quarta-feira, 11 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
Promessas
Eu tinha prometido nunca abrir o coração desta maneira para ninguém, nunca me expor desta forma, nunca me mostrar tão vulnerável. Tinha prometido que nunca sofreria tanto, que nunca me rebaixaria por ninguém, que nunca precisaria assim tanto de alguém. Eu tinha prometido que seria sempre forte e que seria sempre capaz de ultrapassar um desgosto, uma desilusão, uma perda. Tinha prometido que nunca deixaria cair tantas lágrimas durante um período tão longo.
A verdade é que falhei em todas essas promessas.
Vazia
Sim, eu odeio-me por precisar tanto de ti neste momento. Por mais amigos que tenha, por mais palavras de conforto que receba, não consigo deixar de precisar de ti a meu lado. Eu quero poder falar contigo cara-a-cara, quero poder chorar no teu ombro e, acima de tudo, quero que me abraces e que me digas ao ouvido que vai ficar tudo bem. Nunca pensei que pudesse existir alguém no mundo que me fizesse sentir tão vazia. Eu preciso tanto de ti que até dói.
Estes últimos dias têm sido um autêntico Inferno. É como já te disse: a última e única vez que chorei assim tanto foi quando o meu pai faleceu. Eu já não sei o que fazer à minha vida. Não como, não estudo, não consigo dormir em condições. E dói tanto pensar que não deves fazer a mais pequena ideia do quanto tudo isto me está a afectar, que tu nem deves estar a pensar em tudo o que se passou neste preciso momento. Eu mal consigo seguir com a minha vida, parece que o mundo acabou, entendes? Eu tenho amigos, mas não é a mesma coisa. E tu tens outra pessoa com quem podes contar, acima de tudo. E isso ainda dói mais. Saber que nunca mais vou voltar a ser a pessoa mais importante do teu dia, saber que há alguém a quem vais contar tudo primeiro.
Eu só queria voltar atrás, a sério que tentava fazer as coisas de maneira diferente. Fazia com que as coisas tivessem resultado para nós. Se o arrependimento matasse...
Preciso de ti.
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