Amar dói. Quem disse que não é possível morrer por amor então nunca amou de verdade. É um sentimento que se apodera de nós, que nos ocupa o pensamento e rouba o coração e nos corrompe por dentro. Torna-nos idiotas, cegos, muda tudo aquilo em que um dia acreditamos e transforma-nos em pessoas que nunca acreditamos vir a ser.
O amor é um pau de dois bicos, capaz de te fazer sentir bipolar.
A pessoa que amas é a que te consegue arrancar um sorriso com o mínimo esforço e, ao mesmo tempo, a primeira a deixar-te em lágrimas. É a que mais te surpreende pela positiva e a que mais facilmente te desilude. É com quem explodes e te zangas com maior frequência, mas também é quem tu perdoas sem hesitar. É a quem tu dás algo sem esperar nada em troca, mas também é a única pessoa a quem, mesmo que inconscientemente, acabas por cobrar. Um carinho, um abraço, uma atenção (ou talvez, todo o seu tempo). Porque tu te entregas totalmente àquela pessoa e a única coisa que pedes é que ela não te deixe cair e estilhaçar em pedacinhos. E mesmo assim, continua a ser difícil, não é? Acreditar que ela vai cuidar de ti com o cuidado que tu necessitas, com a atenção que tu sabes que mereces. Que ela não te vai deixar mal, que nunca te irá fazer sofrer. É até bastante fácil sermos felizes sozinhos, mas e deixar a nossa felicidade nas mãos de outra pessoa? Isso sim, é o verdadeiro desafio.
Amar dói. Mesmo quando é correspondido. Pela insegurança, pelo medo do amanhã, pela saudade que não desaparece. E só quem ama sabe o quão complicado pode ser.
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