Persigo-te
Não sei porque ainda insisto, porque ainda tenho esta esperança idiota. Sei bem que escolheste um caminho diferente do meu. Aliás, sempre o fizeste mas eu teimava em ignorar tudo o resto, em deixar todas as pessoas de quem gostava para trás, tudo para te poder seguir. Nunca hesitei em mudar o meu rumo, em passar da estrada que eu tinha decidido percorrer para aquela onde tu te encontravas. Nunca me impediste de o fazer, mas também nunca me agradeceste, nem uma palmadinha nas costas de apreciação recebi. Ainda hoje continuo atrás de ti, esquivando os obstáculos e renegando aquilo que nos rodeia. Eu sei (melhor do que ninguém) que isto vai ter de acabar, até porque a esperança começa a desaparecer e o fogo começa a extinguir-se. Não quero mais rebaixar-me, não quero mais sentir-me incompleta e vazia. Não quero mais sentir que só sou eu a entregar-me de corpo e alma, sem receber nada em troca. Dá-me para trás, não me deixes continuar a perseguir-te. Só assim vou perceber que tudo o que é bom tem um fim e só assim posso continuar com a minha vida. Não aguento mais. Nem eu, nem este coração que tu transformaste em algo tão frágil e covarde.
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