quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Odeio-te

Quero tanto odiar-te neste momento. Pela forma como fizeste as coisas, por teres deixado o meu coração partido em mil pedaços, por me teres feito mil e umas promessas que não foste capaz de cumprir. Por me teres deixado agarrar-me tanto a ti, por me teres mostrado uma pessoa que claramente não eras, por teres feito planos comigo que puseste de lado em 2 segundos. Queria poder olhar para ti e perceber que claramente não mereces as lágrimas que tenho derramado e a dor que tenho sentido, e acreditar que as coisas aconteceram desta forma para que eu pudesse encontrar alguém que me mostrasse verdadeiramente o que é amar e ser amado de volta. Gostava de conseguir pensar em ti e já não ver a pessoa que eu conheci e pela qual eu me apaixonei e esquecer que algum dia me disseste que ainda gostavas de mim e que talvez a nossa relação voltasse a funcionar no futuro. Estou cansada de tentar largar esta esperança idiota que me tem feito sofrer tanto e de não conseguir fazê-lo. Sinto-me cada vez mais cansada, cada vez mais no poço e tenho a certeza que tudo isto só vai piorar quando novembro chegar e eu finalmente me aperceber que tu não vais voltar atrás. Porque muito provavelmente tu já nem sequer pensas em mim, já não sentes a minha falta e seguiste em frente com a tua vida. E eu odeio-te por me teres deixado a porta aberta e me teres impedido de seguir em frente com a minha. E odeio-me ainda mais a mim por isso. 

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