domingo, 26 de abril de 2009

Stars

Já é muito tarde, nem sei que horas serão, mas também...pouco me interessa. Estou sentada no chão frio do meu quarto, encostada à parede, com os phones nos ouvidos a passar umas músicas antigas que passei para o meu telemóvel há umas horas atrás. Mais uma vez ponho-me a pensar em ti e, mais uma vez, o meu coração enche-se de tristeza, solidão e saudade. Não sei quantas vezes já repeti este serão, tornou-se de tal forma parte da minha rotina que lhes perdi a conta. Abro a persiana sem me importar com o barulho que ela faz ao abrir. Olho lá para fora e inclino a cabeça para o céu. Quero ver as estrelas e admirá-las enquanto estás no meu pensamento, quero sentir-te perto de mim. Continuo à procura e a minha busca parece não ter fim. O céu está tão escuro e carregado, nem uma única luz. Que aperto! Parece que é a desvantagem de viver na cidade, a poluição impede-nos de desfrutar das melhoras coisas que existem. Quem me dera estar lá, naquele sítio onde costumava deitar-me de barriga para cima e olhava para aquele céu tão estrelado, tão bonito e mágico. Onde não existia mais ninguém, só as estrelas e eu...só TU e eu!
Então, limito-me a carregar novamente no botão para baixar a persiana e deito-me na cama, ainda com os phones postos. Estou exausta. Estou cansada de chorar e cansada de sofrer. Mas sei que não é um desperdício sofrer por ti. Se isso significar nunca te esquecer, então desejo sofrer desta maneira todos os dias. Já que não podemos estar juntos, ao menos que te possa trazer sempre comigo, que te possa sentir a meu lado.
E assim, acabo por adormecer, enquanto as lágrimas me caem pelo rosto e molham a almofada, e a música me tenta reconforta
r.

Escrito num dia destes.

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