Travo uma batalha contra mim mesma praticamente todos os dias. Tento convencer-me que a pessoa que eu conhecia já não existe, forço o meu pensamento a seguir uma linha de raciocínio que não me faça viajar até aos momentos que vivi contigo, grito cá dentro para evitar ver coisas que se relacionem de alguma forma contigo. Olhando para o passado e relembrando as promessas que fizemos, apercebo-me de que nem num milhão de anos eu imaginaria a minha vida sem ti. Punha as minhas próprias mãos no fogo de que, tu sim, serias eterno. Inocentemente, sentia que quaisquer que fossem os obstáculos que surgissem no nosso caminho, iríamos ser capazes de os ultrapassar, juntos. Queria ter-te comigo, para a vida, mesmo que ela decidisse pregar-nos uma partida e nos fizesse tomar rumos diferentes. Desejei tantas vezes tudo isso, com tanta intensidade que agora me apercebo de que isso foi a minha sentença. Não sou capaz de te esquecer, de te ultrapassar porque sempre quis que ficasses do meu lado, sempre prometi que nunca te iria tirar do coração. E, infelizmente para mim, a vida está agora a obrigar-me a manter todas as promessas e decidiu deixar que tu te esquecesses das tuas.
Mas sabes, sinto que a cada dia que passa vou conquistando uma nova vitória: sobreviver a mais vinte e quatro horas sem te ter do meu lado, na esperança de que, em algum momento, viver sem ti deixe de ser um sacrifício.

adoro! força*
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