domingo, 3 de maio de 2015

Medo do amanhã...


A vida é tão fugaz, passa-nos tão rápido pelas mãos que, quando nos apercebemos disso, já passaram uma data de anos mal aproveitados. Estranho como os melhores anos da nossa vida são aqueles em que somos mais jovens e mais imprudentes. Não temos a racionalidade suficiente para compreender o que está diante dos nossos olhos e acabamos por deixar escapar entre os dedos momentos preciosos que devem ser guardados para mais tarde recordar.
Dou por mim neste momento, em plenos 22 anos de existência - dos quais cerca de um terço certamente não sou capaz de invocar - a analisar tudo o que já passou. Sempre era verdade aquilo que me diziam: "o tempo passa rápido". E não é que passa mesmo? Sinto-me "crescida", é um facto, embora saiba que duas décadas não são nada em relação a uma vida inteira. Mas a verdade é que também não sou capaz de imaginar o que ainda está para vir, não consigo imaginar o que está para além disto. Não consigo mas também não sei se quero. Uma vez mais, sou inundada por este sentimento horrível do medo da mudança, que sempre me acompanhou e teimou em assombrar a minha adolescência. Hoje, vejo todos os meus amigos de infância a terminarem o curso e, embora não pudesse estar mais orgulhosa de todos eles, tenho este receio persistente daquilo que ainda está para vir. Como vão ser as coisas a partir de amanhã? Será que ficam comigo, será que partem? Por esta altura da minha vida, sei que já devia estar habituada a dizer um adeus ou, pelo menos, um "até já", dadas todas as mudanças que já tive de fazer. Mas a verdade é que, mesmo com vinte e dois anos de existência, por vezes parece que o meu coração continua aprisionado àquela criança amedrontada de doze anos. E o medo do futuro invade-me uma vez mais.

Não quero ficar sozinha. Não partam, não me deixem aqui... Não sou capaz de dizer mais "adeus".

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Insecurity

A minha maior inimiga é a insegurança. Torna-se complicado viver uma vida inteira a duvidar de tudo aquilo que fazemos. Perco horas e horas de sono a pensar no que poderia ter feito de diferente naquele dia - ou nos dias anteriores - e naquilo que vou poder fazer amanhã e daí em diante. Não sou capaz de dar um passo sem ter pensado vezes e vezes sem conta nas possíveis consequências das minhas ações e são demasiadas as vezes em que saio de uma situação sem estar de cabeça erguida. Não tenho confiança naquilo que sei, naquilo que faço nem na pessoa que sou. E isso prejudica-me em todos os aspetos da minha vida: acho que nunca vou encontrar alguém especial porque acho que não sou boa o suficiente; não sou capaz de melhorar em aspetos académicos porque estou constantemente a duvidar das minhas capacidades. Vivo uma vida exasperada, o coração sempre a bater a mil só de pensar em todas as asneiras que fiz e que sou capaz de fazer, de pensar no que vai acontecer de mal e onde vou falhar (uma vez mais...). É ridículo viver assim, e não sei quando é que me tornei tão frágil e tão insegura... Acho que nem sempre fui assim e tenho vergonha disso mesmo. Talvez as pessoas que não me conhecem me achem exatamente o contrário porque sempre gostei de mostrar aquela capa dura por fora, mas quem me conhece realmente sabe perfeitamente a minha verdadeira essência. É triste, eu sei... E gostava mesmo de ser capaz de ser diferente. Viver sem medo, sem limites, sem receio de falhar. Acreditar em mim e naquilo que sou capaz, não ter medo de arrependimentos, "tenho a certeza que seja qual for a decisão que tome vou-me arrepender.". Sim, é isto que eu penso. Não achas ridículo?

E tu, já desejaste ser uma pessoa diferente daquela que és?