quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O dia em que te esqueci

“Quero - e quererei sempre - o melhor para ti. Que sejas feliz. Que encontres paz e bem-estar. Que consigas realizar os teus sonhos. Que chegues mais longe do que imaginas. Que envelheças com graça e leveza e que a vida te seja fácil, generosa, e grata.
Amar alguém é querer o melhor para essa pessoa. Amar é sonhar, é proteger, é dar a mão quando é preciso e soltá-la quando assim tem de ser. Por mais que nos custe.”
Margarida Rebelo Pinto - O dia em que te esqueci

Uma mistura de sentimentos e de emoções nasce-me à flor da pele quando penso em ti. Houve uma altura em que apenas te queria de volta, a todo o custo, por muito que me doesse. Depois veio a revolta, a frustração de sentir que desperdicei tanto tempo a teu lado para depois tudo se desmoronar, sem que tu desses a mínima importância. Houve também uma fase de indiferença ou, pelo menos, de fingir que não me eras nada e que já te tinha ultrapassado, na tentativa de enganar todos à minha volta, inclusive eu mesma. Mas bem cá no fundo, sei que não te consigo odiar. Nunca consegui. Talvez por ainda dar tanto valor a tudo aquilo que passei contigo, até porque tenho consciência de que não foi tempo perdido. Aprendi tanto a teu lado, deste-me tantas coisas boas, ensinaste-me tanto que nunca poderia conseguir esquecer-te nem daqui a um milhão de anos. As memórias más, hoje, não passam de isso mesmo. Memórias. Fizeram-me crescer e tornaram-me mais forte e até por todas elas terem acontecido eu estou grata. Tornaram-me na pessoa que sou hoje. Não posso ignorar-te. Não posso simplesmente apagar as recordações de quase 18 anos passados a teu lado e fingir que nunca exististe na minha vida. É-me impossível odiar-te. Por isso, e por tudo aquilo que passámos juntos, por toda a nossa história, pela melhor amizade que alguém me podia ter dado, quero apenas o melhor para ti. Esse é o meu maior desejo: que sejas feliz, mesmo que não me tenhas a teu lado.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nunca mais!

Ao rever conversas antigas, apercebo-me de que realmente uma pessoa transforma-se quando está apaixonada por alguém. Agora sim, dou-lhe razão quando me dizia que não me reconhecia, porque eu não podia mesmo estar em mim. Como é que uma pessoa pode ser tão burra? Como é que fui capaz de descer tão baixo, de me rebaixar daquela maneira e de deixar que alguém me tratasse assim? Como é que ainda tive coragem de lhe responder, de pensar sequer que a nossa relação poderia ter solução, que ele ainda queria saber de mim? Como é que ainda considerei em lutar por nós, como? A verdade é que já não consigo chorar ao ler aquelas palavras, pelo contrário, sinto nojo de mim mesma. Desilude-me ver que não fui capaz de me manter fiel aos meus princípios, à pessoa que sempre fui e ter mostrado alguém que jurei que nunca seria. Não tenho pena, tenho sim vergonha por ter caído tão fundo no poço, por não ter tido forças suficientes para bater o pé e gritar "basta". E tudo por culpa dele (sim, chega de me culpar, quando o verdadeiro culpado foi o único a sair ileso de toda esta situação), que conseguiu que eu duvidasse de mim mesma, que deixasse de ter confiança em mim e me tornasse NAQUILO. 
Ainda bem que não apaguei aquelas mensagens, porque ao reler aquela tentativa de reconciliação consegui ver com clareza a pessoa que ele é. E no que toca a mim, uma coisa é certa, não vou deixar que nenhuma pessoa neste mundo me volte a tratar daquela forma e me faça sentir daquela maneira. Não me voltam a passar por cima.