sábado, 28 de abril de 2012

love

Agora sim, eu percebo o que é gostar de alguém verdadeiramente. Chamavam-me de louca, por ventura, até me chamariam de infantil por proferir a palavra "amo-te" com facilidade, mas na realidade também nunca a disse sem o sentir. Entendi bastante cedo qual o poder deste sentimento. Faz-nos sentir bem. Faz-nos sentir melhor connosco, vemos o mundo mais vivo, as cores mais vibrantes. Os odores tornam-se subitamente mais perfumados e parece existir uma agradável melodia constante no nosso pensamento. Começamos a aperceber-nos com mais frequência que tudo o que acontece, por muito mau que pareça, tem sempre um lado positivo e as expressões carrancudas e de tédio de outrora transformam-se rapidamente em sorrisos espontâneos e contagiantes. Ainda que me digam que não foi amor, tenho certeza do que senti. Do que sinto. Sentirmo-nos capazes de dar a vida por alguém, de fazer o que quer que seja para ver essa pessoa feliz? Sentir que nos arrancaram o coração apenas por estarmos longe dessa pessoa? Sentir que toda a nossa vida está dependente de outra pessoa, sentirmo-nos vazios sem ela? Estou certa de que foi amor, estou certa de que ainda o é.

Mas, de certa forma, preferia que os outros estivessem certos e não passasse apenas de uma paixoneta idiota. Por esta altura, já teria sido ultrapassada, com certeza.

2 comentários:

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