sexta-feira, 22 de julho de 2011

Scars

"People have scars. In all sorts of unexpected places. Like secret road maps of their personal histories. Diagrams of all their old wounds. Most of our wounds heal, leaving nothing behind but a scar. But some of them don't. Some wounds we carry with us everywhere and though the cut's long gone, the pain still lingers."

Começo a cansar-me do mesmo cliché "o tempo cura tudo". Aprendi que isso não é verdade. Prometeram-me que se iria tornando mais fácil, mas nem sempre isso acontece. Há más recordações que permanecem, existem feridas que nunca chegam a sarar completamente e a saudade não desaparece. Não se torna mais fácil, pelo contrário. Torna-se bem mais difícil, porque com o tempo aumenta a saudade e com esta aumenta também a tristeza. Sim, é a verdade. Bem sei que nos vamos acostumando e vamos criando novas memórias, arranjando novas rotinas. Mas não se torna mais fácil. Não é fácil largar o passado. Eu própria diria que não é possível, por muito que se tente negá-lo. As recordações são dolorosas e fazem-nos chorar, as saudades causam-nos um aperto no coração .. E quando chegam aqueles eventos importantes, aquelas situações que gostávamos de partilhar com AQUELA pessoa...Aí sim, dói como nunca. 
O tempo não cura tudo. A dor pode ir diminuindo aos poucos, mas não desaparece. Admito que até possam existir dias em que não a sentimos ou em que não nos apercebemos dela, mas ela continua lá. E acaba sempre por vir à tona, mais tarde ou mais cedo.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Eu mesma






Eu sou eu mesma. Já fui diferente, mas nunca deixei de ser eu. Sempre defendi aquilo em que acredito, sempre me mantive fiel aos meus princípios e às minhas ideologias, por muito que os outros não gostassem. Já ri muito, já chorei em demasia, mas nunca deixou de ser genuíno. Sou única, sou autêntica, assim como muitas outras pessoas. Sou orgulhosa quanto baste, mas fui aprendendo a aceitar as críticas. Com o tempo, comecei a valorizar-me mais e a valorizar mais os outros. Aprendi a olhar para além das imperfeições e dos defeitos de cada um e tornei-me mais tolerante. Mantenho quem gosto bem junto a mim (pelo menos, vou tentando). Desiludo-me com facilidade porque espero demasiado dos outros, talvez por saber que eu seria capaz de muito mais por eles e nem sempre o contrário acontece. Detesto despedidas e é-me difícil desprender-me do passado e deixá-lo ir embora. Não sou a pessoa mais bonita ou mais perfeita que existe, mas luto todos os dias por aprender um pouco mais, por crescer e me tornar numa pessoa melhor. Não só pelos outros, mas sobretudo por mim.

Eu sou eu mesma. Nunca deixei de ser eu. Tu já gostaste. Deixaste de gostar. Tudo bem, terei de aprender a viver com isso. E arranjarei quem goste, um dia. Muito mais do que tu alguma vez o fizeste.

domingo, 17 de julho de 2011

cry

Sabes, tento não chorar de cada vez que penso ou falo em ti. Mas só o facto de não te ter, de saber que não te posso ter, de estares tão longe embora continuemos a viver tão perto .. Só isso... Dói tanto! 

Continuo a precisar tanto de ti. Demasiado.

sábado, 16 de julho de 2011

One day, maybe.

- E então...como estás?
- Hum...estou...bem.
- Não estás.
- Pois não. Mas hei-de ficar. Um dia. Só que esse dia não é hoje.


Mudaste-me. Não tenho sido eu nestes últimos 3 meses.

sábado, 9 de julho de 2011

Desesperante

Tem dias em que eu já não sei, literalmente, o que fazer mais. Nunca me senti assim. Nunca tive tanta vontade de desistir de tudo, nunca me tinha sentido tão cansada em todos estes anos de existência. Ambos sabemos que já passei por muito, mas nunca ninguém me fez sentir desta maneira. 
Eu amo-te tanto, Rui! É desesperante, tens noção disso? Tudo o que tivemos, todas as coisas que partilhámos... foi tudo por água abaixo! Eu não consigo sentir ódio, não consigo desejar-te mal. Pelo contrário, sinto apenas que não valho nada, sinto que não fui merecedora do teu amor. É tão péssimo ser-se trocada, tens noção disso? É como se nunca me tivesses amado de verdade, como se nunca se tivesse passado nada entre nós. O vazio que ficou cá dentro é tão grande, tão profundo. Não sei como é que esta ferida irá cicatrizar um dia. Juro-te, às vezes só queria desaparecer. Para sempre. Talvez assim desses valor. Talvez assim sentisses a falta. 

Se calhar, nem assim...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

(In)Dependência

Sabem o que é estupidamente ridículo? Passar de independente a dependente. Eu! Logo eu, que sempre andei cheia de coisinhas para aqui e para ali. Eu que me preocupava com o que seria dele, que me preocupava em amparar-lhe a queda, em não deixá-lo cair e a pousá-lo suavemente. E olhem só o que ele fez com isso, admirem só o valor que ele deu a tudo o que fiz por ele, a tudo o que dei de mim. Ele teve o meu coração nas mãos e não só não foi capaz de cuidar dele como o atirou ao chão e o espezinhou como se de lixo se tratasse. Eu...a menina independente, a mulher crescida com vida própria, a pessoa que não se preocupava com nada...fui eu que saí mal. Fui eu que me dei pessimamente. Fui eu que perdi o tecto, o chão, as paredes. Perdi-o a ele, perdi o nosso amor, a nossa amizade...Mas, pior ainda, perdi-me a mim mesma. Perdi a bússola e agora caminho sem sentido, sem direcção. Tiraram-me um pedaço, tiraram-me o mundo. 
Eu sei que não há volta a dar. Sei que é impossível voltarmos atrás no tempo. Sei muito bem que ele partiu para outra. Não é irónico? A pessoa que me amava mais do que qualquer outra esqueceu-me num abrir e fechar de olhos, como se tivesse bastado apenas estalar os dedos. "Continuo presa, acorrentada a ti", já escrevi isto uma vez. É verdade, mas agora ando a lutar para que isso acabe. Acima de tudo, preciso de me reencontrar. Preciso de te excluir da minha vida e abrir um novo capítulo. Tu és passado. Doeu, dói e vai doer. Mas afinal...não é isso de que a vida é feita?