sexta-feira, 24 de julho de 2009

Why do I always have to be the one who gets hurt?


Eu sei que tenho este feitio complicado e difícil de entender, eu sei. Sei-o melhor do que ninguém, fui obrigada a conviver com ele todos estes anos. Mas mesmo assim...mesmo depois de ter sido pisada tantas vezes, de ter partido o coração a tanta gente e de me terem partido tantas vezes o meu...mesmo assim ainda não consegui mudar.
E é agora. Agora é que eu chego à conclusão de que te expulsei no momento errado, de que te mandei embora quando não devia e que, agora que realmente preciso de ti, não voltarás mais. Era teu direito seguir em frente e era minha obrigação saber que nunca te devia ter tomado como garantido. Rejeitava-te porque sabia (ou assim pensava eu) que ias acabar sempre por voltar; chateava-me contigo porque sabia que virias de seguida pedir-me desculpa só para ficarmos bem; magoava-te porque sabia que irias sempre pedir-me para te aceitar e amar. E assim fomos vivendo todo este tempo. Como sempre, achei que íamos ficar eternamente jovens e presos àquele tempo e àqueles momentos que partilhámos. Como sempre, esperei que nada mudasse e que fôssemos diferentes de todos os outros que foram incapazes de manter algo tão verdadeiro e sincero durante muito tempo. Pensei que tu fosses diferentes dos outros. Queria que tivesses sido incapaz de me abandonar, acontecesse o que acontecesse, e que te mantivesses fiel a mim.
No fundo, sei que nunca foste meu, nunca me pertenceste, embora parte de mim sentisse que isso fosse, de certa forma, verdade. Não tenho muitas esperanças de que, a partir deste momento e depois de tudo o que se passou, as coisas melhorem. Já estou alerta para o pior. Mas sei que ainda não me sinto preparada para te dizer adeus de vez.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

OTH

«Every song has a CODA, a final movement. Whether it fades out or crashes away. Every song ends. Is that any reason not to enjoy the music? The truth is, there is nothing to be afraid of. It's just life.»

One Three Hill

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Chained

Continuo agarrada a ti. Por mais que não queira, por mais que o negue. A verdade é que continuo presa, acorrentada a ti. Eu sei que não posso fazê-lo. Para quê? Sou sempre eu a sair magoada, no final de contas. Mas porque é que insisto em agarrar-me tanto às pessoas, porque é que me sinto tão agarrada a ti?
Diz-me, como é que conseguiste chegar tão fundo? Como é que me tocaste de tal maneira que não te consigo mandar embora, que não te consigo apagar? As minhas lágrimas continuam a correr de tal forma que já me dói a cabeça. Mas elas insistem e não consigo fazê-las parar.

Eu quero mudar, tu sabes que quero. Sempre o soubeste. Mas porque é que sou assim? Porquê este medo enorme de perder quem me rodeia, porquê esta insistência em pensar em coisas que não interessam a ninguém, porquê sofrer por quem não vale a pena?
A verdade é que continuo presa, acorrentada a ti.

domingo, 12 de julho de 2009

Us


O que somos nós? Diz-me, o que somos NÓS agora? Diz-me porque eu não sinto que tu queiras continuar a ser o que sempre fomos, como sempre fomos. Diz-me porque eu não te posso seguir mais, já não posso percorrer este caminho atrás de ti. Tenho de tomar um atalho e regressar à estrada que nunca deveria ter abandonado. Não posso estar sempre agarrada a ti, tenho de me soltar. Não aguento com esta incerteza, não aguento viver na dúvida. Diz-me. Diz-me se me queres do teu lado ou se queres seguir sem mim.
Eu não posso abdicar mais do que é meu. Não te tomarei mais por garantido. E assim te deixo, com este adeus fraco e amargo. Não sei se será para sempre. Desta vez, terás de ser tu a vir procurar-me, terás de ser tu a seguir-me.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Persigo-te

Não sei porque ainda insisto, porque ainda tenho esta esperança idiota. Sei bem que escolheste um caminho diferente do meu. Aliás, sempre o fizeste mas eu teimava em ignorar tudo o resto, em deixar todas as pessoas de quem gostava para trás, tudo para te poder seguir. Nunca hesitei em mudar o meu rumo, em passar da estrada que eu tinha decidido percorrer para aquela onde tu te encontravas. Nunca me impediste de o fazer, mas também nunca me agradeceste, nem uma palmadinha nas costas de apreciação recebi. Ainda hoje continuo atrás de ti, esquivando os obstáculos e renegando aquilo que nos rodeia. Eu sei (melhor do que ninguém) que isto vai ter de acabar, até porque a esperança começa a desaparecer e o fogo começa a extinguir-se. Não quero mais rebaixar-me, não quero mais sentir-me incompleta e vazia. Não quero mais sentir que só sou eu a entregar-me de corpo e alma, sem receber nada em troca. Dá-me para trás, não me deixes continuar a perseguir-te. Só assim vou perceber que tudo o que é bom tem um fim e só assim posso continuar com a minha vida. Não aguento mais. Nem eu, nem este coração que tu transformaste em algo tão frágil e covarde.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Para sempre, talvez

"A vida é engraçada, não é? Mesmo quando pensamos que já temos tudo delineado, mesmo quando, finalmente, começamos a planear qualquer coisa, mesmo quando estamos entusiasmados e sentimo-nos como se já soubéssemos a direcção que vamos tomar, o caminho muda, os sinais mudam, o vento sopra no outro sentido, o norte torna-se subitamente sul, o este é o oeste e acabamos perdidos. É tão fácil perdermo-nos no nosso caminho, perdermos a direcção."

Para Sempre, Talvez
Cecelia Ahern