domingo, 8 de dezembro de 2013

First talk

Holdings fingers 

Pensando bem, nem sei o que custa mais: saber que nunca vou conseguir voltar a chamar-te de amigo depois de tudo aquilo por que me fizeste passar ou ter a noção de que a nossa amizade nunca vai voltar porque nunca vou ser capaz de deixar de parte aquilo que senti (e talvez ainda sinta) por ti. Torna-se ridículo demais estar aqui a chorar, passados três anos, pela mesma coisa. Pior, pela mesma pessoa... A verdade é que continuo a ter saudades tuas, exatamente da mesma forma que sentia quando as coisas entre nós terminaram. E as coisas só pioraram depois de voltar a falar contigo. Fingir que nada mudou talvez tenha sido das coisas mais difíceis que tive de fazer até hoje e, infelizmente, transportou-me até há uns anos atrás em que éramos nós os três, novos e inocentes, sempre a brincar com tudo e com todos. Porque é que a vida passa pela frente dos nossos olhos sem sequer darmos por isso? Porque é que eu não pude ficar aprisionada naqueles tempos para sempre, onde era feliz e onde nada mais importava? Tenho saudades disso e, acima de tudo, tenho saudades tuas, tenho saudades do meu melhor amigo, da única pessoa que me conheceu verdadeiramente, da que melhor me compreendia e da primeira a quem recorria quando precisava de um ombro amigo. Sim, tenho saudades tuas, mais do que tu um dia possas imaginar. Tenho saudades nossas.

Será que algum dia vou ser capaz de te deixar partir?

sábado, 31 de agosto de 2013

Think for yourself

 
Pára por uns momentos, inspira fundo e põe a cabeça a funcionar por uns instantes. Porque é que tentas agradar sempre toda a gente? Porque razão achas que eles têm o direito de te fazer sentir dessa maneira? Quem é que eles são para passar por cima de ti dessa forma e no que é que tu te tornaste para permitires que isso aconteça? Tu não costumavas ser assim, tão fraca. Eras tu quem dominava o mundo, eras tu quem tinha de ter a última palavra. Nunca espezinhaste ninguém, é verdade mas também nunca deixaste que fizessem de ti gato-sapato. E agora, olha bem para ti. Admira o ser fraco no qual te transformaste. Ouve bem os comentários de todos... Apercebes-te de que eles têm razão não é? Chegou a altura de te impores de uma vez por todas, chegou o momento de largares essa fachada de menina frágil e de voltares a ser quem sempre foste. Nunca vais mudar o mundo sozinha, por isso não te tentes iludir com isso. Há pessoas que não mudam, nem que tu dês tudo aquilo que tu tens e até mesmo o que não tens. Pessoas que te fazem acreditar que és menos do que aquilo que verdadeiramente és, que te fazem questionar a tua própria essência, que te agarram o braço quando tentas dar a mão e que te fazem cair quando os tentas ajudar a levantar... Bem, esse é exactamente o tipo de pessoas que não te merecem. E talvez esteja na altura de os deixares para trás...


