alguém que poderá ser a minha "alma gémea". E sei que, quanto menos esperar, ele há-de aparecer e eu vou ter direito à minha própria história. E ei-de conseguir o meu final feliz!
Mas a verdade é que depois acabamos por crescer e deixamos de ser aquelas crianças inocentes que acreditam em tudo. Somos obrigados a encarar a dura e cruel realidade e tudo aquilo que pensávamos conhecer parece desabar sobre nós. E a atitude das outras pessoas, que em tempos nos contavam contos de fadas, também muda. Agora dizem-nos que esse tipo de coisas são para crianças e que nada disso existe.
Pois bem...já soube o que era acreditar nesse tipo de sonhos e também já soube ser completamente céptica em relação a esse assunto, tal era a desilusão. Actualmente, não se trata de acreditar ou não; trata-se de uma pontinha de esperança e penso que provém da parte de mim que ainda é criança. Esperança que haja um príncipe encantado algures adequado a mim, o Meu Príncipe que chegue e me salve do dragão. A pessoa que me saiba amar da maneira que eu mereço e que me faça feliz para sempre. Sei bem que príncipes, princesas e dragões só existem em contos de fadas, mas gosto de pensar que existe alguém que poderá ser a minha "alma gémea". E sei que, quanto menos esperar, ele há-de aparecer e eu vou ter direito à minha própria história. E ei-de conseguir o meu final feliz!
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