Pensando bem, nem sei o que custa mais: saber que nunca vou conseguir voltar a chamar-te de amigo depois de tudo aquilo por que me fizeste passar ou ter a noção de que a nossa amizade nunca vai voltar porque nunca vou ser capaz de deixar de parte aquilo que senti (e talvez ainda sinta) por ti. Torna-se ridículo demais estar aqui a chorar, passados três anos, pela mesma coisa. Pior, pela mesma pessoa... A verdade é que continuo a ter saudades tuas, exatamente da mesma forma que sentia quando as coisas entre nós terminaram. E as coisas só pioraram depois de voltar a falar contigo. Fingir que nada mudou talvez tenha sido das coisas mais difíceis que tive de fazer até hoje e, infelizmente, transportou-me até há uns anos atrás em que éramos nós os três, novos e inocentes, sempre a brincar com tudo e com todos. Porque é que a vida passa pela frente dos nossos olhos sem sequer darmos por isso? Porque é que eu não pude ficar aprisionada naqueles tempos para sempre, onde era feliz e onde nada mais importava? Tenho saudades disso e, acima de tudo, tenho saudades tuas, tenho saudades do meu melhor amigo, da única pessoa que me conheceu verdadeiramente, da que melhor me compreendia e da primeira a quem recorria quando precisava de um ombro amigo. Sim, tenho saudades tuas, mais do que tu um dia possas imaginar. Tenho saudades nossas.
Será que algum dia vou ser capaz de te deixar partir?






