sábado, 14 de abril de 2012

Um dia como tantos outros

Este é o teu dia e a vontade de te mandar uma mensagem de parabéns é a maior do mundo. Mas prometi  a mim mesma que não o faria, quero manter-me fiel a mim mesma e quero honrar essa promessa. O meu pensamento viaja até ao passado e mergulha nas inúmeras recordações que guardei desta data: festas em tua casa, junto do calor e simpatia de toda a tua família (que sempre me tratou como mais um membro); as mensagens que te enviei ao longo dos anos, sempre com as palavras mais especiais e escolhidas com o maior dos cuidados; os presentes que te ofereci, comprados com o maior dos carinhos e com receio de que não gostasses; até uma carta que te escrevi, como melhor amiga. Lembras-te dela? Pergunto-me o que terás feito com ela. E, como sempre que penso em ti, esforço-me por recordar os tempos menos agradáveis e lembro-me que este foi também o dia em que me contaste que tinhas outra pessoa na tua vida, apenas porque tinhas medo que eu soubesse por outros.
Eu não te vou mandar mensagem, vou apenas fingir que, para mim, é um dia normal como tantos outros. Um sábado igual ao de todas as restantes semanas, um 14 igual a todos os outros meses, um 14 de Abril igual ao dos restantes anos. Não cedi e não pretendo ceder.

Mas cá no fundo, o meu coração sussurra "Parabéns, meu amor", como se o passado ainda fosse presente. E sei que, apesar de toda a mágoa que sinto dentro de mim, ainda te desejo a maior felicidade do mundo.

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