segunda-feira, 17 de junho de 2013

So proud

Ouvir o discurso do pai dela no final da sua festa de aniversário dos vinte anos tocou-me. Fiz um esforço para me conter, enquanto esboçava um e outro sorriso espontâneo ao escutar aquelas palavras, no entanto não consegui evitar a lágrima no canto do olho enquanto aqueles sentimentos me tocavam o coração. Não foi só o discurso que foi magnífico... Foi aquilo que significou para mim! Levou-me a viajar até ao tempo em que ainda estavas comigo e levou-me, uma vez mais, a pensar em ti. Já passou tanto tempo, estou há tantos anos sem ti, mas nunca deixei de sentir a tua falta. Para te dizer a verdade, já nem me lembro muito bem de ti. Não me lembro da tua voz, não me lembro do teu abraço e só me recordo das tuas feições porque as vejo em fotografias todos os dias lá em casa. Não me lembro da tua presença, mas lembro-me daquilo que sempre despertaste em mim: sempre olhei para ti como um ser do outro planeta, o mais forte e o mais inteligente de todos! Eras (e serás sempre) o meu herói. Lembro-me de me sentir segura ao teu lado e agora é isso que me faz mais falta. Não me leves a mal, sei que ela fez o melhor trabalho do mundo a assumir o teu papel, para além do papel que ela sempre desempenhou na perfeição. Só que nunca ninguém conseguiria substituir-te e eu sinto saudades tuas! Queria ter-te aqui do meu lado, para me fazeres ver as coisas com clareza, para me segurares e garantires que tudo ficará bem. Gostava de ter podido crescer contigo do meu lado, que me tivesses ensinado as grandes lições da vida, que me visses amadurecer. Eu também queria ouvir um "Estou muito orgulhoso de ti, filha!"... E embora eu tenha a certeza que, de facto, estarias orgulhoso com a pessoa que eu sou e com tudo aquilo que já alcancei na vida, a verdade é que nunca vou poder voltar a ouvir essas palavras da tua boca. Eu posso até ter passado pouco tempo contigo, posso até já nem me lembrar bem de ti, mas uma coisa é certa: irás sempre fazer-me muita falta! 
Adoro-te, meu herói. E vou trabalhar todos os dias para que te possas sempre orgulhar da tua filha.

sábado, 11 de maio de 2013

Between 2 worlds

Sabes qual é a pior parte de estudar fora? Nunca sentires que estás em casa. A verdade é que me sinto constantemente entre dois mundos completamente distintos e torna-se difícil largar um para partir para o outro. Se ao menos pudesse juntar o melhor dos dois (e até mesmo o pior, só queria poder juntá-los)... E, mesmo assim, sei que não é isso que me aborrece mais. Entristece-me pensar que passei 18 anos da minha existência a construir uma vida num sítio para agora ter de o abandonar durante a maior parte do ano, com a dúvida presente de se algum dia tudo voltará a ser como antes. Dói ter de deixar tudo para trás, até porque quando voltas nunca nada está no sítio onde o deixaste. Pensei que por esta altura já me teria habituado, mas a verdade é que continua a custar-me. O desejo de voltar para casa continua demasiado intenso e a vontade de ter de regressar para o local onde estudo é cada vez mais pequena. Ainda não aprendi qual a melhor maneira de lidar com tudo isto e não sei o que irei fazer se tiver de ficar lá para sempre. Até porque tudo aquilo que preciso neste momento é de voltar para aquele que sempre foi e sempre será o meu lar.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Trust

Gosto de dizer a mim mesma que não deixei de acreditar no amor verdadeiro. Teimo em gritar ao mundo que não vai ser uma má experiência de vida que me vai levar a rotular todos os homens como uns idiotas, todos iguais e que, algures, haverá aí alguém diferente que me levará a crer de novo que ser verdadeiramente feliz é possível. Mas, na realidade, não é por repetir muitas vezes a mesma coisa que a tornará realidade. No fundo, sei que há um medo constante que me consome a alma e me impede de me voltar a entregar completamente a quem quer que seja. Receio em deixar novamente o meu coração nas mãos de alguém na dúvida de que ele voltará a ser esmagado e destruído. Não quero sentir, uma vez mais, aquele vazio impossível de preencher nem aquela falta de vontade de continuar a viver. Dificilmente iria aguentar se tivesse por passar por tudo aquilo uma segunda vez. Eu sei que ainda me é impossível voltar a acreditar completamente numa pessoa, porque nunca ninguém é verdadeiramente aquilo que pensamos ser. De todas as coisas que aprendi em três anos, esta foi a que mais ficou. E não há maior desilusão, isso vos garanto, do que descobrir que andamos enganados durante tanto tempo acerca de uma pessoa pela qual dávamos tudo. E, acima de tudo, tenho medo de nunca mais ser capaz de confiar verdadeiramente e de me entregar com tudo o que tenho.

