sábado, 9 de julho de 2011

Desesperante

Tem dias em que eu já não sei, literalmente, o que fazer mais. Nunca me senti assim. Nunca tive tanta vontade de desistir de tudo, nunca me tinha sentido tão cansada em todos estes anos de existência. Ambos sabemos que já passei por muito, mas nunca ninguém me fez sentir desta maneira. 
Eu amo-te tanto, Rui! É desesperante, tens noção disso? Tudo o que tivemos, todas as coisas que partilhámos... foi tudo por água abaixo! Eu não consigo sentir ódio, não consigo desejar-te mal. Pelo contrário, sinto apenas que não valho nada, sinto que não fui merecedora do teu amor. É tão péssimo ser-se trocada, tens noção disso? É como se nunca me tivesses amado de verdade, como se nunca se tivesse passado nada entre nós. O vazio que ficou cá dentro é tão grande, tão profundo. Não sei como é que esta ferida irá cicatrizar um dia. Juro-te, às vezes só queria desaparecer. Para sempre. Talvez assim desses valor. Talvez assim sentisses a falta. 

Se calhar, nem assim...

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