domingo, 17 de março de 2013

I hate you

Odeio-te. Odeio-te por apareceres de noite nos meus sonhos, sem aviso prévio, para me atormentares e por conseguires deixar-me de mau humor quando acordo. Odeio-te por estares bem, por teres seguido a tua vida sem olhar para trás, quando eu sou incapaz de seguir em frente com a minha. Odeio-te por teres trancado a sete chaves a gaveta das nossas memórias, enquanto que a minha está estragada e todas as memórias voam no meu pensamento a toda a hora, sem eu as conseguir apanhar e colocá-las de volta no lugar devido. Odeio-te por não teres saudades minhas, ou pelos menos por não o demonstrares, enquanto que eu ainda não descobri o que fazer com este aperto enorme que sinto constantemente no peito e com este vazio que me assombra a alma. Odeio-te por teres marcado a minha vida, por sempre teres feito parte dela e por teres deixado tanta coisa boa para eu recordar, pois com tudo isso torna-se impossível odiar-te. Odeio-te por teres ido embora, mas ainda assim não teres saído do meu coração. Odeio-te por todas as promessas que fizeste e quebraste e por todas as juras de amor que fizeste em vão. Odeio-te por me teres feito acreditar que o verdadeiro amor existia e por destruíres todas as minhas esperanças e sonhos. Odeio-te por me teres feito sentir que eras o homem da minha vida e por me fazeres pensar que nunca vou encontrar ninguém igual ou melhor que tu. Odeio-te por ainda mexeres tanto comigo. Odeio-te porque quero odiar-te e não consigo. Odeio-te porque quero esquecer-te e, mesmo sem eu me aperceber, continuas sempre presente. Odeito-te mas não te odeio realmente. E, ao menos, também não te amo (mais).

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Not yet...

Não vou dizer que já não mexes comigo, quando praticamente não consigo passar um dia sem ir visitar o teu perfil, na esperança de encontrar algo novo. Não sei o que me fascina tanto na tua página, se é rever as tuas fotos vezes e vezes sem conta, se é a procura de algo que me faça ter esperanças ou se apenas quero encontrar algo que me faça perceber de uma vez por todas que nada irá mudar. Não sou capaz de afirmar que te esqueci, quando tenho a perfeita noção de que apareces demasiadas vezes nos meus sonhos. Sonhos em que voltas para mim, em que ainda estás do meu lado, em que tudo (ainda) é perfeito. Ainda não acredito que estou melhor sem ti, mesmo depois de tudo aquilo que me fizeste passar, até porque os melhores momentos da minha vida foram passados contigo. Quando as coisas estão mal, quando a pressão é demasiado grande e me deixo ir abaixo, nunca tenho forças para expulsar aqueles pensamentos que tanto odeio do "preciso tanto dele" ou "tudo era melhor se, ao menos, ainda o tivesse do meu lado". Ainda sinto (demasiado) a tua falta e a verdade é que é difícil encontrar alguém que me ajude a preencher esse vazio. Continuo com um medo excessivo do futuro. A possibilidade de poder não encontrar alguém de quem volte a gostar a sério assusta-me e impede-me, de certa forma, de viver a vida como ela deve ser vivida. Posso, no entanto, afirmar que já não te amo. Ou, pelo menos, não daquele jeito. Já não sofro tanto por ti e, pelo menos, a tua ausência já se tornou suportável e acustomei-me a viver sem ti. E, por enquanto, vou-me agarrando à esperança de que, um dia, pensar em ti tenha de ser propositadamente e, acima de tudo, que deixe de ser doloroso.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Recompensas

Nunca fui de desejar que as coisas boas aparecessem do nada sem ter de lutar por elas. Aliás, sempre gostei de ir atrás daquilo que me faz sentir viva e adoro a sensação que me percorre a alma de cada vez que consigo alcançar os meus objectivos. Mas por vezes torna-se extenuante nunca ter direito a nada e sentir que todos os planos, nos quais investi tanto de mim mesma, foram destruidos por eventualidades do destino. A sorte nunca esteve do meu lado, isso é certo - até porque se tornou num mal de família, - e por isso sempre tentei compensar isso com o dobro do empenho e da dedicação em tudo. E, no final de contas, apercebo-me de que nem isso é suficiente. Em momentos destes, só consigo relembrar todas as situações desagradáveis pelas quais a vida me fez passar e pergunto-me "Mas algum dia isto terá um fim?".
A verdade é que começo a ficar seriamente cansada e frustrada de ver que tantos esforços nem sempre são recompensados (vezes demais, essas). E, acima de tudo, estou farta.